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O que está lá embaixo: As expedições arqueológicas da NGS

O que está lá embaixo

Cidades perdidas, tesouros afundados, múmias do passado: desde o nascimento da civilização, os seres humanos têm deixado fragmentos de sua existência para que gerações posteriores os descubram e os interpretem. Nem todas as descobertas são tão emocionantes quanto uma cidade perdida ou uma múmia; porém, um quarto de todos os patrocínios concedidos pelo Comitê para Pesquisa e Exploração (CRE, na sigla em inglês) da NGS vai como apoio à arqueologia – o estudo de civilizações do passado.

A primeira expedição arqueológica patrocinada pela NGS causou comoção. Em 1913, Hiram Bingham relatou na revista a existência de Machu Picchu, uma cidadela inca isolada no alto dos Andes peruanos. Neil Judd, na década de 1920, explorou o misterioso Pueblo Bonito, no Novo México, hoje monumento nacional americano. E nas florestas do México, na década de 1930, Matthew Stirling encontrou vestígios dos olmecas, civilização pré-colombiana cujas cabeças de pedra colossais e os colares de jade até hoje são um intrigante mistério. Recentemente, arqueólogos com apoio da NGS encontraram túmulos reais mochicos no Peru, a múmia congelada da “Donzela de Gelo Inca” e uma escadaria coberta de hieróglifos em Honduras. Mais ao norte, em L’Anse aux Meadows, na Terra Nova (Canadá), Helge Ingstad encontrou provas de que nórdicos tinham visitado o Novo Mundo cinco séculos antes de Colombo.

No Egito, Maynard Owen Williams registrou a inacreditável abertura do túmulo de Tutankhamon, em 1922. Desde então, a NGS deu apoio à “escavação” por videocâmera de uma embarcação faraônica próxima à Grande Pirâmide de Gizé, no fim da década de 1980, e também a descoberta das múmias de ouro, por Zahi Hawass, transmitida pela TV. Esses fragmentos do passado fazem parte da história humana, que continua prometendo grandes tesouros a quem procura desvendá-la.