Pantanal: passeios para contemplar a natureza
Saiba quais são as atividades que você pode escolher em uma viagem pela maior planície alagável do planeta
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Safári fotográfico no Refúgio Ecológico de Caiman, Pantanal do Mato Grosso do Sul, Miranda (MS)
Zapa
O safari fotográfico é o melhor passeio para observação da animais no Pantanal (especialmente entre julho e setembro, durante a estação da seca). Dentro do veículo você consegue percorrer grandes distâncias, além de chegar mais próximo de jacarés, capivaras, veados, lobinhos, araras, tucanos, tuiuiús e muitos outros bichos que farão o dia passar bem depressa. Com sorte, sucuris, tamanduás e até uma onça-pintada podem aparecer
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Caminhada durante a floração das piúvas no Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Fábio Paschoal
Caminhadas proporcionam um contato mais íntimo com o ambiente do Pantanal. Permitem a observação de pequenos animais e da vegetação em florestas e campos abertos. Durante a temporada de seca ocorre a floração das piúvas (foto), que torna o passeio mais colorido
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Passeio a cavalo organizado pela Pousada Araras Eco Lodge, no Pantanal Norte em Poconé, Mato Grosso
Divulgação
O passeio a cavalo é a maneira mais tradicional para se conhecer o Pantanal. Com o cavalo é possível chegar em lugares impossíveis de serem alcançados de carro ou a pé. Também é possível observar a convivência harmoniosa entre o gado e a vida selvagem nos campos naturais da planície pantaneira.
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Focagem Noturna, Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Samuel Melim/ Refúgio Ecológico Caiman
A focagem é a melhor oportunidade para observar os animais de hábitos noturnos no Pantanal. Cada parada do caminhão é uma surpresa! Pode ser um lobinho, uma coruja, um tamanduá ou, quem sabe, até uma onça-pintada
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Passeio de canoa canadense no Refúgio Ecológico de Caiman, Pantanal Sul (MS)
Cassiano Zaparoli
Após um dia cansativo, não há nada melhor do que um passeio de canoa para ver o pôr do sol pantaneiro. Na estação da cheia no Pantanal, o evento se torna ainda mais bonito graças ao espelho formado pela água, que inunda a planície
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Passeio de barco na Pousada Araraúna, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Rico
O passeio de barco no Pantanal permite percorrer grandes distâncias em busca de jacarés, capivaras e aves aquáticas
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Projeto Arara Azul, no refúgio Ecológico Caiman, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Fábio Paschoal
Durante sua viagem à maior planície alagável do planeta é possível acompanhar a rotina de pesquisadores que trabalham para a conservação de espécies ameaçadas. O Projeto Arara Azul trabalha no Pantanal desde 1990 e ajudou a aumentar a população da espécie de 1 500 para mais de 5 000. O projeto organiza passeios nas pousadas Araraúna, Xaraés e Refúgio Ecológico Caiman
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Passeio de bicicleta no Refúgio Ecológico Caiman
Samuel Melim/Refúgio Ecológico Caiman
O Pantanal é muito plano e a bicicleta é um veículo excelente para explorar trilhas em meio aos animais selvagens. O silêncio é a grande vantagem desse tipo de passeio
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Workshop de Astronomia no Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Samuel Melim/ Refúgio Ecológico Caiman
Na ausência de luzes artificiais as estrelas ficam extremamente brilhantes no céu do Pantanal. O Refúgio Ecológico Caiman oferece um passeio diferenciado: o workshop de astronomia, em que é possível observar constelações e mergulhar em histórias da mitologia grega que vão desde o nascimento de Zeus até a formação da Via Láctea. Pelo telescópio é possível ver os anéis de Saturno. Após o workshop os turistas seguem por uma trilha, iluminada por tochas, até a floresta de cordilheira mais próxima, onde acontece um jantar à luz de velas.
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Dia de peão no Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Fábio Paschoal
Os peões são simples e muito contidos, mas todos têm uma sabedoria espantosa construída pelo dia a dia da vida pantaneira. Não é preciso muito tempo para conhecê-los, basta uma roda de tereré, o chá mate que se bebe gelado na guampa (espécie de copo feito com o chifre do boi), e você estará por dentro de tudo o que acontece na região. Algumas pousadas oferecem o dia de peão, um passeio para acompanhar a rotina na vida desses ícones do Pantanal, com manejo do gado, roda tereré e almoço com arroz carreteiro (prato comum nas comitivas de gado, feito com arroz e carne seca)
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Os tuiuiús são o símbolo do Pantanal, mas há mais de 650 espécies catalogadas, o que torna a região um dos melhores pontos do planeta para a observação de aves. Alguns hotéis tem estrutura para grupos de birdwatchers, como o Refúgio Ecológico Caiman e a Araras Eco Lodge
Rico
Os tuiuiús (foto) são o símbolo do Pantanal, mas há mais de 650 espécies catalogadas, o que torna a região um dos melhores pontos do planeta para a observação de aves. Alguns hotéis têm estrutura para grupos de birdwatchers, como o Refúgio Ecológico Caiman e o Araras Eco Lodge
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Pescaria de Piranha, Fazenda San Francisco, Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul
Fazenda San Francisco
Alguns hotéis para ecoturismo no Pantanal, como a Fazenda San Francisco (foto), oferecem pescaria de piranha na programação regular. Mas, se você preferir uma pescaria de verdade, existem hotéis especializados em pesca (como o Porto Jofre Pantanal ou a Cabana do Pescador) e até barcos-hotéis que navegam por uma semana busncando os melhores pontos para se fisgar um peixe. Lembre-se que a pesca é proibida durante o período da piracema (entre novembro e fevereiro), quando os peixes sobem os rios para desovar
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Transpantaneira, Pantanal Norte, Mato Grosso
SedturMT
A Rodovia Transpantaneira é uma opção para quem quer fazer safári por conta própria no Pantanal Norte. O ideal é percorrer o caminho entre 6h e 9h ou após às 16 horas, quando os animais estão mais ativos. Nos 100 primeiros quilômetros (partindo de Poconé) concentram-se as pousadas (a grande maioria abre o restaurante para quem não está hospedado). A partir dali o caminho se torna mais selvagem e inóspito. São 45 quilômetros onde a observação de fauna se torna mais frequente. É essencial sair com o tanque cheio de Poconé e com estepes de reserva, pois não há postos de abastecimento na estrada. Faça a viagem durante a seca (entre abril e setembro). Nos meses de cheia (outubro a março) até veículos 4x4 podem ter problemas
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Observadores de aves na torre de observação (50 m) do Cristalino Jungle Lodge, Alta Floresta, Mato Grosso
Samuel Melim
Quem visita o Pantanal Norte pode combinar a viagem com a Amazônia. O Hotel de Selva Cristalino, em Alta Floresta (Mato Grosso) possui uma torre de 50 metros (foto) de onde é possível observar araras, tucanos, macacos e muitos outros animais que seriam dificilmente avistados do chão da floresta
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Rio Prata em Bonito, Mato Grosso do Sul
Marcelo Krause
A viagem ao Pantanal Sul pode ser combinada com Bonito (Mato Grosso do Sul) onde a transparência da água é impressionante. No Rio da Prata (foto), piraputangas, pintados, dourados e pacus parecem flutuar a sua volta durante o passeio
Safáris para observação de animais selvagens, cavalgadas por planícies exuberantes, passeios de canoa para acompanhar o pôr do sol, caminhadas em florestas em busca de um contato mais próximo com a natureza. Para realizar essa experiência não é preciso ir à África, basta visitar o Pantanal.
A maior planície inundável do planeta é uma terra de extremos, com duas estações bem definidas. Para explorá-la é necessário escolher a época que melhor se adéqua aos seus desejos, para não se sentir frustrado com a viagem.
A estação da seca (abril a setembro) é a melhor época para a observação de animais. As chuvas cessam, a água que inundava a planície passa a ser cada vez mais escassa e se concentra em pequenas poças onde os mamíferos se amontoam para matar a sede. As aves começam a estação de acasalamento e se encontram com uma plumagem exuberante para tentar conquistar um companheiro. As árvores perdem as folhas para economizar água e o que antes era uma paisagem verde e exuberante se torna marrom e árida. É quando um dos eventos maismarcantes do ano se inicia: a floração das piúvas (ipês). O Pantanal então muda de cor e se torna rosa (geralmente no final de julho ou começo de agosto) por uma semana. Depois é a vez do para-tudo (árvore semelhante ao ipê) colorir a planície de amarelo por sete dias. Em meados de setembro o capim fica esturricado e um raio pode começar um incêndio a qualquer momento.
Quando a paisagem está extremamente seca, começa a estação da cheia (outubro a março) trazendo a água que renova a vida. As plantas, revigoradas, voltam a produzir folhas e tudo fica verde novamente. As aves, que se acasalaram durante a seca, se aproveitam da época de fartura para alimentar seus filhotes. As terras mais baixas são ocupadas completamente por um espelho d’água, responsável pelo pôr do sol mais bonito do ano (excelente para fotografias de paisagem). Os mamíferos vão para lugares mais elevados, deixando os campos alagados para cegonhas, patos, jacarés e peixes que procuram por alimento entre as plantas aquáticas multicoloridas que começam a se desenvolver.
As pousadas da região oferecem pacotes de 3 a 5 dias que, geralmente, incluem guia naturalista, passeios, refeições e, em alguns casos, o transfer entre o aeroporto e a pousada. Se escolher viajar na seca lembre-se que a alta temporada é entre julho e setembro. Durante esse período muitas pessoas vão ao Pantanal e os preços podem ser mais elevados. Leve na bagem roupas de frio, pois no inverno as temperaturas caem muito durante a noite.
Se estiver com tempo de sobra vale a pena fazer roteiros combinados: Pantanal Norte (Mato Grosso), Amazônia e Chapada dos Guimarães ou Pantanal Sul (Mato Grosso do Sul) e Bonito. Confira acima uma seleção de passeios para contemplar a natureza exuberante do Pantanal.