Se há uma praga que afeta a vida do viajante de avião, especialmente aquele que sai a negócios, é o jet lag. Tem a capacidade de transformar executivos espertos em bobalhões grogues. E o pior: exatamente nos momentos em que eles deveriam estar mais despertos e alertas. Por isto, quem conseguir inventar a cura para o problema será mais idolatrado que guru em encontro de auto-ajuda. Pois parece que estamos bem próximos deste dia. Já se falou em todo tipo de solução para este desconforto.
Basta visitar o site (
www.jetlag.net) para encontrar suplementos extras de melatonina que ganharam o pomposo nome de “eliminadores de jet leg”. Ou ler sobre o esquisitíssimo “ampliador de luz”, um produto que promete o equilíbrio perfeito entre a luz do dia e da noite (
www.bodyclock.com)
Há ainda o livro “A Cura do Jet Leg”, escrito por um tal Dr. Charles F. Ehret. Cientista do laboratório Argonne, do governo americano, ele inventou um sistema que atua em três etapas para que o viajante não seja afetado pela fadiga e confusão mental provocados pelas mudanças bruscas de fusos horários (
www.thecureforjetlag.com). Se o método funciona, ninguém sabe, mas a obra do dr. Ehret já vendeu mais de 200 mil exemplares.
Parece que o velho remédio para suavizar os efeitos do jet leg e tornar a experiência de viajar mais agradável, cafeína combinada com soneca, está com os dias contados. A ciência estaria no rastro certo para encontrar a fórmula para liquidar a fatura. Pela segunda vez, conhecidas pílulas azuis chegam para resgatar a humanidade. O sildenafil, uma substância mais conhecida pelo nome Viagra, entrou no circuito.
Deu no New York Times e no The Economist, publicações acima de qualquer suspeita: registros da Academia Nacional de Ciências norte-americana informam que cientistas argentinos obtiveram bons resultados na cura do jet leg através do Viagra. Calma, é cedo para comemorar. Até o momento apenas hamsters indefesos foram submetidos ao experimento. Mas com resultados animadores. Sejamos otimistas. É questão de tempo para que estas pesquisas se estendam aos humanos. E na ocasião, com certeza não faltarão voluntários para os testes.
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