viajeaqui.com.br
 
Por destino Por Palavra

Destinos

Sugestões de viagem

Antes de viajar

Guia de ruas

Guia rodoviário

Blogs

Colunas

Notícias

TV viajeaqui

Podcasts

Galeria de fotos

Hotsites

Canais especiais

Participe

Concursos culturais

Lojas

Compre aqui

Publicações

Assine nossas newsletters

Adicione esta página aos seus favoritos  Envie este post para um amigo  Imprima o post
J. Pinto Fernandes, 51 anos. Mineiro. Fumante. Heterossexual, com uma escorregada em Paris nos anos 70. Ex-militante da organização terrorista Var-Palmares. Ex-craque do time dente-de-leite do Banespa. Fundador, com Carlinhos de Jesus, da Academia de Dança Acadêmicos da Profilaxia. PhD em Ciência do Turismo pela Faculdade Clowes Ross de Boston. Tem 253 países carimbados em seu passaporte, mas gosta de uma meia-dúzia. É casado em quintas núpcias com uma moça bem mais nova.

O grande mico

Algumas situações patéticas são necessárias na vida de um turista

O mico em uma viagem é algo que nos engrandece. Você só se torna um ser humano completo depois de encarar uma situação constrangedora. De preferência, bem constrangedora. A primeira roubada fica para sempre. Comigo aconteceu o seguinte: Paris, novembro de 75. Eu na Praça Pigalle, o lugar onde as casas de cancã e os lupanares fazem a alegria da Europa. Em frente a um destes locais, a francesa, nem feia e nem bonita, me convida para um drinque. Eu entro. Solidão, primeira vez em Paris, Hemingway na cabeça, a possibilidade de encontrar um amor eterno... Os homens são capazes dos atos os mais estúpidos.

Entrei e começamos a conversar. O local estava escuro. O chão, mofado. Eu segurava firme minha mochila verde. Não via direito o rosto dela. Mas o nome era Michelle. Tudo muito poético. Falamos sobre música, sobre a cidade, sobre a vida. Veio a primeira champanhe – antes que eu a pedisse. Dez minutos depois, a segunda. Na terceira, eu dizia: “Oh, mon Dieu”. E ela: “Oh, mon devil”. A coisa começou a ficar estranha quando eu parei de tomar champanhe e, ainda assim, ela continuava pipocando na mesa.

“Vou embora”, falei, com o coração partido. “Não sem antes pagar”, respondeu Michelle, subitamente transformada na madrasta que espancava Edith Piaf. A conta: 1700 dólares. Eu não tinha esse dinheiro; Tinha sido, percebi, vítima de um golpe. Dois seguranças foram chamados para me convencer de que a conta estava correta. Eu briguei. Me senti enganado. Então era tudo uma encenação de Michelle. Ameacei chamar a polícia. Depois de um pouco de conversa, deixei 400 dólares e voltei para meu hotel. Se aprendi uma lição deste mico? Claro. O Pigalle é um dos lugares menos indicados do mundo para tomar champanhe. Ainda guardo o cartão de Michelle.

 J Pinto não pode ouvir Edith Piaf cantar Hymne à L’amour que lágrimas brotam de sua face.



Comente





Colunas


Patrocínio

Lojinha Viajeaqui

Navegador Guia Quatro Rodas
Navegador Guia Quatro Rodas
Listas Perfeitas Portugal e Espanha
Listas Perfeitas Portugal e Espanha
Guia de Ruas de São Paulo 2008
Guia de Ruas de São Paulo 2008
Guia de Viagem México
Guia de Viagem México
Listas Perfeitas Itália e França
Listas Perfeitas Itália e França
Conheça: Guia Quatro Rodas | National Geographic Brasil | Viagem e Turismo
Expediente | Mapa do site | Política de privacidade | Anuncie | Fale aqui
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Site melhor visualizado em 1024x768