A vida no planeta
(1970 - 1987)
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O gorila-das-montanhas Digit, estudado por Dian Fossey, bolsista da NGS
Dian Fossey
Digit é um gorila-das-montanhas de Ruanda, estudado por Dian Fossey, bolsista da National Geographic Society e protegida de Louis Leakey. O trabalho de Dian durante as décadas de 1970 e 1980 foi importante para desmistificar a natureza feroz dessas criaturas. Ela foi assassinada em seu acampamento de pesquisa, em 1985
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Vegetação ancestral no Parque Nacional Redwood, na Califórnia
Dewitt Jones
Um éden frágil de vegetação ancestral no Parque Nacional Redwood, na Califórnia, filtra o sol. Algumas das árvores dessa reserva têm cerca de 400 anos e são mais altas que a Estátua da Liberdade
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Edição de 1970 chamou a atenção por tratar de questões ambientais de maneira pioneira
National Geographic Society
Questões ambientais tomaram o centro das atenções na edição de dezembro de 1970 da revista, que apresentou uma extensa cobertura sob o título de "Nossa crise ecológica"
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Devastação do rio Cuyahoga, em Ohio (EUA), na edição de dezembro de 1970
James P. Blair
uma imagem em três páginas desdobráveis da devastação do rio Cuyahoga, em Ohio (EUA), na edição de dezembro de 1970, é o epítome do novo direcionamento da publicação. Em 1969, o rio que suas àguas pegaram fogo, destruindo duas pontes ferroviárias
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Violência no mercado Palestino
Jodi Cobb NGS
Violência no mercado Palestino, uma entre tantas outras coberturas consideradas arriscadas por alguns; mas o editor Gilbert M. Grosvenor mostrou que havia chance de documentar as imperfeições do mundo desta maneira
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Nikon SLR 35 mm, a câmera preferida dos fotógrafios da NG na década de 1970
National Geographic Society
Nikon SLR 35 mm tornou-se a câmera preferida na década de 1970, por sua qualidade e versatilidade
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"A vida no Harlem", de 1977 é o primeiro artigo da NG a respeito dos negros americanos
Leroy Woodson
Escrito e fotografado por colaboradores negros, o artigo "a vida no Harlem", de 1977, foi um marco: representou a primeira reportagem da revista a respeito dos negros americanos
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Lançamento da revista National Geographic World, em 1975
National Geographic Society
A revista World estreou em 1975, apresentando reportagens e imagens da National Geographic para leitores mais novos. A revista existe até hoje nos Estados Unidos, com o título de National Geographic Kids
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Eugene Clark faz de tudo para desvencilhar dois tubarões presos na mesma linha de pesca
Emory Kristof
Eugene Clark faz de tudo para desvencilhar dois tubarões presos na mesma linha de pesca
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Fotógrafos registram o apartheid, na África do Sul
James P. Blair
Os fotógrafos começaram a documentar as imperfeições do mundo na década de 1970, mostrando cenas como o apartheid, na África do Sul
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O arisco leopardo-das-neves em seu habitat natural
George B. Schaller
Após percorrer terras remotas da Ásia, o biólogo George Schaller fez as primeiras fotos do arisco leopardo-das-neves em seu habitat natural, em 1971
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O biólogo Fred Urqhart descobriu o habitat de inverno das borboletas-monarca, em 1975
Bianca Lavies
Mistério desvendado: o biólogo Fred Urqhart descobriu o habitat de inverno das borboletas-monarca, em 1975
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Gilbert M. Grosvenor, presidente da NGS, tomou diversas iniciativas para ensinar as crianças sobre as maravilhas do mundo
Sisse Brimberg
"Você não está em lugar nenhum se não souber onde está" transformou-se no mantra de Gilbert M. Grosvenor, presidente da NGS, que tomou diversas iniciativas para ensinar as crianças sobre as maravilhas do mundo
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Os sentinelas de pedra da ilha de Páscoa
Gordon Gahan
Como prova da eternidade e da fragilidade de nossos recursos, os sentinelas de pedra da ilha de Páscoa marcam um local em que os recursos podem ter sido completamenente explorados, forçando os antigos ilhéus a ir embora. Será que tal destino está reservado à Terra?
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Uma equipe de filmagem da National Geographic chega bem pertinho de um crocodilo etiope para um especial de TV
Jonathan Blair
Uma equipe de filmagem da National Geographic chega bem pertinho de um crocodilo etiope para um especial de TV
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o monte Everest foi mapeado nos mínimos detalhes para a edição centenária da revista
Daniel Howell
O "terceiro polo" da Terra, o monte Everest, foi mapeado nos mínimos detalhes para a edição centenária da revista
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Suplemento especial sobre "o problema da energia" publicado em 1981
National Geographic Society
O mundo, que vai exaurindo seus recursos com rapidez, transformou-se no tema central de um suplemento especial que tratava de energia, publicado em 1981 e enviado a todos os membros da NGS sem custo adicional
“Quando percebemos o valor de todo o tipo de vida, pensamos menos no que já passou e nos concentramos mais na preservação do futuro.” - Dian Fos sey
No início da década de 1970, a NGS estava determinada a trilhar o mesmo caminho dinâmico e multifacetado que se propôs. Seu círculo de redatores, fotógrafos, cientistas e exploradores, que não parava de crescer, continuava saindo a campo para voltar com descobertas, fotografias fantásticas e reportagens emocionantes. A revista, os mapas, os livros, as palestras e os programas de televisão já alcançavam milhões de pessoas.
No entanto, as páginas da revista exibiam novo visual. Os fotógrafos eram aclamados por seu trabalho, mas, ao lado das fotos de animais selvagens e de roupas folclóricas coloridas, havia imagens de pessoas que passavam fome e que lutavam para viver, e de poluição. “Era um jogo diferente para nós”, ressalta o fotógrafo James Blair. “Em vez de procurar paisagens bonitas, tínhamos de encontrar coisas pavorosas.”
O artigo “A poluição ameaça o único lar da humanidade” foi o marco da mudança editorial. A foto memorável de Blair da água rançosa e dos moinhos enferrujados do rio Cuyahoga, em Cleveland, tão cheia de petróleo que acabou pegando fogo, em 1969, foi publicada na edição de dezembro de 1970. A revista continuou tratando de assuntos relacionados à história natural, como pássaros e os artigos de Paul Zahl, naturalista da equipe, que levou a família numa jornada em busca de curiosidades. Mas, no fim da década de 1960, uma nova e poderosa força tomou a consciência americana: o movimento ambiental.
A revista adotou essa nova perspectiva. Nas duas décadas seguintes, seus artigos, que antes retratavam excursões de caça e coleta de espécimes na África e na Ásia, passaram a dar atenção aos problemas de sobrevivência dos elefantes, dos ursos pandas, dos rinocerontes e das baleias. Documentou o estrago causado pela poluição e discutiu assuntos como pesticidas, energia nuclear e chuva ácida. Sempre com imparcialidade, apresentou questões tecnológicas e ecológicas complexas. A revista continuava exibindo o mundo a seus leitores, mas sob um novo ângulo.
Afinal de contas, tratava-se de outra realidade, adequada à nova geração que ia conquistando espaço na NGS. Em 1970, outro integrante da família Grosvenor ganhou destaque quando Gilbert, ilho de Melville, tornou-se editor da revista. Incomodado com as críticas de que as páginas apresentavam um mundo perfeito demais, Gil Grosvenor reavaliou as regras de seu avô – segundo as quais deve- riam conter apenas “natureza agradável” e “nada de partidário nem de controverso”. Determinou que a NGS enfocaria o mundo, mas também “seria um espelho de sua época, refletindo as mudanças pelas quais passamos”.
Assim, conflitos na África, no Oriente Médio e na América Central logo chegaram à revista. Quando as tensões da Guerra Fria começaram a amainar, repórteres e fotógrafos saíram para explorar a China, a Coreia do Norte, Cuba e a União Soviética – baluartes do comunismo descartados por editores anteriores. Artigos que descreveram a pobreza no Harlem e o apartheid, na África do Sul, fizeram muita gente franzir a testa. Alguns achavam que reportagens controversas e a nova ênfase dada a questões ambientais eram o fim do jornalismo imparcial. Mas Grosvenor respondeu aos céticos ao insistir que “não é a revista que está mudando, é o mundo que está em transformação”.
Nesse meio-tempo, outras ramificações da NGS também davam frutos em novas direções, como a edição de material educacional e de livros. Os mapas passaram a conter informações culturais e históricas para ampliar seu alcance. E, em 1975, a NGS lançou a revista World, para crianças entre 8 e 14 anos, que logo chegaria a 1,3 milhão de jovens leitores. Em campo, os cientistas que recebiam financiamento da NGS também buscavam compreender esse mundo em mutação. Os biólogos, além de estudar os animais, prestavam atenção a seu hábitat, cada vez mais restrito. George Schaller foi às montanhas do sul da Ásia para pesquisar carneiros e cabras selvagens, além do raro leopardo-das-neves. Eugenie Clark, a “Senhora dos Tubarões”, mudou nosso conhecimento dessas criaturas fascinantes. Ela costumava desprezar as jaulas de aço e nadava livremente entre eles. E Roger Payne estudou a baleia-jubarte. Uma gravação de suas “canções melancólicas” foi encartada na edição de janeiro de 1979.
