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EDIÇÂO 143/FEVEREIRO DE 2012 31/01/2012

Caça no museu

Venda de rinocerontes empalhados cresce no mercado negro

por Kelly Enright Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

NATIONAL GEOGRAPHIC

Rinoceronte empalhado sem o corno

NATIONAL GEOGRAPHIC

Em 2011, uma réplica de corno foi roubada do Museu de História Natural de Tring, na Inglaterra

Na Europa, onderinocerontes empalhados são um legado de 100 anos desafáris, explodiu o valor de seus cornos no mercado negro,por causa de rumores, originados na Ásia, de que seriameficazes na cura do câncer. Os chifres alcançaram um preçoequivalente ao do ouro ou da cocaína, e agora saqueadorespõem em risco de extinção até mesmo espécimes de museu.

Nos oito meses iniciais de 2011, ladrões invadiram váriosmuseus, uma casa de leilões e um castelo tcheco. Elesserraram os cornos ou levaram cabeças inteiras, que chegama pesar 90 quilos. Os museus estão sendo aconselhados aesconder os rinocerontes ou substituí-los por réplicas. Segundo Christian Michel, do Museu-Aquário de Liège, na Bélgica,um cartaz agora informa aos visitantes que o rinoceronte aliexposto é falso, “devido à estupidez humana”.