48 horas em Montevidéu, a capital do Uruguai
Destino ideal para um fim de semana, a capital uruguaia traz um profundo sentimento de nostalgia
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Plaza Independencia, Montevidéu, Uruguai
Wikimedia Commons
Plaza Independencia, Montevidéu
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Ciudad Vieja (Cidade Velha) em Montevidéu, no Uruguai
Caio Vilela
Ciudad Vieja (Cidade Velha) em Montevidéu
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Puerta de la Ciudadela, em Montevidéu, no Uruguai
Carlos Pazos
Puerta de la Ciudadela, em Montevidéu
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Plaza Independencia, em Montevidéu, no Uruguai
Thinkstock
Plaza Independencia, em Montevidéu
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Catedral Metropolitana de Montevidéu, no Uruguai
Gustavo Uval/Wikimedia Commons
Catedral Metropolitana de Montevidéu
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Teatro Solis
Thinkstock
Teatro Solis, em Montevidéu, no Uruguai
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Mercado del Puerto em Montevidéu, no Uruguai
Jorge Gobbi/Wikimedia Commons
Mercado del Puerto em Montevidéu, no Uruguai
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Ciudad Vieja (Cidade Velha) em Montevidéu, Uruguai
Alejandro D'agnino/Wikimedia Commons
Vista da Ciudad Vieja (Cidade Velha) em Montevidéu, Uruguai
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Ramblas, em Montevidéu, no Uruguai
Gabriel Millos/Wikimedia Commons
As ramblas, avenidas que margeiam o Rio da Prata, em Montevidéu, no Uruguai
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Rambla em Montevidéu, no Uruguai
Wikimedia Commons
Rambla em Montevidéu
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Ramblas em Montevidéu, no Uruguai
Wikimedia Commons
As ramblas são avenidas que margeiam o Rio da Prata, em Montevidéu, no Uruguai
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Visão noturna de rambla em Montevidéu, no Uruguai
Jimmy Biakovicius/Wikimedia Commons
Visão noturna de rambla em Montevidéu
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Peatonal Sarandí, em Montevidéu, no Uruguai
Gabriel Millos/Wikimedia Commons
No centro velho, caminhe pelo peatonal Sarandí, um calçadão que concentra livrarias, lojas, cafés em Montevidéu, no Uruguai
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Cuias para mate
Carlos Pazos
Cuias para mate
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Mercado del Puerto, em Montevidéu, no Uruguai
Caio Vilela
Mercado del Puerto, endereço certo para esbaldar-se nas parrilladas
Montevidéu inspira saudade. É impossível desvencilhar a capital da República Oriental do Uruguai de um profundo sentimento de nostalgia. Com a discreta e habitual elegância acentuada no inverno, seus moradores parecem eternos figurantes de filmes de época enquanto flanam pelas alamedas centenárias da Ciudad Vieja (Cidade Velha). No verão o destino também é atraente e convida a esticadas até Punta del Este e roteiros casados com a capital argentina, Buenos Aires, do outro lado do Rio da Prata.
O escritor Eduardo Galeano, uma das referências literárias locais ao lado de Mario Benedetti, a define como a cidade em que “as pessoas se amam sem dizer e se abraçam sem se tocar”. Voos diretos a partir de São Paulo ajudam a fazer de Montevidéu destino ideal para um fim de semana. Confira o que fazer nessas 48 horas em Montevidéu (de preferência de mãos dadas com a pessoa amada).
Dia 1
Não convém ter pressa em Montevidéu. Nem é necessário, diga-se. A cidade é bastante plana e convida a passeios a pé, ou de bicicleta, modalidade em voga entre boa parte de seus 1,5 milhão de habitantes. De cara, procure pelo Mercado del Puerto. Ninguém está autorizado a perdê-lo de vista na capital cisplatina. Endereço certo para esbaldar-se nas parrilladas, sempre uma ótima pedida para o almoço. Até porque ali você já pode se familiarizar com o nome dos diferentes tipos de cortes e também com o vinho nacional. Ainda que você não seja fã de carne vermelha, vale visitar o antigo prédio, de 1868, que abriga essas e outras especialidades uruguaias, do doce de leite a lojinhas de artesanato e de roupas de couro.
Duas ou três horas depois, já devidamente abastecido, a pedida é seguir a pé sem muito roteiro definido. O objetivo é alcançar a Ciudad Vieja (Cidade Velha), mas o trajeto fica a critério de cada um. Não tem como errar. Ah, antes de enveredar pelas ruas mais antigas do pedaço, nas cercanias do Mercado del Puerto é bem capaz de você se deparar com camisas do Botafogo com o nome de Loco Abreu às costas. Idolatrado no Uruguai, o atacante que cultua o número 13 é citado em todas as conversas sobre futebol – e os uruguaios são loucos pelo esporte.
Mas deixe para visitar o templo uruguaio do ludopédio no segundo dia. Agora, continuamos rumo à Cidade Velha, onde se concentram construções da época colonial, livrarias e bons museus. A Puerta de la Ciudadela demarca o início do centro histórico e é um dos poucos resquícios remanescentes do período em que a cidade era cercada por uma muralha. Perto dali fica o Teatro Solís, de 1856, refinado palco da cultura no país. A visita guiada a suas dependências leva cerca de uma hora.
Siga dali rumo à Plaza Independencia, situada no final da Avenida 18 de Julio, a artéria mais importante da cidade, cujo trajeto é pontuado por praças acolhedoras e por todo lado há casas de câmbio, lojas, restaurantes e hotéis. Ao desembocar na praça você dará de cara com o monumento em homenagem ao general Artigas, responsável pelo movimento de independência do país que culminou em 1828 – vale lembrar que o Uruguai chegou a ser anexado pelo Brasil. Dali é possível avistar o Palácio Salvo, que já foi sede do governo e ainda é um dos prédios mais emblemáticos de Montevidéu.
Se você seguir em direção ao Rio da Prata vai se deparar com a Igreja Matriz, de 1799, e o Cabildo, onde eram tomadas as decisões políticas mais importantes do país e hoje abriga o Museu e Arquivo Histórico Municipal. O conjunto é formado por cinco casas históricas, e cada qual guarda um tipo diferente de acervo. Entrada franca.
Ainda no centro antigo, e de uso exclusivo dos pedestres, o peatonal Sarandí, um calçadão que concentra livrarias, lojas, cafés. Um bom lugar para se perder entre tragos de mate, colheradas de doce de leite ou taças de vinho. E também para dedicar algum tempo àquele que talvez seja o museu mais interessante da capital, o Museu Torres García. Principal artista plástico uruguaio, Joaquín Torres García tem entre suas criações o mapa invertido da América do Sul, em que situa seu país natal acima dos demais. Essa figura clássica naquelas bandas estampa de camisetas a relógios de mesa.
À noite, uma ideia pode ser conferir os shows de tango e candombe promovidos pelo Baar Fun Fun (Ciudadela 1229, Mercado Central). É feito para agradar aos turistas, claro, mas divertido o suficiente para valer a dica. Se quiser curtir o lado mais boêmio de Montevidéu, siga sem dúvidas para Pocitos, onde há um bom número de bares e casas noturnas, como El Pony Pisador (José Iturriaga, 3497)e o Café Bar Tabaré (Zorrilla de San Martín, 152), entre outros. Opção ao cardápio de carnes onipresente na cidade, o 62 Bar (Miguel Barreiro, 3331) capricha nos sushis.
Dia 2
Você pode começar o dia, ou fazer uma estratégica parada no meio da tarde, na Oro Del Rhin (Calle Convención, 1403, Centro), um dos templos nacionais de cafés, pães e doces, muitos doces. Tudo o que você sempre quis combinar com o melhor doce de leite do mundo está ali.
Com energia de sobra acumulada, uma opção para manter o clima nostálgico montevideano é emendar uma visita ao Estádio Centenário (Av. Dr. Americo Ricaldoni Montevideo 11.400), palco da primeira Copa do Mundo, em 1930, onde há um acervo aberto à visitação. Ali a Celeste Olímpica escreveu algumas de suas passagens mais memoráveis. Para chegar lá, no entanto, será preciso pegar um táxi.
Dedique a tarde a um largo passeio pelas Ramblas, avenidas que margeiam o Rio da Prata, ao qual os uruguaios se referem sem pestanejar como “mar”. E, de fato, é belo como tal. Na hora em que a fome bater, procure por uma das lanchonetes da rede La Pasiva. Panchos, choripanes e outras combinações compõem deliciosos e nutritivos sanduíches nesse clássico ponto de encontro montevideano.
Se quiser conferir a habilidade manual uruguaia, o Mercado de los Artesanos (Plaza Cagancha, 1365) fica perto da Avenida 18 de Julio. Lá você encontra boas lembrancinhas a preços honestíssimos. Outros artigos impreteríveis numa visita a Montevidéu são os confeccionados em lã, encontrados na Manos del Uruguay (San Jose, 1111, Centro). Há também ótimas lojas especializadas em roupas de couro, embora os preços só baixem depois de agosto.
Em seu tour de compras tampouco podem faltar exemplares do ótimo vinho tannat, uva típica do país, além de, claro, potes e potes de doce de leite. Os lugares mais indicados para se abastecer tanto de um como do outro são os mercadinhos de bairro – na região central há quase um a cada esquina –, cujas prateleiras estão sempre fartas desses produtos. É o tal negócio, nada melhor do que fazer como os próprios uruguaios fazem, oras.
Para se enturmar de vez, opte por uma bela refeição num dos restaurantes frequentados pelas famílias cisplatinas. No El Fogón (Calle San José, 1.080) as parrillas crepitam noite adentro, criando uma atmosfera que não há igual em nenhum outro canto.
E, pode apostar, não vai tardar para você sentir saudades de Montevidéu. Até porque esse sentimento tem tudo a ver com a mais serena das capitais sul-americanas.
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