
Mas não pense que é preciso ser milionário para curtir essas maravilhas. Para provar, eu e a fotógrafa Ana Ce alugamos uma lancha, sem rombos na conta bancária, e exploramos as melhores ilhas, os restaurantes e as baladas. O resultado? Vimos que a baía é maravilhosa. De quebra, descobrimos costumes inusitados de um modo de vida muito próprio.
Um deles é que "ir à praia", em Angra, não significa ir à praia, digo, à areia. Muitas pessoas ali chegam de barco à orla e não descem dele - ficam apenas olhando o litoral. A areia é mais para correr ou jogar frescobol. "Mesmo porque se o cara ficar muito tempo fora do barco ninguém vai ver que é dele", diz Fernando Rocha, que trabalha com aluguel de lanchas na baía. É também um segredinho local que, apesar de a propaganda turística dizer que Angra tem 365 ilhas, o "mel" mesmo está em uma dúzia delas. As outras não têm praia ou são minúsculas. E é apenas na temporada de verão, entre dezembro e março, que elas se transformam no cenário do agito de elite que lhe deu fama internacional.
Por: Claudia Carmello | Foto: Ana CE
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