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Diamantina

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Diamantina superou todas as expectativas. Longe dos grandes centros e das outras cidades históricas, ir até lá parece fora de mão. Além do que não se houve falar tanto dela. Mas basta estar ali para se apaixonar pela terra dos diamantes, de Juscelino Kubitschek e Chica da Silva.

É a única cidade no circuito histórico mineiro com programação ativa para o turista ao longo do ano, sobretudo entre março e outubro, época de vesperatas. Vesperatas são "serenatas ao contrário", mas só entenderia de fato o significado disso naquela noite. Ainda era manhã de sábado, dia de feira no Mercado Municipal ou "mercado velho". Foi o que me disse o motorista do táxi que peguei na rodoviária, em frente à antiga estação de trem de ferro. Segui para lá.

Literalmente velho, com a pintura desbotada e paredes internas descascadas, o mercado é um balaio de sons, cheiros, gostos e cores, no qual você precisa andar sem pressa - e sem se preocupar com as eventuais pisadas nos pés e os esbarrões. Na entrada ficam as bancas de verduras, legumes, condimentos e galinhas - mortas ou vivas. No extremo oposto estão as bancas de artesanato e, ao lado, as quitandeiras, com doces feitos no fogão a lenha e quitandas de todos os tipos, como dona Morena.

Aos 65 anos, vive no sítio e vai todos os sábados ao mercado vender doce de leite e quitutes, enquanto o marido toma conta da banca de verduras.



Por: Maria Dolores | Foto: Maria Dolores
Matéria publicada em Viagem e Turismo
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