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Sugestões de Viagem

Praias

Dicas para viagens românticas - Ilustração: Negreiros

ANTES DE VIAJAR

Tudo o que você precisa saber antes de se estirar na areia

Como chegar


  • De avião:
    todas as capitais litorâneas são servidas pelas companhias aéreas regulares:
    TAM (www.tam.com.br)
    Gol (www.voegol.com.br)
    BRA (www.voebra.com.br)
  • De carro:
    a BR-101 (litorânea) e a BR-116 (que vai do Sul até o Ceará pelo interior) são os dois principais acessos rodoviários tanto ao Sul quanto ao Nordeste. As duas apresentam vários trechos malconservados e têm trânsito pesado de caminhões. Procure viajar apenas de dia. No Ceará, em Pernambuco e em Alagoas, prefira as estradas litorâneas estaduais – a CE-085 (costa oeste), a CE-040 (costa leste), a PE-060 e a AL-101.
  • De ônibus: antes de passar dias na estrada, verifique o preço das passagens de avião com descontos (sobretudo as dos vôos noturnos). Comprando em cima da hora, o ônibus é mais barato. As duas principais empresas são a Itapemirim (www.itapemirim.com.br) e a São Geraldo (www.saogeraldo.com.br) para o Nordeste, e a Catarinense (www.viacao-catarinense.com.br) e a Viação 1001 (www.autoviacao1001.com.br) para o sul.
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Transporte

O transporte público é desorganizado nas capitais nordestinas e quase inexistente fora delas. A maioria dos visitantes se locomove em vans e ônibus de agências de receptivo. As capitais são bem servidas por locadoras de carros – as maiores têm carros mais novos e preços mais altos; as regionais,  mais antigos e preços menores (para sua segurança, procure alguma que seja recomendada pelo seu hotel). Os passeios também podem ser feitos de táxi – os taxistas normalmente têm uma tabela para qualquer um dos passeios oferecidos pelas vans e ônibus das agências.
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Telefone

Sempre pergunte na recepção do hotel ou da pousada quanto é cobrado para ligações interurbanas – dependendo da sobretaxa, sai mais barato ligar do seu celular. Antes de plugar o seu laptop no telefone do quarto, informe-se sobre o preço que o hotel cobra pela ligação local – alguns hotéis simplesmente repassam o custo da prestadora, mas outros chegam a tarifar o minuto de 50 centavos a 1 real. Cuidado!
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Dinheiro

Apesar de cada vez mais disseminado, o cartão de crédito ainda não é universalmente aceito – sobretudo em pousadas e restaurantes simples. Se você for viajar de carro, leve dinheiro vivo; em algumas estradas, é difícil achar um posto de gasolina que aceite cartão ou mesmo cheque. Antes de viajar, informe-se sobre a localização de agências e caixas automáticos do seu banco. Fora das capitais, os bancos mais presentes são o Banco do Brasil e o Bradesco.
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O que levar

Se você vai para algum resort isolado ou vilarejo de praia, leve seu estoque de protetores solares e cosméticos de estimação – ou prepare-se para mudar de marca e pagar mais caro. (Em compensação, é mais fácil achar o chinelo de dedo da cor exata que você queria numa praia distante do que na sua cidade.)
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Fuso horário

Se você vem do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, lembre-se de que o Nordeste não entra no horário de verão: atrase seu relógio em 1 hora. Durante sua estada, procure acordar cedo: o sol nasce antes das 5h da manhã em todo o leste do Nordeste, e lá pelas 14h a praia pode estar na sombra (de coqueiros, de prédios ou de falésias). Na costa voltada para o norte (do Maranhão à esquina do Brasil, no Rio Grande do Norte), o sol viaja do leste para o oeste, e você pode tomar sol até mais tarde.
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Quando ir

  • Santa Catarina: a temporada de pesca da tainha vai de abril a julho. Por causa da captura desse peixe, entre maio e junho fica proibida a prática do surfe na Guarda do Embaú. Entre agosto e novembro, a região de Garopaba recebe as baleias-franca. No verão, a badalação e os preços duplicam. Atenção: depois de março, muitos restaurantes e hotéis fecham e reabrem na temporada seguinte.
  • Nordeste: mês a mês
    • Janeiro e fevereiro: tempo firme do Rio Grande do Norte a Sergipe, mas o “inverno” pode começar a qualquer momento do Maranhão ao Ceará.
    • Março e abril: baixa temporada: os preços ficam bem menores do Rio Grande do Norte a Sergipe. E as chuvas ainda não chegaram.
    • Maio e junho: as chuvas apertam; mas, entre uma água e outra, o sol brilha. Nos Lençóis Maranhenses, as lagoas já estão bem cheias.
    • Julho e agosto: o verão chega com tudo ao Maranhão, ao Piauí e ao Ceará. Nos outros estados, ainda pode chover um pouquinho.
    • De Setembro a novembro: sol a pino e muito vento no Nordeste inteiro. Em muitos lugares, o verde ainda predomina – caso de Fernando de Noronha.
    • Dezembro: sol brilhando e mar bonito em toda a região (as lagoas dos Lençóis Maranhenses, porém, estarão secas).
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De olho na maré

No Nordeste, a maré determina tudo o que você vai fazer. Você vai se impressionar com a maré nas praias do Nordeste. Algumas praias mudam tão radicalmente de paisagem, que parecem lugares diferentes: na maré alta, a faixa de areia quase desaparece, enquanto na maré baixa o mar foge para bem longe. Muitos dos passeios mais procurados nas praias nordestinas só podem ser feitos na maré baixa. Isso porque só na maré baixa os recifes emergem, revelando as piscinas naturais; o mar recua, permitindo que bugues e jipões usem a beira-mar como avenida; e a areia fica mais dura para você caminhar sem se cansar ou se machucar. Mas atenção: a maré não sobe e desce todos os dias na mesma hora; a cada dia atrasa entre 40 e 50 minutos com relação à véspera. Numa semana, a maré baixa pode ocorrer de manhã; dali a dez dias, vai ser à tarde. Quando o assunto é o horário da maré baixa, só acredite nos seus próprios olhos: peça para ler a tábua de marés, que normalmente está disponível na recepção do seu hotel ou pousada. As pessoas com interesses comerciais no assunto (bugueiros, vendedores de passeios às piscinas) tendem a arredondar os horários e fazer, digamos, pensamento positivo (“Ah, dá tempo, sim”). Nananina: leia a tábua das marés e só feche passeios que aproveitem o período entre 2 horas antes e 1 hora depois do pico mínimo da maré baixa.
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