
O apelido de "Paris americana" da cidade se justifica. Com seus 3,3 milhões de habitantes, é a maior metrópole de idioma francês fora da França. E tem o charme de muitos bairros, ou melhor, arrondissements, de Paris. O Sena canadense é o São Lourenço, rio ao longo do qual está boa parte de Montreal - a cidade é uma ilha, na confluência do São Lourenço com o rio Ottawa. Uma das regiões mais legais é a Vieux Montreal (Montreal Velha), à beira do São Lourenço, com construções do século 18 e a belíssima prefeitura, na Place Jacques Cartier. À noite e com neve, ou de dia, no verão, com dezenas de artistas ocupando as ruas, o lugar vale a visita por seus bons restaurantes e imóveis históricos. Já o Plateau Mont-Royal, onde ficam os bistrôs, livrarias e cafés mais movimentados de Montreal, lembra o Boulevard St-Germain. Não é fácil ver gente levando baguetes para casa debaixo do braço ou estudantes recitando trechos do livrinho rouge de Mao Tsé-Tung entre bafarodas de cigarros Galouises. Mas essa imagem, mesmo para Paris, ficou em algum lugar dos anos 60. No Plateau, hoje, o que se vê são clubes de jazz e restaurantes que emprestam uma legítima atmosfera francesa a Montreal. Um belo exemplo é o L'Express, com suas quiches e saladas. Em junho, o bairro (e toda a cidade) ferve, com o Festival de Jazz de Montreal, já em sua 23a edição. Este ano, o tom é dado pelas (senhoras) cantoras Diana Reeves e a cubana Omara Portuondo.
Por: Paulo Vieira | Foto: Divulgação
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