Edição 204/ Outubro de 2012 08/10/2012

Os 100 lugares mais lindos do mundo

Do Pantanal às Maldivas, de Veneza à Antártica, o que existe de mais espetacular, mais fantástico, mais maravilhoso no planeta

por Caio Vilela e Valdemir Cunha

Como eleger os 100 lugares mais bonitos do mundo? Qual é a unidade de medida do belo? Recorre- se à estética ou à história para avaliar monumentos? E o legado cultural, a cor local, a população, onde e em que medida entram na fórmula? A VT não tem as respostas, como, de resto, ninguém tem. Para compor esta lista, foi preciso lançar mão de um punhado de subjetividade. Por isso, dois colaboradores de longa data, CAIO VILELA e VALDEMIR CUNHA, comandam esta reportagem. Fotógrafos, jornalistas e globetrotters com mais de 80 países cada um no currículo, usaram variáveis como beleza cênica, graça do conjunto urbano, condição da natureza, ocupação e a própria relação afetiva com os destinos para compor a lista. “No fundo, os lugares que marcam são aqueles que aparecem de surpresa no caminho”, diz Caio. O melhor é que uma lista desta é sempre aberta, mutável, gera muitas outras e convida a fazer o que a gente mais gosta: viajar. A seguir, os 100.

AMÉRICAS

Sobrevoei o Pantanal pela primeira vez em 1992, e o fumacê das queimadas mudava os tons do entardecer. Vi paisagens, grafismos e cores mais vibrantes à medida que o sol buscava o horizonte. Deixei a região acreditando ter visto o lugar mais bonito do mundo. Vinte anos depois, ainda tenho a mesma convicção. Depois de meia centena de viagens à região, digo que é de lá a melhor luz que um fotógrafo pode desejar; fora isso, entrei em contato com a cultura do homem pantaneiro, a fauna, os rios que invadem as terras na estação das chuvas e dão àquele lugar características tão próprias. Ao contrário das savanas aficanas, não é fácil ver os animais do Pantanal, embora ali seja um dos ecossistemas mais ricos do mundo, com cerca de 1 100 espécies. O céu na época da seca está sempre coalhado de aves muito diferentes, mas os mamíferos raramente se deixam ver. Por mais que você palmilhe o Pantanal, que você cruze boa parte do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, há sempre algo mais para ver, há sempre uma razão para voltar. (VC)

Na estação da cheia (outubro a março), a água renova o visual e tudo fica verdinho. O Pantanal tem três tipos de hospedagem: as voltadas para ecoturistas, as próprias para os pescadores e os hotéis do centro. Uma referência é o Hotel SESC Porto Cerrado (sescpantanal.com.br; diárias desde R$ 280), com estrutura voltada para o turismo ecológico e sustentável. Os hóspedes podem praticar arvorismo, fazer trilhas e observar animais.

O hype está no High Line ou no Brooklyn, mas suba ao topo do Hotel Gansevoort (9th Street) e veja o skyline de tantos filmes à sua frente

Para ver outro skyline incrível – de frente para o Empire State Building – e provar coquetéis, vá ao 230 Fifith (230 Fifth Avenue, 230-fifth.com), um rooftop lindíssimo com vista para Midtown. Como não há placas, pouca gente sabe que ele existe. A Nascimento (11/3156-9944, nascimento.com.br) tem pacote de cinco noites no Roosevelt Hotel desde US$ 1.953.

  • Alasca EUA

Sarah Palin não é páreo para as belezas de seu estado. A Glacial Bay dá ideia de como foi a era glacial, e Juneau tem minas da corrida do ouro

Quem quiser fazer um cruzeiro nas geleiras pode visitar o Kenai Fjords National Park (nps.gov/kefj), com muita chance de ver de perto baleias, glaciares, fiordes e labirintos de canais ladeados por muito gelo. Até as focas costumam dar as caras durante o passeio.

Precipícios a 2 mil metros, 5 milhões de pessoas por ano. Vá de mula, de barco, de helicóptero desde Vegas

O que pouca gente sabe é que o Grand Canyon é uma das sete maravilhas do mundo. A A Agaxtur (11/3067-0900, agaxtur.com.br) leva para lá, num pacote com quatro noites em Las Vegas e passeios no Monument Valley – terra dos índios Navajo - e no Zion National Park (nps.gov/zion), em Utah, desde US$ 1.718.

O deserto de sal rodeado de vulcões a quase 4 mil metros de altitude é inóspito e belo. A quebrar a imensidão branca, só os cactos gigantes

A maneira mais comum de ir ao salar é fazer o passeio conjugado com o Deserto do Atacama, no Chile. O pacote dura em média quatro dias e inclui vistas além do deserto de sal: lagoas multicoloridas, vulcões e talvez o céu mais estrelado do mundo. O ponto de partida é Uyuni, vilarejo de onde saem os jipes (também é possível fazer a viagem contrária, partindo do Chile). Cada 4x4 leva até seis pessoas. As agências mais recomendadas são a Senda Andina (sendaandina.com) e a Tonito (bolivianexpeditions.com). Os pacotes custam desde US$ 110.

  • El Chaltén Argentina

Nos confins da Patagônia, rivaliza com o vizinho Calafate pela atenção dos turistas. Seu trunfo é o lindo Cerro Fitz Roy

Depois de observar a paisagem direto dos picos nevados de El Chatén, com direito a avistar o Cerro Fitz Roy, você pode curtir a cidade que é conhecida como a capital argentina do trekking. Em El Chatén, o Hotel Destino Sur (hoteldestinosur.com; diárias desde US$ 212) tem 40 quartos com vista para a montanha e o Hotel Los Cerros (loscerrosdelchalten.com; diárias desde US$ 197) tem spa com hidromassagem e sauna, também em meio aos picos nevados.

As maiores cavernas do país impressionam pela beleza das formações de calcário, pelas dimensões de suas entradas, pelos raios de luz que incidem em claraboias e pelos rios de água potável que as atravessam. Pouco fiscalizado, o Parque Estadual Terra Ronca segue preservado graças à localização remota, em São Domingos, na divisa de Goiás com a Bahia. Calcula- se que tenha 95 cavernas, quatro abertas ao turismo. A maior delas, Angélica, tem 14 quilômetros de galerias. Ela, Terra Ronca, e São Vicente revelam suas belezas só a quem se dispõe a molhar o tênis e caminhar seguindo o curso de seus rios interiores.

A Pousada São Mateus (pousadasaomateus.com.br; diárias desde R$ 140) é praticamente a segunda sede do Parque Estadual Terra Ronca - e funciona como parada quase obrigatória para quem deseja visitar as cavernas. Na sede do parque é possível contratar guias (desde R$ 80 por dia para grupos de até seis pessoas). Ligue para agendar uma visita na Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (62/ 3265-1358).

Entre 1737 e 1942, Fernando de Noronha era sinônimo de inferno. A natureza não era muito diferente do que se vê hoje em dia, mas a ocupação era apenas de criminosos, presos políticos e desterrados em geral. Só nos anos 1970 é que seu relevo, a cor de suas águas, as praias recortadas e a diversidade de vida marinha ganharam fama, atraindo visitantes do mundo inteiro. Das únicas cinco praias cinco-estrelas do Brasil segundo o GUIA BRASIL 2012, duas estão em Noronha. A do Sancho, uma delas, é também a melhor praia do país no Prêmio VT. (VC)

Para conhecer algumas das mais belas praias do Brasil há um rígido controle de preservação – por dia, 450 pessoas podem desembarcar na ilha. Antes de embarcar, pague a taxa ambiental obrigatória pela internet (noronha.pe.gov.br). Assim, você se livra de uma fila considerável ao chegar ao aeroporto.

  • Rio Tapajós Brasil

Com a chegada da seca, em agosto, surgem pontais de areia de curvas sensuais a adornar esse rio de 850 quilômetros de extensão, um dos mais belos afluentes do Amazonas. Livre de mosquitos, piranhas ou jacarés, convida ao banho e deixa claro que cada rio é um universo próprio na região. Sua beleza é saturada no distrito de Alter do Chão, em Santarém (PA), quando, no fim do ano, revela 19 praias de areia branca. Nade sem receio, experimente a piracaia (peixe na grelha pescado na hora) e contemple o céu estrelado, longe de qualquer sinal de civilização. (CV)

Alter do Chão ganhou reconhecimento internacional em 2009, quando o jornal inglês The Guardian a colocou entre as dez mais belas praias do Brasil. O melhor período para visitar a cidade é entre agosto e fevereiro, quando chove menos e lindas praias surgem no meio do rio. No período da vazante o hotel Beloalter (beloalter.com.br; diárias desde R$ 193) ganha um trecho de praia quase exclusivo para aos hóspedes.

O Pico Yerupaja brilha no Maciço de Huayhuash, em Huaraz

<p> Caio Vilela</p>

O Pico Yerupaja brilha no Maciço de Huayhuash, em Huaraz, Peru - Foto: Caio Vilela

  • Huaraz Peru

A 400 quilômetros de Lima, a porção mais alta dos Andes peruanos tem belezas ao alcance de todos. Quem faz os circuitos de trekking vê de perto o relevo dramático dos vales nevados que se erguem rumo aos ilustres picos Alpamayo e Huscarán (este o mais alto do Peru, com 6 768 metros) e outros. Um ônibus leva a um dos lugares mais belos da região, a base do nevado Pastoruri, a 5 200 metros, onde uma caverna de gelo diminui a cada ano com o aquecimento global. Para ir ao Maciço de Huayhuash é preciso bem mais disposição: são dez dias de pernada. (CV)

Huaraz tem fama de ser a melhor área de alpinismo de toda a América do Sul. A Pisa Trekking (11/5052-4085, pisa.tur.br) vende um roteiro de sete noites, que começa em Lima. Da capital são seis horas de ônibus até Huaraz, ponto de partida para os trekkings: às ruínas incas em Willcawain, ao sítio arqueológico de Chavin e a três lagos do Parque Nacional Huascaran, desde US$ 1.620. Não inclui aéreo.

  • San Blás Panamá

Se as Maldivas ou o Taiti parecerem longe demais – dos pontos de vista financeiro e geográfico –, vale olhar com atenção a foto ao lado. O Arquipélago de San Blás, no Caribe panamenho, a três horas de carro da Cidade do Panamá, tem 360 ilhotas de areia branquinha forradas de coqueiros. Mas o lugar vai além do apelo polinésio. Aqui o viajante pode conhecer a cultura dos índios kuna, de origem caribenha, que governam o primeiro território indígena autônomo da América Latina. É preciso um pouco de boa vontade com a hospedagem, já que as pousadas são espartanas. (VC)

O hotel Cabañas Kuanidup (507/6635-6737; diárias desde US$ 160, com pensão completa) tem bangalôs rústicos, mas confortáveis, construídos sobre palafitas, de frente para o mar, na Ilha de Kuanidup. A ilha pode ser visitada o ano todo, mas é bom ficar atento aos meses de agosto e setembro, os mais propensos a furacões na região do Caribe. A Copa Airlines (11/3549-2672, copaair.com) tem dois voos diários para a Cidade do Panamá, partindo de São Paulo, desde US$ 1.400.

O deserto mais inóspito do mundo, com taxas de umidade dignas dos invernos paulistanos, é também um dos mais cênicos. E muito provavelmente o mais colorido. Verde por causa dos arbustos rasteiros; azul graças a seu céu implacável; e branco, cortesia dos nevados de seus picos – quase sempre cumes de vulcões inativos dos Andes, a cordilheira que bordeja o Atacama. Para completar, há ainda os salares que abrem enormes áreas brancas e, claro, os flamingos a dar o toque final, colorindo o céu de rosa-escarlate. (VC)

O vilarejo de San Pedro de Atacama, a 1.300 quilômetros ao norte de Santiago, é a base para os passeios no deserto mais seco do mundo. A Grado 10 (turismogrado10.com) leva aos principais highlights, como o Valle de La Luna e os Gêiseres delTatio. Para ter uma aula de astronomia com o francês Alain Maury, vá à Space (spaceobs.com). Na cidade também há o interessante Museo Arqueológico (www3.ucn.cl/museo).

A Lagoa da Gaivota, uma das muitas dos Lençóis Maranhenses

<p> Valdemir Cunha</p>

A Lagoa da Gaivota, uma das muitas dos Lençóis - Foto: Valdemir Cunha

Quilômetros de dunas entrecortadas por lagoas verde-esmeralda que estão cheias depois das chuvas do começo do ano. Se muitos viajantes ficam na periferia do Parque Nacional em bate e voltas desde Barreirinhas, a proposta é avançar. Em quatro dias de caminhada, outras lagoas e o cotidiano de quem mora naquele lugar improvável se descortinam, e aí dá para entender a razão de tudo aquilo ser chamado de deserto. As caminhadas são feitas com sol baixo, quando diferentes tons de amarelo, vermelho e rosa pintam areias e dunas. (VC)

Pequenos aviões fretados saem de São Luis rumo a Barreirinhas. A viagem dura 50 minutos e é feita pela Top Line (toplinetaxiaereo.com.br). Para se hospedar em Barreirinhas, o Porto Preguiças Resort (portopreguicas.com.br; diária desde R$ 395) tem piscina natural, praia de água doce e caiaques para passeio.

  • Arches National Park EUA

O deserto no Utah é cheio de arcos e outras formações rochosas, o que o torna um dos favoritos dos fotógrafos

Um dos parques mais bonitos do sudoeste dos Estados Unidos (nps.gov/arch) é famoso por preservar mais de 2000 arcos de arenito naturais. Muitos são facilmente encontrados por estradas pavimentadas e trilhas relativamente curtas. Dá para se hospedar perto, nas montanhas de Utah, em Park City, no Sundance Resort (sundanceresort.com; diárias desde US$ 245) que é de propriedade do ator e diretor Robert Redford.

Muito arborizada e cheia de parques, é uma metrópole mais do que cênica entre o mar e as Montanhas Rochosas

Eleita a melhor cidade do mundo para se viver, segundo a revista The Economist em 2011, dá para curtir a cidade com um pé na natureza e o outro nas delícias da vida urbana. A melhor época para visitá-la é entre abril e outubro. Para ir ao Canadá é preciso tirar o visto, que custa cerca de R$ 145 e é válido por seis meses (canadainternational.gc.ca).

Cancún, Tulum, Chichén Itzá, Mérida e os cenotes, as cavernas alagadas da linda península mexicana, combinação de natureza prodigiosa e fausto maia

Com o fim da obrigatoriedade de visto para o México, em 2010 - agora podemos entrar com visto americano válido ou apenas tirando uma autorização eletrônica no site do Consulado Mexicano (inm.gob.mx) – contribuiu para aumentar a frequência de brasileiros no país. Cancún continua sendo o arquipélago preferido: com lindas praias e dos resorts, a cidade também é excelente para as compras, com pelo menos cinco shoppings na zona hoteleira. O La Isla Shopping (laislacancun.com.mx) tem ruas ao ar livre à beira da laguna e o ForumbytheSea (forumbythesea.com.mx) reserva cinemas modernos, um Hard Rock Café e a megaloja de discos CocoBongo.

  • Big Island EUA

A menos americanizada das ilhas do Havaí tem ondas gigantes, praias paradisíacas, vulcões ativos, dançarinas de hula e florestas tropicais

Para quem gosta de belezas naturais e um toque de emoção, Big Island tem, além das praias de sonho, um vulcão ativo, o Kilauea, que despeja lama no mar. A Nascimento (11/3156-9944, nascimento.com.br) tem pacotes de 11 dias para o Havaí, passando pelas ilhas de Oahu, Kauai, Kona, Maui, Big Island e os vulcões, desde US$ 4.504.

Um vale rochoso monumental protegido pelo terceiro mais antigo parque nacional americano, lar de ursos, águias e escaladores

O Parque Nacional Yosemite (yosemitepark.com) ocupa uma área que equivale a mil vezes o tamanho do Central Park e sua cadeia de montanhas é a meca dos escaladores. Apesar de representar apenas 5% da área do parque, dedique seu tempo ao Yosemite Valley. Deixe o carro de lado e embarque em um tour pelo Valley Floor (reservas no 1-209/372-4386; US$ 25 por pessoa), que é feito em jardineiras abertas. O passeio dura duas horas e você avista pontos muito famosos, como os maciços graníticos Half Dome e El Capitan, as cachoeiras Yosemite e Bridalveil. Aproveite também para fazer uma refeição no luxuoso Ahwahnee Hotel (yosemitepark.com/the-ahwahnee), construído com pedra e madeira.

  • Antelope Canyon EUA

Na terra dos índios navajos, em Page, no norte do Arizona, bem perto do Grand Canyon, esse estreito cânion esculpido pelo tempo revela cores e formas distintas a cada visitante que o adentra. E essas cores e formas se alteram ao longo do dia. Ter-se tornado uma locação requisitadíssima de ensaios fotográficos foi um pulo. Os navajos sabem valorizar a atração e cobram um preço de ingresso diferente para cada tipo de visitante (fotógrafos profissionais pagam mais). Mas são acolhedores, principalmente com os estrangeiros. (CV)

Apenas grupos fechados e com guias são autorizados a entrar no parque. Melhor fazer reserva com antecedência, principalmente no período de pico (de maio a setembro). A Overland Canyon Tours (overlandcanyontours.com) em Page, no Arizona, é especialista no passeio e cobra desde US$ 265 por pessoa. As visitas acontecem entre 8h e 16h e a viagem até a entrada do cânion é feita num 4x4, com muitas chacoalhadas e derrapagens de areia.

  • Palenque México

Em meio à neblina da floresta úmida, o conjunto de ruínas de Chiapas mostra o engenho maia do século 7

A profecia que o mundo acaba este ano é atribuída ao famoso calendário dos maias, que compreende 5.125 anos e termina no dia 21 de dezembro de 2012. Sendo assim, Palenque é um testemunho real desta era clássica. A cidade está a 191 quilômetros de San Cristóbal de Las Casas, no estado de Chiapas. A visita obrigatória se faz no Parque Nacional Palenque (parque-palenque.com). A entrada dá direito a visitar o museu, que funciona de 10h às 17h e fecha nas segundas-feiras.

  • Nunavut Canadá

Ursos-polares, belugas e esquimós são os parceiros nas caminhadas sobre o gelo na zona mais ártica do país

Ocupando uma área um pouco maior que a da Amazônia, Nunavut (“nossa terra”, em Inuktitut, o idioma local), é uma profusão de geleiras e ilhas, ocupadas por 28 mil habitantes. A porta de entrada é a cidade de Iqaluit, mais próxima da Groenlândia. Agências locais organizam pacotes diferentes para cada estação – e nenhum turista encara o inverno. No verão, os dias são intermináveis, com quase 24 horas de luz, favorecendo cruzeiros e passeios de caiaque entre os icebergs. As companhias aéreas First Air (firstair.ca) e Canadian North (cdn-north.com) atendem a maioria dos povoados.

São José dos Ausentes

<p> Valdemir Cunha</p>

São José dos Ausentes, Brasil - Foto: Valdemir Cunha

A região mais alta e fria do Rio Grande do Sul abriga cânions como o Monte Negro, a 1 400 metros. Dá para ver o mar de lá

Um trajeto em que o destino é o próprio caminho. Saindo de Porto Alegre rumo à cidade são 292 quilômetros pela BR-116 e pela RS-235. A rota não é curta. Mas a recompensa é a vista que se tem dos vales do Quilombo e do Rio Caí. Chegando a São José dos Ausentes programe-se para visitar o pico mais alto do estado: o Cânyon Monte Negro (fazendamontenegro.com.br).

Shangri-lá da Bahia, a península ao norte de Itacaré tem praias desertas, piscinas naturais e muito mangue

O acesso difícil talvez explique o motivo pelo qual Barra Grande, a vila mais conhecida da Península de Maraú, ainda preserva o clima sossegado. A melhor opção para chegar à vila é deixar o carro em Camamu e atravessar o Rio Acaraí em lanchas (30 minutos, R$ 30) ou barcos (1h30, R$ 6), que saem diariamente do porto. Quem prefere ir de carro deve partir de Itacaré, seguir por 15 quilômetros pela BA-001 e, depois, encarar mais 40 quilômetros de terra na BR-030, que costumam ficar intransitáveis com muita chuva.

  • Big Sur EUA

Ao sul de Carmel, o mais lindo pedaço da costa californiana. Praias, lontras e uma estrada mítica na paisagem

Cenário mais convidativo impossível: de um lado está o Pacífico, do outro, a cadeia de montanhas Santa Lucia. A região abriga um dos melhores spas do mundo, o Post Ranch Inn (postranchinn.com; diárias desde US$ 675). Sessões com um xamã prometem ativar a energias. Há tratamentos para a pele e relaxamento com cristais e técnicas tibetanas. Estrelas de Hollywood costumam aparecer por lá.

O ápice do engenho arquitetônico e astronômico dos incas disponível a 2 500 espantados turistas por dia

Se o seu objetivo for fazer a trilha inca, é bom reservar com pelo menos dois meses de antecedência. E, em fevereiro, ela é fechada para manutenção. Machu Picchu é indicado para aventureiros ou quem gosta de cultura e história. Uma sugestão de hospedagem é em Cusco, no Hotel Rio Sagrado (riosagrado.com; diárias desde US$ 315), da rede Orient Express, que tem o spa MayuHilka com tratamentos terapêuticos e massagens, jacuzzi, restaurante e bar aberto, que servem especiarias peruanas; além de estar em meio às montanhas.

Cavernas, cachoeiras, montanhas e vales rochosos. O melhor: na Bahia. Considere ir ficando, ficando...

O céu azul e temperaturas amenas tornam o ambiente perfeito para percorrer as trilhas durante o período da estiagem, até novembro. A Freeway (11/5088-0999, freeway.tur.br) tem um pacote de sete noites na pousada Vila Serrano e passeios de Cachoeira da Primavera, Salão de Areias Coloridas e Pedra do Mirante, sempre com guias, desde R$ 2.412.

O son está no ar. Assim como as loas ao regime, cujos heróis fizeram de Havana um parque temático dos anos 1950

Eis um roteiro para explorar Havana em dois dias: não deixe de bater pernas em Havana Vieja passando pelas ruas entre as quatro praças coloniais, onde há uma grande variedade de museus. O Museo de la Ciudad (Tacón, 1) é o destaque, enquanto o Museo de la Revolución (Calle Refugio, 1, entre Monserrate e Zulueta) e o Museo de Bellas Artes (museonacional.cult.cu), com seus nomes autoexplicativos, em Centro Habana, são imperdíveis. À noite vá aos típicos bares cubanos, como o Bar dos Hermanos (San Pedro, 304), que funciona 24 horas e foi o preferido do poeta Federico García Lorca durante sua temporada cubana. O El Floridita (Obispo, 557) foi popularizado por Ernest Hemingway.

Conjunto monumental de 275 quedas acessíveis por barco ou, do lado argentino, por passarelas diabólicas

Um dos destinos mais procurados pelos estrangeiros no Brasil graças ao exuberante Parque Nacional do Iguaçu (cataratasdoiguacu.com.br; R$ 24,60), suas exuberantes cataratas e ótima estrutura ao visitante. O mesmo nível de organização é encontrado do lado argentino no Parque Nacional Iguazú (iguazuargentina.com), na vizinha argentina Puerto Iguazú. A visita aos dois parques é indispensável.

  • Baja California México

Penhascos e baías rochosas marcam a península de 1 280 quilômetros onde brilha, no extremo sul, Cabo San Lucas

Esqueça os resortes mexicanos pé na areia. Na Baja California, o rústico é confortável – e combina muito com o clima local. O Baja Camp (bajacamp.com; diárias desde US$ 500, com pensão completa e transfer da cidade de La Paz, na Baja California) na Ilha Espírito Santo, tem tendas de luxo cercadas por dunas e cactos, onde leões-marinhos são os moradores principais. A praia, deserta e isolada, é quase que exclusiva de quem se hospeda ali. À noite, lâmpadas iluminam a mesa de jantar com receitas fartas em frutos do mar.

  • Península Valdés Argentina

Lar de pinguins, elefantes-marinhos, orcas e aves, a península patagônica é um santuário da vida selvagem

Destino ainda pouco conhecido pelos brasileiros que rumam ao território vizinho, a Península Valdés é um segredinho da Patagônia. A principal atração local é navegar e mergulhar ao lado de animais marinhos. A base turística é a cidade costeira de Puerto Madryn, a cinco quilômetros de um pequeno aeroporto. Ali chegam voos vindos do Aeroparque de Buenos Aires, operados pela Andes (andesonline.com), desde US$ 150. Mas a maioria dos turistas chega pelo aeroporto de Trelew, a 60 quilômetros, onde pousam os aviões da Aerolíneas Argentinas (0800-707-3313; aerolineas.com.ar), desde US$ 85.

No mais remoto Pacífico, cerca de 900 figuras de pedra. Um mistério a desvendar de bicicleta

A ilha está isolada no Pacífico, a 4.200 quilômetros a leste do Taiti e 3.700 quilômetros a oeste da costa do Chile. Todos os voos fazem conexão em Santiago. A LAN (0800-7610056, lan.com) leva da capital chilena desde US$ 659. Na ilha, guias da agência Ka Koe Tour (kiakoetour.cl) ajudam a conhecer a região.

Jericoacoara

<p> Valdemir Cunha</p>

Jericoacoara, Brasil - Foto: Valdemir Cunha

Isolada por dunas e com o pôr do sol mais famoso do Brasil, Jeri hoje está longe de ser um segredo. Quem liga?

Chegar lá não é tarefa das mais fáceis, mas o esforço vale a viagem. Os 287 quilômetros de Fortaleza a Jijoca podem ser percorridos de ônibus (Fretcar, 85/3402-2244, R$ 57). De Jijoca, caminhonetes fazem o trajeto até Jeri (40 minutos, R$ 10). Ao chegar lá, explore a Praia Jericoacoara – onde os kitesurfistas dão cor ao mar com suas pranchas e os bares são animados durante todo o ano.

  • Rochosas Canadá

Protegidas por parques nacionais, as idílicas Montanhas Rochosas são ainda mais idílicas em Banff e Jasper

Anote esse nome: Parque Nacional de Banff (pc.gc.pa), na província de Alberta. O parque mais antigo do Canadá tem 7 mil quilômetros quadrados e pode ser explorado por vários dias, com pausa apenas para pernoites em barracas. Uma regra que precisa ser obedecida à risca é nunca largar comida fora da tenda, para não atrair os ursos. Eles são espantados toda noite com uma fogueira, onde os turistas se aquecem com vinho e chocolate. Gostou? Pois saiba que ainda dá para explorar o parque a cavalo, com a Warner Guiding & Outfitting (horseback.com), que cobra desde US$ 950 por pessoa para o tour de quatro dias, incluindo refeições, bebidas e traslado de Banff.

Três monolitos de granito de até 2 500 metros. Boa razão para o parque ser amado pelos trekkers do mundo

Na cidade mais próxima, Puerto Natales, a grande novidade do ano é o super confortável The Singular (thesingular.com; diárias desde US$ 610 no sistema all-inclusive), hotel instalado em um antigo frigorífico de 1915 e que aproveita a nova estrada de acesso ao Parque Nacional Torres Del Paine (são 130 quilômetros até a portaria). Os quartos têm vista para as belezas cênicas da região - e as refeições, incluídas na diária, costumam ter cordeiro e caranguejo gigante.

Praias desertas, vulcões ativos, cormorões. Pouco mudou desde a visita do viajante que revolucionou a ciência

Para preservar Galápagos, as normas são rígidas: não leve conchas, pedras ou penas para casa, não moleste os animais, não fume e não jogue lixo. O pacote de seis noites, com mergulho e passeio de caiaque em Isla Lobos, trilha e mountain bike e caminhada até o Vulcão Sierra Negra é feito pela Landscape (11/3124-3366, landscape.com.br) e custa desde US$ 4.199.

  • Ilha do Sol Bolívia

Na mitologia inca, o sol teria nascido aqui, nas alturas do Lago Titicaca e na vizinhança de Copacabana – a deles

O Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo. A boa por lá é entrar numa totora, barco a vela usado pelos incas para navegá-lo. O aluguel do barco custa cerca de US$ 5 a hora. Na Bolívia, em geral, as opções de hospedagem são bem modestas. Para ficar na Copacabana deles, o Utama (utamahotel.com; diárias desde US$ 25), é um hotel simples, mas com bela vista para o lago, sauna e salão de jogos.

Uma das formações mais antigas e especiais da Terra, na fronteira com Venezuela e Guiana

Só é possível chegar ao Monte Roraima pela Venezuela. De Boa Vista, os viajantes seguem por terra, geralmente em vans, até a cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén. Depois de trocar o veículo por um 4X4, a viagem segue até a aldeia de Paraitepuy, onde começa a caminhada. A Roraima Adventures (roraima-brasil.com.br) organiza trekkings de seis a oito dias, incluindo os principais atrativos da região. O pacote custa desde R$ 1.390 por pessoa para grupos a partir de cinco pessoas, com traslado a partir de Boa Vista, guias, alimentação e equipamentos de camping.

A lista dos 100 lugares mais lindos do mundo continua nas próximas páginas:

> Europa

> Ásia

> Oceania, África e Antártica

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