Exposição fotográfica mostra lugares ameaçados pela intervenção humana
Fotógrafo Érico Hiller exibe em São Paulo imagens de cinco lugares distintos do globo que estão sendo destruídos pelo homem
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Monte Kijimanjaro
Érico Hiller
<p> Monte Kijimanjaro</p>
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rio Omo na Etiópia tribo Karo
Érico Hiller
<p> Membros da tribo Karo, no rio Omo, na Etiópia</p>
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Pescadores no Ártico
Érico Hiller
<p> Barcos de pesca deslizam pelas antigas geleiras do Ártico</p>
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Mata Atlântica pressionada
Érico Hiller
<p> Mata Atlântica pressionada pelo desenvolvimento urbano</p>
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Lixo nas Maldivas
Érico Hiller
<p> Lixo se espalha pelas encostas das Maldivas</p>
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Baobá
Érico Hiller
<p> Baobá</p>
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Futebol no Ártico
Érico Hiller
<p> Crianças jogam futebol em pleo Ártico</p>
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Grenlândia manto de gelo
Érico Hiller
<p> Manto de gelo da Grenlândia está derretendo</p>
O que o círculo Ártico, as tribos da Etiópia, O Vale do rio Omo, o monte Kilimanjaro e as Maldivas têm em comum? Cada uma sofre a sua maneira as consequências da intervenção humana e, direta ou indiretamente, agora padecem pela negligência ou interesses de governos ou organizações.
O fotógrafo Érico Hiller, colaborador da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL, percebeu isso há algum tempo e viajou a cada um destes lugares, passando frio, calor e dificuldades até conseguir montar o documentário fotográfico que se transformou na exposição Ameaçados – lugares em risco no século 21, que estreia hoje (8), no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.
A mostra, que reúne 45 imagens inéditas das viagens de Hiller mostra como o homem pode destruir o planeta de formas distintas, através de conflitos, da fome e da poluição. As Maldivas, o país mais baixo do mundo, agoniza pelo aumento do nível dos mares. O Ártico acompanha o derretimento incessante de suas geleiras da Groelândia. A Mata Atlântica brasileira luta para se manter em meio ao crescimento urbanol. As tribos da Etiópia sucumbem pela pressão pelo crescimento de uma hidrelétrica no Vale do rio Omo, um dos únicos lugares intocados da África. O monte Kilimanjaro também tem problemas de derretimento de gelo por hábitos longínquos.
Ameaçados – lugares em risco no século 21 estará exposta até o dia 25 de março e estará aberta durante a noite em alguns dias, com horários flexíveis. A NATIONAL é um dos apoiadores da mostra.
Érico falou com a NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE sobre o projeto, leia a seguir:
Por que estes cinco locais e não outros?
Sempre tive vontade de viajar para estes locais e cada um deles está sofrendo por uma razão distinta. O meu trabalho, com a câmera na mão, é justamente registrar esta destruição do homem no ambiente. Por exemplo, no monte Kilimanjaro, o gelo do alto da montanha está derretendo e não há ação do homem exatamente naquele local. O que é feito longe dali está influenciando o que acontece em Kilimanjaro.
Teve muitas dificuldades para fotografar?
Muitas, claro. Uma das maiores foi justamente no monte Kilimanjaro, quando tentei subir e tive hipotermia. Parei o trabalho na mesma hora e voltei para o Brasil. Voltei quatro meses depois para termina-lo. Eu acredito que isso foi até bom, consegui fotos melhores.
O vento do círculo Ártico também foi bem incomodo, além do clima gelado. Já na Etiópia, fui muito bem assessorado e não passei por problemas, dormi acampado e tive acesso a carros durante as três semanas que fiquei lá.
Como surgiu esta exposição?
Eu sempre tive vontade de viajar e fotografar para estes locais. Fiz uma pesquisa pela internet e sabia que eu poderia montar um documentário fotográfico com os lugares escolhidos. Montei um projeto e consegui o apoio de duas empresas para realiza-lo. E então viajei para fazer as fotos.
Como você vê a relação entre o homem e a natureza no século 21?
Desde sempre o homem degradou o ambiente, mas nos últimos tempos os resultados têm sido bem visíveis. Eu costumo dizer que se houver um legado deixado pelos homens desta geração é o da fantástica capacidade de destruição do ambiente.
Além da exposição, suas fotos também renderam um livro com fotos extras. Quando ele vai ser lançado?
Sim, o livro tem 176 imagens desses cinco lugares. Ele vai ser lançado em março, quase no fim da exposição.
Haverá algum debate ou discussão sobre a exposição?
Nos dias 29 de fevereiro e 14 de março estarei na mostra para falar com os espectadores. E no sábado, dia 10 de março também estarei lá.
Ameaçados - Lugares em risco no século 21
Onde: Museu da Casa Brasileira - Av. Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano - São Paulo
Quando: de 8 de fevereiro a 25 de março de 2012 - de terça-feira a domingo, das 10 horas às 18 horas
Quanto: R$ 4 eR$ 2 (estudantes)
