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EDIÇÃO 143/FEVEREIRO DE 2012 31/01/2012

Nado livre

Área que as ariranhas ocupam no Pantanal Mato-Grossense pode ser três vezes maior do que se pensava

por Luciano Candisani Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

Luciano Candisani

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Luciano Candisani

Uma das maiores lontras do mundo, a Pteronura brasiliensis pode medir mais de dois metros

“Aquele se chama Risco”, diz a bióloga Caroline Leuchtenberger ao apontar a ariranha que observa a aproximação de nosso barco com o longo pescoço acima da superfície do rio – como sempre fazem esses mamíferos diante de intrusos em seu território. O padrão de manchas brancas abaixo do queixo funciona como marca de sua identidade aos olhos da especialista.

Há seis anos, Caroline estuda o comportamento das ariranhas no Pantanal Mato-Grossense para conhecer o tamanho da área ocupada por elas durante o período das cheias. “Os primeiros dados apontam que essa área pode ser três vezes maior do quese pensava”, diz Caroline. E Risco, residente no rio Vermelho, no Mato Grosso do Sul, é fundamental nas pesquisas – carrega um transmissor de rádio que permite monitorar seus deslocamentos.

Durante a cheia de 2011, a surpreendente aparição de uma ariranha nas águas claras do rio Olho d’Água, no planalto da Bodoquena, também no Mato Grosso do Sul mas distante da área principal de ocorrência, pareceu confirmar as suspeitas da bióloga. “Precisamos saber por onde as ariranhas andam quando a planície pantaneira se enche d’água. Os esforços de conservação têm de acompanhá-las”, conclui.