Em busca das origens
Os horizontes mais distantes
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Especial NG Brasil Espaço 64
JOE MCNALLY
O giro da Terra, não o movimento das estrelas, cria rastros em uma foto feita com longa exposição no Novo México, onde um astrônomo amador faz vigília.
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Especial NG Brasil Espaço 65
STEFAN SEIP
A maior parte das mais de 300 estrelas extra-solares que descobrimos ter planetas é oscilante. Procure uma estrela que pisca. Quando um planeta, como Vênus passa diante do sol, a emissão de luz da estrela diminui.
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Especial NG Brasil Espaço 66
MARK THIESSEN
Como uma estrela que segura um planeta pela gravidade, o lançador de martelo Lance Deal segura a massa da esfera para fazer o sistema se movimentar ao redor de um eixo comum.
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Especial NG Brasil Espaço 67
ILUSTRAÇÃO DE KEES VEENENBOS. CONSULTORIA: SARA SEAGER, CARNEGIE INSTITUTION OF WASHINGTON
Uma concepção artística mostra um planeta com anéis, visto de uma de suas luas, que espiralou em direção de sua estrela.
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Especial NG Brasil Espaço 68
CHARLES TELESCO, UNIVERSITY OF FLORIDA, E SCOTT FISHER, GEMINI OBSERVATORY
Um corpo pode ser visto perto de uma estrela parecida com o nosso Sol, a cerca de 500 anos-luz de distância.
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Especial NG Brasil Espaço 69
ESO E THIRTY-METER TELESCOPE OBSERVATORY
o telescópio Thirty-Meter, de 30 metros
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Especial NG Brasil Espaço 70
GIANT MAGELLAN TELESCOPE/CARNEGIE OBSERVATORIES
O telescópio gigante Magellan, de 24 metros de diâmetro
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Especial NG Brasil Espaço 71
ESO
O Telescópio europeu Extremely Large Telescope, que pode passar de 46 metros
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Especial NG Brasil Espaço 72
JOE MCNALLY
Com pálpebras que se abrem ao pôr-do-sol, os telescópios gêmeos do observatório de Keck, no topo da montanha Mauna Kea, no Havaí, preparam se para examinar as profundezas do Universo
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Especial NG Brasil Espaço 73
NASA/ESA/NATHAN SMITH, UNIVERSITY OF CALIFORNIA, BERKELEY/HUBBLE HERITAGE TEAM (HHT)
A nebulosa Carina, uma intensa região de nascimento de estrelas da Via Láctea, encontra-se a 7,5 mil anos-luz de distância e tem diâmetro de 300 anos-luz.
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Especial NG Brasil Espaço 74
JEFF HESTER, ARIZONA STATE UNIVERSITY/NASA
O ponto oval brilhante à esquerda dele é a estrela Eta Carinae, com massa cerca de 100 vezes maior do que a do nosso Sol.
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Especial NG Brasil Espaço 75
DAVID MALIN, ANGLO-AUSTRALIAN OBSERVATORY
Em 1984, a nebulosa Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha, tinha esta aparência
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Especial NG Brasil Espaço 76
DAVID MALIN, ANGLO-AUSTRALIAN OBSERVATORY
Em uma única noite, em 1987, a visão se transformou quando uma estrela que tem 20 vezes a massa do nosso Sol e brilho 100 mil vezes maior explodiu em forma de supernova, a 1987A.
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Especial NG Brasil Espaço 77
NASA/ SPACE TELESCOPE SCIENCE INSTITUTE
A radiação ultravioleta acendeu um anel de gás que a estrela expelira anteriormente
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Especial NG Brasil Espaço 78
NASA/ SPACE TELESCOPE SCIENCE INSTITUTE
Quando a onda de choque da explosão alcançou o anel, aumentou o brilho dele
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Especial NG Brasil Espaço 79
NASA/JPL/OLIVER KRAUSE, UNIVERSITY OF ARIZONA
Esta imagem de Cassiopéia A, em foto composta colorizada, registrada por três telescópios localizados na Terra, mostra os destroços da explosão que ocorreu há cerca de 325 anos;
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Especial NG Brasil Espaço 80
NASA/ESA, M. JAMES JEE E HOLLAND FORD, JOHNS HOPKINS UNIVERSITY
Elas não emitem radiação detectável, mas correspondem a absurdos 96% do Universo. Chamam-se matéria escura e energia escura. Os efeitos da matéria escura são vistos com mais facilidade em aglomerados de galáxias brilhantes
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Especial NG Brasil Espaço 81
NASA/JPL
O telescópio espacial Spitzer limpou a cena para que pudesse ser observada, combinando mais de 800 mil imagens que revelaram o interior da Via Láctea. Uma amostra dessa visão surge nas listras verticais.
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Especial NG Brasil Espaço 82
NASA/JPL/J. HORA, HARVARD-SMITHSONIAN CFA
A nebulosa planetária mais próxima da Terra, a Hélix, nasceu depois que uma estrela parecida com o Sol desprendeu a maior parte de sua massa quando seu núcleo entrou em colapso.
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Especial NG Brasil Espaço 83
DANIEL LOPEZ, TEIDE OBSERVATORY, ASTROPHYSICS INSTITUTE OF THE CANARY ISLANDS
Um tipo de nebulosa mais cheio de energia, como a Trifi d, conhecido como nebulosa de emissão, são regiões de formação de estrelas onde gás e poeira são agitados por estrelas jovens.
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Especial NG Brasil Espaço 84
STAR SHADOWS REMOTE OBSERVATORY
A nebulosa escura Cabeça de Cavalo revela sua silhueta nos campos de Órion, constelação bem conhecida no céu de verão do Hemisfério Sul.
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Especial NG Brasil Espaço 85
MARK SUBBARAO, SPACE VISUALIZATION LABORATORY, ADLER PLANETARIUM AND ASTRONOMY MUSEUM.
Para mapear um quarto do atual Universo, o Sloan Digital Sky Survey produziu um mapa tridimensional de 1 milhão de galáxias
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Especial NG Brasil Espaço 86
NASA/ WILKINSON MICROWAVE ANISOTROPY PROBE SCIENCE TEAM
As cores representam minúsculas flutuações de temperatura na RCF; as áreas vermelhas são mais quentes, as azuis têm 0,00036 graus Celsius menos.
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Especial NG Brasil Espaço 87
SEBASTIAN DEIRIES, ESO
O cometa McNaught avança sobre o deserto de Atacama no Chile, na direção do Pacífico, em 19 de janeiro de 2007.
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Especial NG Brasil Espaço 88
STÉPHANE GUISARD
Com o Sol poente como cenário, os instrumentos do Ver Large Telescope do European Southern Observatory, no Chile, preparam-se para receber a noite.
Será que a astronomia perdeu seu romantismo? Quando visito astrônomos profissionais em ação, é a impressão que eles me passam. Em vez de fazer observações através de telescópios, eles ficam sentados em salas de controle confortáveis – às vezes a quilômetros de distância dos observatórios localizados em picos de montanhas – olhando para recriações digitais de estrelas e galáxias em telas de computador. Essa cena está longe da vida de astrônomo que eu imaginei quando era criança em Vermont, onde o céu noturno era cheio de constelações, auroras boreais, nuvens da Via Láctea e sonhos.
Mas, se parte do romantismo é não saber o que acontecerá a seguir, então a astronomia continua atraente. As questões que temos pela frente estão no cerne da compreensão de nosso lugar no Cosmo. Em breve saberemos se planetas como a Terra são raros ou comuns na Via Láctea. Depois disso, vamos examinar a atmosfera de alguns desses novos mundos em busca de sinais tênues de vida. Já estamos explorando as pontadas de nascimento de estrelas ocultas dentro de nós quentes de poeira, como a chocadeira que deu origem ao Sol há quase 5 bilhões de anos, para aprender como a nossa família de planetas surgiu.
Ao examinar o que ocorre além da nossa galáxia, vemos explosões cataclísmicas que espalham os ingredientes de novas estrelas e planetas pelo espaço. Traçamos as origens das galáxias ao encontrar seus ancestrais, massas esfarrapadas de estrelas perto dos limites do Universo visível. Ficamos imaginando por que a maior parte do Universo consiste de coisas que não somos capazes de enxergar – incluindo uma forma de energia desconhecida que força o espaço a se expandir cada vez mais rápido com o tempo.
Há 15 anos, tais mistérios estavam além do nosso alcance. Não dispúnhamos das ferramentas adequadas. De lá para cá, os astrônomos conceberam telescópios, desenharam detectores eletrônicos potentes para analisar a luz e lançaram satélites para esquadrinhar o céu com raios X, luz infravermelha e outros tipos de radiação. Esses equipamentos fizeram com que as cortinas que escondiam parte da nossa galáxia e do Universo distante se abrissem. Este é um momento de revelações genuínas, uma época em que a tecnologia estendeu nosso alcance até as profundezas.
Um dos meus avanços preferidos uniu um feixe de laser e um espelho de alta tecnologia para ajudar a expor as forças físicas enlouquecidas perto do monstruoso buraco negro no centro da Via Láctea. Estrelas que entram na órbita ao redor do buraco negro mergulham para perto do centro e logo se afastam a toda velocidade, como os cometas que disparam ao redor do nosso Sol. Mas para conseguir uma visão clara de estrelas tão distantes, no núcleo da galáxia, os astrônomos precisam eliminar os efeitos da atmosfera da Terra, que prejudicam a nitidez. Fazem isso direcionando um laser para um ponto alto no céu, de modo que o ponto de luz tremula por causa da distorção causada por correntes de ar lá em cima. Um espelho flexível especial na base do telescópio compensa o movimento da luz e permite que os instrumentos do telescópio registrem uma imagem nítida.
O formato e a velocidade da órbita das estrelas mostram que o buraco negro pesa 400 milhões de vezes a massa do nosso Sol. Há alguns anos, uma estrela passou tão próxima ao centro (mas não perto o su3 ciente para mergulhar na bocarra) que a gravidade do buraco negro acelerou sua velocidade de 270 quilômetros por segundo no ponto mais afastado de sua órbita para 8 370 quilômetros por segundo – notáveis 3% da velocidade da luz. Outras estrelas passam pelo buraco a distâncias tão perigosas que a gravidade as catapulta e as expulsa da galáxia.
Também descobrimos que o Cosmo é o sonho de um piromaníaco: sempre tem alguma coisa explodindo. As atrações principais são arroubos de raios gama, explosões acentuadas que ofuscam momentaneamente as estrelas de 1 bilhão de galáxias combinadas. O satélite Swift da Nasa localiza esses arroubos e envia sua localização a telescópios espalhados por todo o mundo em questão de segundos. Os astrônomos acreditam que a maior parte dos arroubos de raios gama anunciam a morte de estrelas enormes de uma raça especialmente violenta de supernova – do tipo que cria um buraco negro no centro.
Essas explosões e suas primas menos violentas, as supernovas comuns, espalham elementos pesados pelas galáxias que as abrigam, entre eles carbono, oxigênio, silício, magnésio e ferro – elementos formadores de novos planetas. Na Via Láctea, sabemos que gerações passadas de estrelas moribundas semearam nossa vizinhança galáctica com essas matérias-primas. Os astrônomos detectaram os primeiros planetas que giram ao redor de outras estrelas como o nosso Sol em 1995. Hoje existem mais de 300, e o número só faz crescer. A maior parte dos mundos alienígenas avistados por telescópios até agora são esferas de gás inchadas como Júpiter. E vamos encontrando outras, menores, apelidadas de superterras, donas de cinco vezes a massa do nosso planeta. Elas têm superfície sólida, e algumas podem ter até as temperaturas adequadas para que a água flua líquida. Muitos planetas extra-solares aparecem em grupos; a estrela 55 Cancri, na constelação de Câncer, tem pelo menos cinco planetas irmãos.
