O jogo da espera: padrão de excelência nas fotografias da natureza
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Todo o esplendor do mundo marinho fotografado por David Doubilet
David Doubilet
A luz trespassa a cobertura de algas gigantes nas proximidades das ilhas Channel, na Califórnia. O fotógrafo David Doubilet deu a volta ao mundo capturando o esplendor dos recifes de coral que estão desaparecendo e a beleza estonteante da variedade de vida existente nos mares do mundo. O trabalho de Doubilet frequenta as páginas de National Geographic há três décadas
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Para o fotógrafo, quanto mais perto melhor
George Gral
Paciência, criatividade e técnica são essenciais para o sucesso de um fotógrafo
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Guepardos atacando um antilope nas savanas africanas
Chris Johns, NGS
Drama nas planícies africanas: a imagem de guepardos atacando um antilope, feita por Chris Johns, foi publicada em dezembro de 1999. Apesar de correr a até 105 quilômetros por hora, os guepardos não têm a mesma força de felinos maiores. Eles seguraram o antílope embaixo d'agua até que morresse afogado, comportamento que nunca antes tinha sido capturado em filme
O jogo da espera
“Vagar a esmo por uma região selvagem não é geografia”, resmungou um membro da diretoria depois de uma série de imagens de tirar o fôlego feitas por George Shiras, pioneiro fotógrafo da vida selvagem, ter sido publicada na edição de julho de 1906. No entanto, hoje, “vagar a esmo por uma região selvagem” é o que NATIONAL GEOGRAPHIC sabe fazer melhor.
Mesmo antes que o aprimoramento dos filmes, das câmeras e das lentes teleobjetivas permitisse resultados mais impressionantes, os fotógrafos da revista sempre estavam dispostos a esperar pela melhor foto. De olhos bem abertos, com muita paciência, durante horas e horas servindo de presa para pernilongos, sob sol e calor, chuva e frio, enfim, enfrentam qualquer tipo de adversidade para conseguir a imagem exata de um pássaro voando ou de animais selvagens em movimento.
Como resultado, todos os tipos de fotografia da natureza encontram seu lugar em alguma divisão da National Geographic Society, seja nas páginas das revistas e dos livros, seja nos documentários de televisão elaborados pela Divisão Natural History Film, da NGS, que já conquistaram 24 prêmios Emmy e todos os troféus conferidos a filmes sobre a vida selvagem. Imagens das mudanças que sofre uma macieira, de insetos e flores selvagens bizarros, do drama do predador e da presa nas planícies africanas, da vida vibrante nos recifes de coral, dos mais exóticos peixes, do salto de uma baleia e da proximidade ameaçadora dos tubarões, entre muitas outras, a fotografia da natureza passou a desempenhar papel central na maneira como a NGS apresenta o mundo.
