O que está lá embaixo: As expedições arqueológicas da NGS
-
A medalha Grosvenor, conferida a contribuições geográficas de destaque
National Geographic Society
A medalha Grosvenor - batizada em homenagem a Gilbert H. Grosvenor - é conferida a contribuições geográficas de destaque. É uma entre as diversas medalhas que a NGS distribui para incentivar a ampliação dos limites da exploração e da descoberta
-
Fotografias inovadoras marcaram as edições da década de 1950
Howell Walker
Uma bela moça observa a paisagem pitoresca da Bélgica nesta foto de 1958. A colocação de pessoas com roupas coloridas na cena propiciava lindas imagens que maximizavam as capacidades da fotografia em Kodachrome na década de 1950, e que, de brincadeira, passou a ser conhecida como a escola de fotografia da "camisa vermelha".
-
Colar de contas encontrado no Cânion Chaco, no novo México
Charles Martin
Um colar extraordinário de contas de turquesa encontrado em expedição no cânion Chaco, no novo México
-
O fotógrafo Luis Marden no México
National Geographic Society
Luis Marden, o acadêmico, linguísta, botanista, navegador, mergulhador e piloto autodidata, além de pioneiro no uso da fotografia 35mm colorida em National Geographic
-
Fletcher Christian negocia a recuperação da âncora do navio Bounty na ilha Pitcairn
Luis Marden
Fletcher Christian, trineto de um famoso amotinado, negocia a recuperação da âncora do navio Bounty na ilha Pitcairn
-
Melville Grosvenor apresenta guia na Casa Branca
Thomas Nebbia
Melville Grosvenor apresenta um guia às reformas realizadas pela primeria-dama dos Estados Unidos, Jaqueline Kennedy na Casa Branca.
-
Jarro maia recuperado em expedição no México
Luis Marden
Um mergulhador recupera um jarro maia de mil anos de um cenote em Dzibilchatún, no México, local escavado por E. Wyllys Andrews, da Universidade de Tulane
-
Operário entrega cerâmica descoberta no Colorado
Albert Moldvay
Com cuidado, um operário entrega um recipiente de cerâmica ao homem que o recebeu na superfície em Mesa Verde, um antigo sítio arqueológico no Colorado. Os arqueólogos usaram grande variedade de técnicas científicas, incluindo datação por anéis de árvores e estudo de insetos antigos, para compor um quadro da vida no local no século 14
-
Capacete de batalha trácio, escavado na Bulgária, remonta ao século 6 a. C
James L. Stanfield
Este capacete de batalha trácio, escavado na Bulgária, remonta ao século 6 a. C.
-
Cabeça de pedra de estátua olmeca
Richard H. Stewart
O arqueólogo Matthew Stirling tira os detritos de uma cabeça de pedra colossal de 2,3 mil anos de idade e sonda os mistérios dos olmecas, a primeira civilização conhecida no México. Sua expedição teve de vencer a selva densa e o calor intenso para chegar às ruínas antigas
O que está lá embaixo
Cidades perdidas, tesouros afundados, múmias do passado: desde o nascimento da civilização, os seres humanos têm deixado fragmentos de sua existência para que gerações posteriores os descubram e os interpretem. Nem todas as descobertas são tão emocionantes quanto uma cidade perdida ou uma múmia; porém, um quarto de todos os patrocínios concedidos pelo Comitê para Pesquisa e Exploração (CRE, na sigla em inglês) da NGS vai como apoio à arqueologia – o estudo de civilizações do passado.
A primeira expedição arqueológica patrocinada pela NGS causou comoção. Em 1913, Hiram Bingham relatou na revista a existência de Machu Picchu, uma cidadela inca isolada no alto dos Andes peruanos. Neil Judd, na década de 1920, explorou o misterioso Pueblo Bonito, no Novo México, hoje monumento nacional americano. E nas florestas do México, na década de 1930, Matthew Stirling encontrou vestígios dos olmecas, civilização pré-colombiana cujas cabeças de pedra colossais e os colares de jade até hoje são um intrigante mistério. Recentemente, arqueólogos com apoio da NGS encontraram túmulos reais mochicos no Peru, a múmia congelada da “Donzela de Gelo Inca” e uma escadaria coberta de hieróglifos em Honduras. Mais ao norte, em L’Anse aux Meadows, na Terra Nova (Canadá), Helge Ingstad encontrou provas de que nórdicos tinham visitado o Novo Mundo cinco séculos antes de Colombo.
No Egito, Maynard Owen Williams registrou a inacreditável abertura do túmulo de Tutankhamon, em 1922. Desde então, a NGS deu apoio à “escavação” por videocâmera de uma embarcação faraônica próxima à Grande Pirâmide de Gizé, no fim da década de 1980, e também a descoberta das múmias de ouro, por Zahi Hawass, transmitida pela TV. Esses fragmentos do passado fazem parte da história humana, que continua prometendo grandes tesouros a quem procura desvendá-la.
