Aids em foco
Experimento em gatos pode ajudar cientistas na cura da Aids
Mark Thiessen
Mark Thiessen
Brilhando no escuro graças à proteína luminescente de uma água-viva, este gato tem um gene de macaco que pode torná-lo resistente à aids felina
Uma luz especial permite aos pesquisadores saber se um gato é capaz de resistir ao vírus da imunodeficiência felina (ou FIV, na sigla eminglês) – um avanço que poderá indicar um caminh opara a proteção dos seres humanos contra a aids.
O FIV, tal como o HIV,aniquila as células T, que combatem as infecções.No ano passado, uma equipe liderada por Eric Poeschla introduziu um gene do macaco Rhesus, que produz uma proteína antiviral,em óvulos felinos não fertilizados. Para monitorar a transferência de genes em microscópios e sob certos tipos de luz, Poeschla acrescentou uma proteína luminescente extraída de uma água-viva. Desse procedimento resultaram filhotes de gato que brilham no escuro e produzem eles próprios as proteínas antivirais. Logo a equipe vai saber se tais gatos geneticamente modificados são de fato imunes ao FIV.
Para Paula Cannon,da Universidade do Sul da Califórnia, esse trabalho é “um passo crucial” na pesquisa genética da aids.
