Decolagem
O ponto de partida de uma aventura espacial
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Especial NG Brasil Espaço 1
Nasa
O ônibus espacial Endeavour, nome em homenagem à embarcação do capitão James Cook, do século 18, desaparece no meio das nuvens depois de ser lançado rumo à Estação Espacial Internacional.
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Especial NG Brasil Espaço 2
Nasa
A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) absorve a luz do Sol para obter energia para criar condições de vida, fornecer eletricidade e possibilitar a realização de experiências. Ela dá uma volta na Terra a cada90 minutos em sua órbita, a 355 quilômetros de altitude.
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Especial NG Brasil Espaço 3
CORBIS
A fotografi a do nascer da Terra, que transformou a visão que a humanidade tinha de seu lar, foi feita pela tripulação da Apollo 8: Frank Borman, James Lovell e William Anders
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Especial NG Brasil Espaço 4
NASA/JOHNSON SPACE CENTER (JSC)
O visor espelhado do astronauta Mike Fossum reflete a ISS e também o colega astronauta e fotógrafo Ron Garan, em junho de 2008
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Especial NG Brasil Espaço 5
NASA/JPL/UNIVERSITY OF ARIZONA
A 250 quilômetros acima de Marte, a câmera HiRISE da sonda orbital Mars Reconnaissance Orbiter fotografou esta cratera de impacto “nova” (com menos de 1 milhão de anos), de 1,5 quilômetro de diâmetro
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Especial NG Brasil Espaço 6
NASA/JPL/SPACE SCIENCE INSTITUTE (SSI)
Apontada para o Sol, a sonda Cassini registrou um eclipse completo causado por Saturno
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Especial NG Brasil Espaço 7
ODDBJØRN ENGVOLD, JUN ELIN WIIK, LUC ROUPPE VAN DER VOORT, UNIVERSITY OF OSLO. SWEDISH
O núcleo escuro de uma mancha solar com o diâmetro da Terra, é relativamente frio com 3 700ºC. Manchas solares surgem de distúrbios no campo magnético do Sol
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Especial NG Brasil Espaço 8
NASA/JPL/LORI ALLEN E JOSEPH HORA, HARVARD-SMITHSONIAN CENTER FOR ASTROPHYSICS (CFA)
As Montanhas da Criação, como foram batizadas pelos astrônomos do telescópio espacial Spitzer, brilham por 50 anos-luz com a radiação infravermelha da constelação Cassiopéia, a 7 mil anos-luz de distância da Terra
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Especial NG Brasil Espaço 9
YURI BELETSKY, EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY (ESO)
Um observatório dispara um facho de laser para criar um ponto de foco artificial a quase 100 quilômetros de altitude
O ar do deserto à noite é frio e limpo. Nunca vi um céu tão brilhante. As estrelas e os planetas parecem pulsar. Estou a centenas de quilômetros de qualquer cidade, no meio da Namíbia, um dos desertos mais antigos do mundo. Os bosquímanos, povo que habita o sul da África há mais tempo, chama esse lugar de lar. Segundo a lenda, em uma noite escura, uma menina bosquímana não estava enxergando bem e, por isso, jogou brasas para o céu. Essas brasas se tornaram as estrelas e os planetas. Animada com a transformação, ela lançou várias raízes em fogo para cima e adicionou cor ao céu. Assim, explicam, ela criou a Via Láctea.
Eu tenho a minha própria história sobre o céu, que precede a experiência na Namíbia em mais de três décadas. Eu tinha 10 anos, talvez a idade da menina da lenda, e dormia profundamente. Meu pai me tirou da cama e me levou até o sofá na frente da nossa TV em preto-e-branco com sua imagem trêmula. Eram 3h da manhã do dia 20 de fevereiro de 1962, e John Glenn embarcava no foguete Mercury. Logo, uma explosão de luz e fumaça irrompeu, e a nave espacial, queimando como brasa, carregou-o para o céu. “Vá com Deus, John Glenn”, o astronauta Scott Carpenter disse pelo rádio. O mundo esperou. Cinco horas e três órbitas depois, a ansiedade se transformou em entusiasmo quando Glen caiu na água em segurança.
Essa é uma cena de que eu nunca vou me esquecer, mas a missão que deu corda à minha imaginação foi a Apollo 8, em dezembro de 1968, com suas fotografias as da Terra feitas pela tripulação ao dar a volta na Lua, os primeiros a enxergar o lado escuro do satélite. Ali está nosso planeta, lindo, frágil, uma bolinha branca e azul, flutuando no pretume do espaço. O momento definitivo ocorreu na véspera de Natal, quando, em uma transmissão ao vivo da órbita lunar, os astronautas leram o texto majestoso do Gênesis para a audiência hipnotizada na Terra. Esta edição especial de National Geographic comemora o 40º aniversário dessa missão. Também prestamos aqui nossa homenagem aos heróis que se aventuraram ao espaço e àqueles que permaneceram em terra para possibilitar a realização dessas jornadas. Espero que os sonhos e as aspirações da humanidade sempre sejam tão infinitos quanto o próprio espaço.
