Fotos de animais ameaçados de extinção
Desmatamento, fragmentação do habitat e o tráfico são as principais ameaças enfrentadas pelas espécies ameaçadas de extinção
-
Panda-vermelho: vulnerável
iStockphoto/ Thinkstock
Animal símbolo do navegador para internet Firefox, o panda-vermelho (Ailurus fulgens) habita florestas de bambu, seu principal alimento. O desmatamento, a proximidade com os seres-humanos e a caça ilegal são ameaças antigas. Mas, o crescimento do turismo em algumas regiões vem aumentando ainda mais a pressão sobre a espécie. O número crescente de pessoas causa uma demanda maior por lenha, para esquentar os hotéis e preparar as refeições, aumentando o desmatamento e diminuindo o habitat do panda-vermelho.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Sapo-dourado: ameaçado
iStockphoto/Thinkstock
Anfíbios têm um papel vital no ecossistema. Sensíveis às mudanças climáticas são indicadores da saúde do ambiente e funcionam como “farmácias ambulantes”, usados na pesquisa de novos medicamentos. O sapo-dourado (Phyllobates terribilis) é um dos animais mais venenosos da Terra, um único indivíduo possui veneno suficiente para matar 10 homens adultos. Tribos indígenas colocavam o veneno desse animal em suas flechas para caçar animais de grande porte. Cientistas isolaram um dos componentes do veneno que tem o potencial de se tornar um poderoso analgésico
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada
-
Tigre-siberiano: ameaçado
Tom Brakefield
Os tigres eram encontrados em grande parte da Ásia. Habitavam lugares tão diversificados (florestas tropicais, pântanos e savanas) que acabaram evoluindo em populações regionais com padrões e tamanhos distintos, a ponto de serem classificadas em subespécies diferentes, incluindo o tigre-siberiano (Panthera tigris altaica). Hoje, a maioria está extinta. A perda de habitat, a caça de suas presas e o mercado negro chinês - que vende partes do corpo do felino para fazer remédios – estão dizimando um dos predadores mais formidáveis do planeta. A estimativa é que existam apenas 2 500 tigres na natureza
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada -
Maria-leque-do-sudeste: vulnerável
Enrico Bernard
A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do Brasil. O desmatamento dizimou a floresta, que hoje mantém um pouco mais de 7% da sua cobertura original. Ainda assim possui uma alta biodiversidade. São mais de mil espécies de aves, sendo que muitas são endêmicas, ou seja, só existem ali. A maria-leque-do-sudeste só é encontrada na Mata Atlântica(Onychorhynchus swainsoni) e sofre com a fragmentação da floresta
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Lêmure-preto-e-branco: criticamente ameaçado
Hemera/ Thinkstock
O lêmure-preto-e-branco (Varecia variegata) paga um preço alto por seus hábitos. Animais diurnos e de grande porte, são os animais mais caçados em Madagascar. Para agravar a situação, são muito seletivos em relação aos frutos que usam na alimentação e, por isso, ficam vulneráveis a qualquer alteração em seu habitat.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada
-
Elefante-africano: vulnerável
Fábio Paschoal
De densas florestas até os desertos mais secos, de montanhas elevadas até as areias das praias. O elefante-africano (Loxodonta africana) é encontrado em 37 países diferentes na África. Porém, isso não significa que se encontra em boas condições. A perda e a fragmentação do habitat e os caçadores, que procuram o marfim para vender no mercado negro, são ameaças constantes ao maior animal terrestre do planeta. No entanto, as reservas e os parques nacionais oferecem refúgios para esses animais, e a população segue aumentando.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Gorila-das-montanhas: ameaçado
iStockphoto/ Thinkstock
Décadas de guerra civil, destruição do hábitat, extração de madeira, caça ilegal, criação de gado... motivos não faltam para a redução da população de gorilas-das-montanhas (Gorilla beringei) para aproximadamente 680 indivíduos. Hoje, a maioria desses animais se encontra em áreas protegidas, onde ONGs internacionais apoiam programas de reabilitação e conservação
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada
-
Solitário George: extinto
Fábio Paschoal
As tartarugas-gigantes prosperavam em Galápagos, mas a caça por sua carne e a introdução de animais domésticos acabaram por dizimar sua população. Essa é a história do Solitário George (Chelonoidis (nigra) abingdonii), o último sobrevivente da Ilha de Pinta, considerado o animal mais raro do mundo. Ele é um símbolo da luta pela conservação e morreu no dia 24 de junho de 2012, no Centro de Criação e Reprodução de Tartarugas Gigantes de Puerto Ayora. O Parque Nacional Galápagos e o Centro de Pesquisas Charles Darwin seguem lutando para que o legado de George sirva de incentivo para a conservação das demais espécies de tartarugas-gigantes de Galápagos.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie extinta -
Urso-panda: ameaçado
Paul Gilham/ Getty Images
Confinado a pequenas florestas de bambu no centro-sul da China, o urso-panda (Ailuropoda melanoleuca) corre sérios riscos de extinção. O bambu floresce em um intervalos que podem variar de 15 a 120 anos. Quando esse evento ocorre, todas as plantas de uma mesma floresta produzem as sementes e morrem. Os pandas devem procurar novos fragmentos de bambu. Com a fragmentação do habitat, fica cada vez mais difícil para a espécie achar um lugar para se alimentar. As melhores estimativas indicam uma população entre 1 000 e 2 000 indivíduos. É um dos mamíferos mais ameaçados do planeta e virou um símbolo da luta pela conservação das espécies.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada
-
Leopardo-de-Amur: criticamente ameaçado
Tom Brakefield/ Stockbyte/ Thinkstock
Menos de 40. Esse é o número estimado da população do leopardo-de-Amur (Panthera pardus orientalis), o felino mais raro do mundo. Desmatamento, proximidade com a civilização, caça e aquecimento global colocam o futuro desse grande predador em perigo
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada
-
Tartaruga-de-couro: criticamente ameaçada
iStockphoto/ Thonkstock
A coleta de ovos é a principal ameaça à tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Em alguns lugares da Malásia cerca de 95% dos ovos são coletados por caçadores. Embora projetos de conservação protejam ovos e mães de caçadores ilegais, a pesca acidental e o comércio legal de sua carne e óleo em alguns países mantém a espécie em risco de extinção
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada
-
Guepardo: vulnerável
Fábio Paschoal
O guepardo (Acinonyx jubatus) é o mamífero terrestre mais rápido do planeta e tem uma alta taxa de sucesso na captura de presas. Esse fato não é visto com bons olhos pelos fazendeiros, que frequentemente matam os animais para proteger seus rebanhos. A competição com outras espécies também são ameaças à espécie: em algumas áreas a mortalidade de filhotes chega a 95%, a maioria por causada por leões .
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Mico-leão-dourado: ameaçado
Hemera/ Thinkstock
No passado, as grandes ameaças ao mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) eram o desmatamento, a fragmentação do habitat e o tráfico de animais silvestres. Porém, programas de restauração do habitat e de reprodução em cativeiro deram um novo fôlego à espécie, que conseguiu se adaptar bem em florestas degradadas e matas secundárias. Hoje, a população de aproximadamente mil indivíduos se mantém estável, mas é fragmentada em pequenas manchas de Mata Atlântica, e há pouca possibilidade de crescer
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada
-
Arara-azul: ameaçado
Fábio Paschoal
A maior arara do mundo está ameaçada de extinção. A arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) sofre com o desmatamento, a falta de cavidades para reprodução, com a coleta de ovos e de filhotes para tráfico e com a caça para a fabricação de artefatos para serem vendidos aos turistas. Porém, graças aos esforços de projetos de conservação, a população da espécie segue aumentando
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada
-
Iguana-marinha: vulnerável
Fábio Paschoal
O ser humano não é o único responsável pelo declínio na população de uma espécie. A iguana-marinha (Amblyrhynchus cristatus venustissimus), o único lagarto marinho do mundo, é encontrada somente no arquipélago de Galápagos e sofre com as flutuações climáticas trazidas pelo El Niño. A maioria da população está em áreas protegidas e seus números permanecem estáveis
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Raia-manta: vulnerável
iStockphoto/ Thinkstock
Quem observa a raia-manta (Manta birostris) nadando pacificamente pelo mar, batendo as nadadeiras como se estivessem planando no ar, não imagina que esses animais são capazes de dar saltos espetaculares. O crescimento do turismo sustentável aumenta o valor econômico da espécie em relação à pesca predatória
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Ararinha-azul Criticamente Ameaçada (possivelmente extinta na natureza)
Araquém Alcântara
A última ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) avistada na natureza foi no ano 2000. O tráfico de animais e a perda de habitat podem ter levado essa espécie à extinção. Atualmente é encontrada em zoológicos e coleções particulares espalhados pelo mundo, mas existe uma pequena possibilidade de que existam populações em áreas ainda não estudadas na Caatinga. Hoje, programas de reprodução em cativeiro e reintrodução da espécie ao habitat natural tentam salvar a ararinha-azul da extinção
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): Espécie Criticamente Ameaçada (possivelmente extinta na natureza) -
Surucucu: vulnerável
Fábio Paschoal
A surucucu (Lachesis muta) é a maior serpente peçonhenta das Américas, podendo atingir 4,5 metros de comprimento. O padrão marrom amarelado cortado por diamantes negros é uma excelente camuflagem para essa cobra, que fica no chão da floresta onde há folhas secas iluminadas por pequenos fachos de luz douradas. É uma cobra muito temida e, com o desmatamento, encontros com pessoas se tornam cada vez mais frequentes, levando à morte do animal.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
-
Macaco-aranha-de-cara-branca: ameaçado
Fábio Paschoal
Restrito aos estados de Mato Grosso e do Pará, o macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) enfrenta o desmatamento, especialmente no norte do Mato Grosso, na região do arco do desmatamento, onde grandes áreas estão sendo estabelecidas para a plantação de soja. Seu habitat é cortado por grandes estradas, como a Transamazônica. As populações acabam ficando isoladas, já que é muito raro um macaco-aranha andar pelo chão.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie criticamente ameaçada
-
Urso Polar: ameaçado
Thinkstock
Durante o inverno o urso-polar (Ursus maritimus) caça focas. Esperam pacientemente, próximos aos respiradouros. Quando a foca emerge para pegar fôlego acaba dando seu último suspiro. A mudança climática global vem afetando esses predadores de forma preocupante. O aumento na temperatura causa o derretimento acelerado da camada de gelo marítimo, fazendo com que os ursos tenham menos tempo para caçar. Hoje, o urso-polar está ameaçado e se tornou o grande símbolo na luta dos conservacionistas contra o aquecimento global.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie ameaçada -
Pombo-coroado: vulnerável
Ralph Orlowski/ Getty Images
O pombo-coroado (Goura victoria) é visado pelos caçadores por sua carne e, em menor escala, suas penas. Filhotes são retirados do ninho para criação em cativeiro e podem ser vendidos no mercado negro.
Status na IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês): espécie vulnerável
Por Fábio Paschoal
A perda de habitat de milhares de espécies é o efeito mais dramático do desmatamento. Com a derrubada das árvores a águia-das-Filipinas perde locais para construção de ninhos e o mico-leão-dourado fica restrito a ilhas de florestas entre os campos que foram abertos.
A maior parte desse desmatamento no Brasil é causado por queimadas, que liberam gás carbônico (CO2) e contribuem para o efeito estufa. Esse efeito é mais claro nos polos, onde o urso-polar tem menos tempo para caçar focas no gelo marítimo e acabada tendo que nadar grandes distâncias em busca de alimento. Mas o aquecimento global também é sentido nos trópicos pelo sapo-dourado, que é sensível ao aumento na temperatura.
A população mundial está crescendo, hoje somos mais de 7 bilhões, e as cidades seguem diminuindo cada vez mais o espaço dos animais. A proximidade com os seres humanos traz problemas para grandes predadores, como o leopardo-de-Amur. O tigre-siberiano sofre com a demanda por partes do felino utilizada na medicina chinesa.
O tráfico de animais também é motivo de baixas consideráveis. Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), a cada dez animais retirados da natureza só um sobrevive. Existem mais arara-azuis em cativeiro do que na natureza e a ararinha-azul possivelmente já está extinta de seu habitat natural.
O caso mais extremo é o do Solitário George, o animal mais raro do mundo. A tartaruga-gigante era a última sobrevivente da Ilha de Pinta (Galápagos). A morte de George no dia 24 de junho de 2012 marcou a extição da espécie.
Reservas e projetos de conservação lutam para a preservação de animais ameaçados, mas o investimento em recursos renováveis, como energia solar por exemplo, ajudaria a salvar essas espécies que têm direito à vida tanto quanto nós.
A lista vermelha das espécies ameaçadas é elaborada pelaIUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Através de pesquisas científicas para determinar o risco de extinção de taxons em geral, a lista se tornou referência mundial para a consulta do status de uma espécie.
As categorias criticamente ameaçado, ameaçado e vulnerável levam em conta a diminuição da população nos últimos 10 anos, diminuição da área de ocorrência, diminuição da área de ocupação, população estimada de indivíduos adultos e probabilidade de extinção na natureza.Confira as categorias e os critérios da lista vermelha das espécies ameaçadas da IUCN.
LEIA MAIS:
Fotos de animais ameaçados de extinção no Brasil - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Aquarela de vidas - reportagem da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL sobre a biodiversidade no país
Fotos de 17 animais da amazônia - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Fotos de 20 animais do Pantanal - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Galápagos, paraíso da vida selvagem no Equador - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Blog Curiosidade Animal - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Amazônia, uma floresta de superlativos - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Onça-pintada: Projeto Onçafari luta para salvar o felino com o ecoturismo - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
Seleção nada natural - reportagem da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL Sobre o risco de extinção das espécies brasileiras
Extinção: Morre o animal mais raro do mundo – R.I.P Lonesome George - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
A luta para evitar a extinção das tartarugas-gigantes de Galápagos - da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE
