Paulo Adario é eleito Herói da Floresta pela ONU
Ativista do Greenpeace foi responsável por ações que impedem a devastação florestal na Amazônia
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Operação no Pará
Greenpeace / Daniel Beltrá
<p> Em outubro de 2001, em operação conjunta com o Ibama, o Greenpeace descobriu toras de Mogno retiradas ilegalmente, junto ao rio Carajari, no Pará. Uma equipe do órgão ambiental ocupou a área para prender os madeireiros</p>
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Paulo Adario em área de desmatamento
Greenpeace / Flavio Cannalonga
<p> Para pressionar governos e empresas a agirem, Paulo Adario nunca abriu mão de estar na fonte do problema. Ao longo das duas últimas décadas, ele adentrou desmatamentos, áreas queimadas e com conflitos fundiários para expor ao mundo a destruição da Amazônia</p>
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Paulo Adario fala com indígenas
Greenpeace / Isabelle Rouvillois
<p> No Amazonas, os índios Deni eram pressionados por madeireiras. Paulo montou um time de antropólogos e engenheiros, botou GPS e bússola nas mãos dos indígenas e ensinou como demarcar sua própria terra. Em 2004, três anos depois, a área foi reconhecida pelo governo</p>
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Paulo Adario na mesa de negociação
Greenpeace / Rodrigo Baleia
<p> Da floresta para a mesa de negociação: depois que o Greenpeace expôs o papel da soja na devastação da Amazônia, a indústria assinou acordo inédito, se comprometendo a não comprar mais o grão de áreas recém-desmatadas. Até hoje, o compromisso continua de pé. </p>
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Paulo Adario
Greenpeace / Daniel Beltrá
<p> Até que o mogno entrasse na lista da Cites – órgão das Nações Unidas sobre comércio e proteção de espécies ameaçada – em 2002, Paulo Adario liderou inúmeras expedições de campo para fazer um raio-x dessa exploração, que deixou enormes rastros de destruição na floresta</p>
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Paulo Adario em navio do Greenpeace
Greenpeace / Daniel Beltrá
<p> Em 2003, em Porto de Moz (PA), um navio do Greenpeace fechou uma margem à outra do rio, bloqueando balsas com madeira ilegal. Paulo Adario não se esquivou de dialogar com os madeireiros. Com denúncias e apoio comunitário, foi criada a Reserva Extrativista Verde para Sempre</p>
O brasileiro Paulo Adario, diretor da Campanha da Amazônia do Greenpeace no Brasil, recebeu hoje da ONU – Organização das Nações Unidas o Prêmio Heróis da Floresta, concedido a pessoas de todo o mundo que ajudaram a proteger florestas e suas comunidades.
A cerimônia de entrega foi realizada hoje, em Nova York, e marcou o encerramento do Ano Internacional das Florestas, comemorado em 2011, como designado pela ONU.
Adario coordena uma equipe de pesquisa sobre a indústria madeireira na Floresta Amazônica, que trabalha contra a devastação florestal que o setor causa na região. Ele foi o eleito do Prêmio Heróis da Floresta na América Latina. Os ambientalistas representantes de outras regiões foram:
- Paul Nzegha Mzeka, do Camarões (África)
- Shigeatsu Hatakeyama, do Japão (Ásia)
- Anatoly Lebedev, da Rússia (Europa)
- Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva dos Estados Unidos (América do Norte)
Além de Paulo Adario, outros dois brasileiros foram homenageados na cerimônia da ONU: José Cláudio da Silva e Maria do Espírito Santo, casal de líderes extrativistas que foi assassinado no ano passado, no Pará, depois de receber ameaças de morte por conta do trabalho de proteção da floresta que desempenhava na região.

