A nossa vizinhança
A exploração do sistema solar
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Especial NG Brasil Espaço 43
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA/CORNELL UNIVERSITY/OHIO STATE UNIVERSITY
Com 800 metros de diâmetro, a cratera Victoria, próxima ao equador de Marte, tem sido estudada bem de perto pela sonda de solo Opportunity
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Especial NG Brasil Espaço 45
NASA/JPL/SSI
Uma visão esplêndida do segundo maior planeta do sistema solar, capturada pela sonda Cassini, a 6,4 milhões de quilômetros de distância, mostra tanto a sombra do planeta sobre os anéis quanto as sombras dos anéis no planeta
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Especial NG Brasil Espaço 46
NASA/JPL/SSI
Saturno é sujeitado a tempestades fortíssimas que reviram sua atmosfera. Mas o planeta pode aparentar calmaria toda azul, como quando as sombras de seus anéis criam desenhos sobre sua superfície, como traçados delicados
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Especial NG Brasil Espaço 47
NASA/JPL/SSI
Quando a sonda Cassini estava em posição para olhar para os anéis de Saturno, além de registrar os detalhes mais sutis, avistou também duas pequenas luas.
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Especial NG Brasil Espaço 48
NASA/JPL/SSI
Maior do que a lua da Terra, maior até do que o planeta Mercúrio, Titã, satélite de Saturno, aparece bem embaixo dos anéis deste corpo celeste, que só têm espessura média de 40 metros.
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Especial NG Brasil Espaço 49
NASA/JPL/USGS
Em Titã, uma imagem de radar de cor falsa da superfície, feita pela Cassini, mostra uma paisagem alienígena de lagos: o líquido azul pode ser metano e etano, gases voláteis na Terra.
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Especial NG Brasil Espaço 50
NASA/JPL/SSI
Em 11 de agosto de 2008, a Cassini (em velocidade de quase 65 mil km/h), passou a menos de 60 quilômetros de sua superfície e capturou imagens de reentrâncias de mais de 300 metros de profundidade (à direita).
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Especial NG Brasil Espaço 51
NASA/JPL/SSI
Dessa região, gêiseres soltam nuvens de vapor d’água e partículas de gelo (cor falsa, acima).
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Especial NG Brasil Espaço 52
NASA/JPL/SSI
Encelado, de 500 quilômetros de diâmetro, é tomado por atividade geológica ao sul, marcada por fraturas paralelas em verde-azulado (cor realçada, na página oposta)
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Especial NG Brasil Espaço 53
MICHAEL WONG E IMKE DE PATER, UNIVERSITY OF CALIFORNIA, BERKELEY
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter (GRS na sigla em inglês, Great Red Spot), uma enorme tempestade que tem duas vezes o diâmetro da Terra (no centro da foto à esquerda), foi observada no século 17 pelo astrônomo ítalo-francês Cassini.
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Especial NG Brasil Espaço 54
NASA/JOHNS HOPKINS UNIVERSITY APPLIED PHYSICS LABORATORY/SOUTHWEST RESEARCH INSTITUTE
A caminho de Plutão e além, a sonda New Horizons fez imagens de Io, lua de Júpiter, quando um vulcão em erupção conhecido como Tvashtar (abaixo) soltava uma nuvem de gás e partículas bem acima da superfície.
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Especial NG Brasil Espaço 55
NASA/JPL/USGS
No frio de Júpiter, esse gás pode se condensar e cair como neve sulfurosa. Os puxões e as torções causados pela gravidade de Júpiter e das outras luas fl exiona Io e remexe suas entranhas. A lua está sempre em erupção, como evidenciado por uma nuvem de fumaça que se ergue 290 quilômetros acima do vulcão Pele.
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Especial NG Brasil Espaço 56
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA
Dezessete imagens de Europa, lua de Júpiter, feitas pela sonda espacial Galileo, foram sobrepostas e reproduzidas em cores realçadas para dar ênfase à superfície de gelo marcada por rachaduras e cristas, algumas com milhares de quilômetros de comprimento, e áreas de terreno misto.
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Especial NG Brasil Espaço 57
NASA/JPL/MALIN SPACE SCIENCE SYSTEMS (MSSS)
Marte: Vermelho devido a sua crosta, frio por causa de sua distância do Sol, o planeta (abaixo) tem atmosfera rala, composta principalmente de dióxido de carbono, com pequena quantidade de vapor d’água.
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Especial NG Brasil Espaço 58
NASA/JPL/CORNELL UNIVERSITY
A cratera Victoria, vista de perto pela sonda de solo Opportunity, revela milhares de anos de história geológica marciana. Promontórios escarpados, tais como Cape St. Vincent alternam-se com encostas erodidas pelo vento.
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Especial NG Brasil Espaço 59
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA
Camadas de poeira, areia e água em forma de gelo empilham-se na região polar setentrional de Marte e desabam em uma escarpa de 610 metros (à esquerda na foto).
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Especial NG Brasil Espaço 60
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA
Com o pára-quedas aberto (à esquerda e no detalhe), a sonda Mars Phoenix foi fotografada pela MRO ao descer em uma cratera.
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Especial NG Brasil Espaço 61
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA/TEXAS A&M
A Phoenix cavou duas trincheiras. Características similares a pedregulhos na área sombreada não aparecem em uma imagem feita quatro dias depois
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Especial NG Brasil Espaço 63
JIM RICHARDSON
Brilhando além do Monumento Nacional das Pontes Naturais, em Utah, a galáxia que nos abriga ilumina o céu noturno limpo. Os objetos mais distantes feitos pelo homem, as sondas Voyager 1 e 2, lançadas em 1977, ainda enviam dados, já deixando a região de infl uência do Sol, a heliosfera, em seu caminho ao espaço interestelar.
Eu tinha quase 16anos quando Neil Armstrong pisou na Lua, em 1969, e, assim como a maior parte dos americanos que estavam vivos na época, nunca vou me esquecer daquele momento. Mas eu também me lembro de outro marco da exploração espacial com a mesma clareza. No dia 31 de julho de 1964, uma sonda espacial não tripulada chamada Ranger 7 bateu com tudo na Lua,a 9,3 mil quilômetros por hora. O impacto destruiu o equipamento, claro, mas a missão foi um sucesso: ao mergulhar para a morte, a Ranger fez uma série de fotos da superfície lunar. E, apesar de a última delas, tirada de uns 520 metros de altitude, só ter sido parcialmente transmitida antes do choque final, mostrou crateras de menos de 1 metro de diâmetro.
Até aquele momento, a única maneira de fotografar a Lua era da Terra, através de um telescópio – e o equipamento mais potente da época não era capaz de enxergar detalhes da superfície que tivessem menos de 1,6 quilômetro de diâmetro.
Ao longo das mais de quatro décadas que se passaram desde então, a Nasa e outras agências espaciais nos permitiram conhecer bem de perto, quase como se estivéssemos lá, todos os oito planetas (e se você se recusa a aceitar o recente rebaixamento de plutão a “planeta anão”, a missão New Horizons vai chegar lá em 2015). Exploradores robotizados aventuram se a locais onde os seres humanos não podem chegar, enviando até nós fotos com detalhes extraordinários e medidas de dúzias de luas e até mesmo de alguns asteroides. Chegaram até a pousar em Vênus, em Titã (a lua gigante de Saturno) e, o mais importante, em Marte – a primeira vez em 1976, com a sonda americana Viking 1, e a mais recente no último mês de maio, quando a sonda Phoenix chegou para escavar a superfície do planeta.
Tudo isso rendeu uma grande quantidade de informações a respeito da natureza e da origem do nosso sistema solar. Nas décadas de 1960 e 1970, por exemplo, o pouso malsucedido da Ranger 7 se seguiu por uma série de pousos lunares suaves e missões de mapeamento orbital, iniciando-se pela Luna 9, em 1966, empreendida pela União Soviética.
Mesmo depois que os Estados Unidos venceram essa corrida, os soviéticos continuaram a enviar missões não tripuladas que coletaram amostras da superfície e as trouxeram para a Terra. Na década de 1990, as sondas americanas Clementine e Lunar Prospector encontraram indícios de que a Lua tem depósitos de gelo no fundo de crateras sempre coberto de sombras nos pólos – recurso fundamental para o estabelecimento de uma base lunar no futuro.
Assim que Galileu apontou seu telescópio para o céu em 1609, a topografia geral do nosso vizinho celeste mais próximo, com suas crateras, montanhas e planícies, ficou evidente. Mas os telescópios na Terra não nos diziam muita coisa a respeito dos planetas mais distantes. Só quando a sonda Mariner 2 sobrevoou Vênus, em 1962, os cientistas começaram a compreender que a atmosfera do planeta é composta principalmente de dióxido de carbono, que a rotação de Vênus ocorre na direção contrária à da Terra e que a temperatura de sua superfície, graças à capacidade de aprisionamento do calor do CO2, chega a extravagantes 480°C. Sondas posteriores, incluindo a Magellan, que chegou a Vênus em 1990, mostraram que, por baixo daquele manto permanente de nuvens, o planeta, que é praticamente gêmeo da Terra em tamanho, é quase todo coberto de lava e provavelmente ainda tem atividade geológica. A Mariner 10 foi a primeira sonda espacial a visitar Mercúrio, em 1974 e 1975, e revelou que a superfície daquele planeta minúsculo se parece muito com a da Lua, ao passo que seu núcleo denso e supostamente rico em ferro se parece mais com o da Terra.
Nas décadas de 1960 e 70, a Nasa também enviou missões na direção contrária, para a parte externa do sistema solar. Marte, o primeiro alvo, havia muito representava curiosidade especial para a humanidade. A atmosfera local era tão rarefeita que qualquer água em estado líquido evaporaria ou congelaria – e não é possível a existência de vida sem água. As primeiras sondas a chegar a Marte, começando pela Mariner 4 da Nasa, em 1965, mostraram um terreno parecido com o da Lua. Mas, seis anos depois, ela revelou características que ninguém tinha previsto, inclusive vulcões gigantes extintos, cânions e, o mais intrigante, algo que se parecia muito com canais secos. Em algum momento do passado, Marte tinha tido condições mais favoráveis para o surgimento da vida. E se tivesse tido mesmo, pelo menos era concebível que houvesse vestígios microbianos, não ao ar livre, mas sob o solo.
É por isso que as missões gêmeas Viking, em 1976, foram até lá para fazer experiências em busca dessa vida. Cada uma das sondas tinha um módulo de órbita e um de solo; o segundo tirou as primeiras fotos arrebatadoras da superfície de Marte. Enquanto o módulo orbital girava lá em cima, mapeando o planeta, o módulo de solo colhia um pouco do solo e fazia quatro testes que poderiam revelar a existência de micróbios ou de outros tipos de material orgânico. Três deles acabaram dando negativo; o último foi positivo, mas pode ser explicado como uma rara reação química e nada mais.
