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meio ambiente 14/05/2012

Cai preocupação com mudança do clima nos EUA

A queda se concentrou entre americanos que não confiam em cientistas do clima, e ainda mais entre pessoas que se identificaram como republicanas

por José Eduardo Mendonça Fonte: Planeta Sustetável

Michael Melford

Paineis solares no sul da Espanha

Michael Melford

Quase 90% dos entrevistados se disseram a favor de incentivos fiscais para que empresas produzissem mais eletricidade com energia da água, vento e sol

O apoio dos americanos a medidas governamentais com relação à mudança do clima permanece alto, mas caiu nos últimos dois anos, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade Stanford e do Ipsos Public Affairs. A retórica política e temperaturas mais frias que o usual parecem ter influenciado a mudança, mas a economia não parece ter feito parte dela.

A pesquisa, dirigida por Jon Krosnick, do Instituto Woods Para o Ambiente, da universidade, mostra que o apoio para uma gama de políticas destinadas a reduzir a mudança futura do clima caiu em média 5 pontos percentuais entre 2010 e 2012.

Num estudo de 2010 da Stanford, mais de três quartos dos respondentes expressaram apoio à obrigação de carros mais eficientes e menos poluentes. Quase 90% deles se disseram a favor de incentivos fiscais para que empresas produzissem mais eletricidade com energia da água, vento e sol. Em média, 72% apoiavam a ação governamental em relação à mudança do clima.Em 2012, este apoio caiu para 62%.

A queda se concentrou entre americanos que não confiam em cientistas do clima, e ainda mais entre pessoas que se identificaram como republicanas. Krosnick notou que, durante a recente campanha das primárias da eleição americanas, só um dos candidatos republicanos não expressou dúvidas sobre o aquecimento global, e alguns disseram que o governo não tem de se envolver com isso. Rick Santorum, um republicano da extrema direita, descreveu a crença na mudança do clima como “uma pseudo-religião.” Mitt Romney, o candidato aparente à presidência, afirmou: “Eu posso lhes afirmar que o curso correto para a América em relação à política energética é o foco na criação de empregos, e não no aquecimento global.”

O estudo Stanford-Ipsos não encontrou evidência de que o declínio à ação governamental tenha se concentrado em estados que têm maiores dificuldades econômicas, de acordo com a Science Daily.

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