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Os confins da Terra

Os confins da Terra

“Aquele ponto imaginário – o fundo da terra, distante e solitário” foi como Richard E. Byrd descreveu o polo Sul. Em 1888, quando a National Geographic Society foi fundada, tanto o polo Sul quanto o Norte pareciam mais imaginários que reais, meros espaços em branco no mapa-múndi. Mas a NGS atingiu a idade adulta durante uma das maiores eras da exploração polar. Robert E. Peary foi o primeiro herói polar da NGS, a qual encheu-o de patrocínios e medalhas de ouro e defendeu sua alegação de ter sido o primeiro homem a alcançar o polo Norte, em 6 de abril de 1909. Ela também recebeu em sua sede o lendário explorador ártico, sir Ernest Shackleton, assim como o desbravador do polo Sul, Roald Amundsen.

E, em 1925, Donald MacMillan,com os olhos cobertos de gelo, conduziu uma expedição da NGS ao Ártico, a primeira a usar aviões e rádio de ondas curtas na região.

A NGS encontrou em Richard E. Byrd seu segundo herói polar. Em 1926, Byrd e um copiloto foram os primeiros a sobre- voar o polo Norte, feito possibilitado por uma bússola de navegação solar que a NGS lhe forneceu. Três anos depois, em 1929, carregando consigo a bússola solar e uma bandeira da NGS, Byrd e quatro companheiros foram também os primeiros a sobrevoar o polo Sul. As grandes expedições de Byrd mapearam muitos picos desconhecidos da Antártica, e Byrd batizou o monte Grosvenor e o monte La Gorce em homenagem à NGS.

A era heroica das explorações polares abriu caminho aos levantamentos aéreos, ao uso de navios quebra-gelo e à instalação de estações de pesquisa permanentes. No entanto, indivíduos determinados com trenós de cachorros ainda desafiam o gelo e entram nas páginas de national geographic. Um deles é Will Steger, o primeiro a conduzir grupos de trenós de cães até o polo Norte e também na travessia de toda a extensão da Antártica. Em 1995, Steger passou a ser o primeiro explorador residente da NGS.