Panorâmica
"Quando alguém vai a Brasília eu pergunto se viu o Congresso Nacional e pergunto depois se gostou, se achou que o projeto era bom. Certo de que ela podia ter gostado ou não, mas nunca podia dizer que tinha visto antes coisa parecida." Nas palavras de Oscar Niemeyer, o arquiteto que projetou a capital federal, está o reconhecimento de um fato: ninguém que pise em Brasília consegue ficar indiferente a ela. Claro que a política é ainda o principal combustível, responsável por uma economia local aquecida e próspera. Mas também existe, alheia à cena dos jornais, a vida cotidiana de pessoas que levantam cedo, trabalham, se exercitam no parque da cidade, vão aos bares da asa sul, moram nas superquadras residenciais e convivem, sem indiferença, com as obras de Niemeyer.
BONS SONHOS É pra chefe de Estado nenhum botar defeito: as duas suítes presidenciais do Brasília Alvorada Park são maiores que muito apartamento de alto padrão. E a cama super king-size não é nada comparada aos closets, home theater, sala de reuniões e espreguiçadeiras no terraço em frente ao lago Paranoá.
É TUDO VERDADE Em janeiro e julho, durante o recesso parlamentar, os políticos somem de Brasília. Se sua idéia é topar com eles em hotéis, restaurantes e nas sessões do Congresso Nacional, evite os meses de férias.
FOTOGRAFIA A manjada Praça dos Três Poderes, ou qualquer outro prédio do governo, rende boas imagens modernistas. O Santuário Dom Bosco, iluminado em tons de azul, é mais poético e foge do lugar-comum.
HISTÓRIA Entender a criação de Brasília fica fácil numa visita ao Catetinho, residência de Juscelino Kubitschek durante a construção da nova capital, e ao Memorial JK, que guarda os restos mortais do ex-presidente e conta sua vida por meio de fotos e objetos.
CITY TOUR Não dá pra fugir do cenário que você vê constantemente como pano de fundo nos telejornais: a Praça dos Três Poderes, onde fica o Congresso Nacional e os Palácios Itamaraty, do Planalto e da Alvorada. A melhor pedida é se juntar à visita guiada de cada um. No Congresso, ela passa por um salão cheio de arte modernista - obras de Ceschiatti, Athos Bulcão e Marianne Peretti - e leva aos plenários da Câmara e do Senado. O Itamaraty tem acervo artístico mais numeroso e diversificado, com Brecheret, Segall, Portinari, Volpi. A visita do Alvorada mostra a capela e circula o palácio por fora. Como é tudo envidraçado, dá pra espiar à vontade - exceto os aposentos privativos de Lula. O mesmo acontece no Planalto, onde dá pra ver quase tudo: a rampa de recepção aos chefes de Estado, o parlatório e diversos salões. Um bom ponto de partida para andar pela capital é a Praça dos Três Poderes, onde ficam as sedes dos Poderes Legislativo (Congresso), Executivo (Planalto) e Judiciário (STF).
Fonte: Guia Brasil 2009