Fotos do deserto do Atacama
As raríssimas chuvas torrenciais no Atacama transformam a paisagem do deserto mais seco do mundo
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Atacama - céu coberto por nuvens
Fabrício Zago
No chamado inverno altiplânico, o céu límpido do Atacama fica coberto por nuvens negras.
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Atacama - arco-íris
Fabrício Zago
Após a chuva, um arco-íris se desenhou no horizonte do Atacama
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Atacama - Chuva
Fabrício Zago
Enquanto visitava o Vale da Lua, no Atacama, o fotógrafo foi surpreendido pela rara chuva
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Atacama neve
Fabrício Zago
Rumo à fronteira com a Bolívia, uma surpresa: neve por toda a estrada
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Atacama - vulcão
Fabrício Zago
A copa do vulcão Licancabur coberta de neve
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Atacama - solo rachado
Fabrício Zago
Solo rachado do deserto
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Atacama - montanha de sal
Fabrício Zago
Área coberta de sal no Vale da Lua. A chuva faz com que os sais minerais da Terra subam e formem estes grande tapetes brancos.
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Atacama - geiseres
Fabrício Zago
Campo geotérmico Geiser del Tatio. Fica a 95 km de San Pedro de Atacama e a 4.320 m acima do nível do mar. Devido às chuvas que caíram na região, chegar até lá é um desafio até mesmo para veículos 4 x 4.
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Atacama - Montanha de sal
Fabrício Zago
Depois da chuva, a passagem branca de sal onde antes era tudo cinza.
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Atacama - vicuna
Fabrício Zago
Vicuña, animal típico dos Andes.
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Atacama - vale da morte
Fabrício Zago
Vale da Morte com a cordilheira nevada ao fundo.
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Atacama - areia
Fabrício Zago
Tempestade de areia no Atacama.
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Atacama - grama
Fabrício Zago
Guia retira lixo de área em Aguas Calientes. O verde se espalha após as chuvas no deserto
No deserto do Atacama, no Chile, os extremos da natureza podem se manifestar no mesmo dia. A temperatura pode variar dos 40º Celsius até até marcas negativas nos termômetros em menos de 24 horas, num cenário único no mundo. O lugar mais seco da Terra está espremido entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes e as rochas e areia tomam grande parte do lugar. A água é uma raridade por aqui.
Normalmente, as chuvas no Atacama não passam de 35 milímetros por ano, bem menos do que um dia de chuva forte em São Paulo. Mas, neste ano, algo raro está acontecendo, o volume de água no deserto está bem maior do que costume, mudando radicalmente a paisagem normalmente árida.
Sem saber que presenciaria um fenômeno raro, o fotógrafo Fabrício Zago já havia reservado sua viagem ao Atacama quando soube, poucos dias antes de embarcar, que as chuvas desproporcionais já estavam caindo no deserto. Equipado com a sua Nikon D7000 e com uma lente 18/105, Fabrício se preparou para registrar como a chuva e a neve mudaram a paisagem do deserto.
Normalmente, estar no deserto do Atacama é quase como viajar para Marte, já que, de acordo com os cientistas da Nasa, é o lugar da Terra mais parecido geologicamente com o planeta vermelho. Os seus vulcões e gêiseres tornam a paisagem ainda mais próxima de um filme de ficção científica. O céu límpido, por causa da falta de nuvens, é um dos principais lugares de observação do espaço.
A altitude também contribui com o clima, dificultando que as massas de ar, guiadas pelas correntes marítimas do Pacífico, subam os 2.400 metros de altitude necessários para levar água ao Atacama. Para que isso aconteça, é preciso que um fenômeno meteorológico conhecido como inverno altiplânico, que empurra as massas de umidade até o fim das cordilheiras, ocorra para causar as tão esperadas e raras chuvas no deserto.
Os três dias de chuva seguidos no mês de fevereiro mudaram estas regras e transformaram o terreno rochoso, revelando uma nova face do Atacama, multicolorido e com vida. Só em um dos dias, a chuva ultrapassou os 60 milímetros e foi possível presenciar até mesmo neve junto com os pingos d’água. O colorido do arco-íris também levou um pouco mais de cor para a árida e uniforme paisagem do lugar mais seco do mundo. Veja acima as fotos de Zago no deserto do Atacama.
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Absurdo - reportagem da VIAGEM E TURISMO sobre o deserto do Atacama
