A crise gerada pelo preço absurdo do petróleo continua a provocar estragos na vida do passageiro de avião. As companhias aéreas americanas lideram o esforço de vasculhar cada milímetro das aeronaves com lupa, em busca de oportunidades para reduzir custos. Pudera: há apenas 8 anos, o preço do combustível representava 15% do preço da passagem; hoje atingiu incríveis 40%. Não é pouco. Só nos Estados Unidos, o item promoverá este ano um gasto adicional de 61.2 bilhões de dólares, cinco vezes mais que em 2002, e 84% maior que 2007.
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A luta sem tréguas está concentrada em evitar cargas desnecessárias ou excessivas durante o vôo. Por vezes chega às raias do risível. Recentemente alguém sugeriu eliminar os compartimentos de bagagem sobre os assentos, pois assim os passageiros seriam obrigados a levar consigo o mínimo necessário, ou só o que coubesse debaixo das poltronas. O problema é que nunca se sabe quando as aéreas resolvem levar uma idéia como esta a sério.
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Não está muito longe o dia em que tudo pode acontecer. Basta observar o que ocorre hoje. As turbinas dos aviões nunca foram tão lavadas. Toda noite pelotões de faxineiros retiram todo tipo de material e poeira que se acumulou durante os percursos do dia, algo que só era feito durante paradas de manutenção. A Southwest estima que já economizou $1.6 milhão de dólares ao reduzir o peso causado por esta carona indesejável de sujeira e detritos. Os reservatórios dos banheiros do avião estão sendo abastecidos com 25% menos volume de água, e qualquer dia é capaz de termos vôos à seco – pelo menos no que se refere a lavatórios e privadas. As poltronas além de encolher espaços do passageiro, também estão sendo substituídas por assentos mais leves, entre 3 e 8 quilos a menos. Pouco a pouco, estão se aproximando perigosamente dos modelos adotados pelos bancos de espera em rodoviárias.
O problema é que as companhias aéreas sabem que há um limite para criar taxas adicionais e aumentar preços das passagens. De certo ponto em diante, o viajante ou fica em casa, ou adota um meio de transporte alternativo. Assim, dá para economizar também ao trocar modelos de avião mais beberrões por os de novas gerações, mais econômicos. Por exemplo, um novo Airbus A330 gasta menos 38% de combustível que um velho DC-10. Outro truque é reduzir a velocidade de cruzeiro do avião, o que leva a mais tempo de vôo, mas com menor consumo.
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Até os manuais entraram na dança. Ao invés de duplicar peso com dois jogos de impressos, cada um com 4 quilos, agora comandante e piloto compartilham os volumes. E em breve haverá uma versão eletrônica, já que bits não pesam. Há ainda o consumo de energia das aeronaves nos aeroportos, que substitui o combustível dos motores pelas velhas e amigas tomadas de eletricidade. E uma má noticia para quem curte as latinhas de bebidas: elas tendem a desaparecer de bordo, pois uma garrafa plástica de 2 litros serve coletivamente e pesa bem menos.
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Este esquadrão caça-peso tem boa razão de ser. “Cada 15 quilos que reduzimos traz uma economia de 440 mil dólares por ano, explica Tim McGraw, diretor da Northwest.
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