VIAGEM COM CRIANÇAS 06/09/2012

Veja dicas para passear em Lima, capital do Peru, com crianças

Parques, praças, museus e sítios arqueológicos para um programa diferente com as crianças na capital do Peru

por Fábio Vendrame

Em Lima, faça como os limenhos: leve seus filhos para passear em parques, praças, museus e, por que não, sítios arqueológicos. A capital peruana tem bairros seguros cujos espaços públicos são ocupados pelas famílias.

Comece por Miraflores, o lugar para estar e curtir o dia com os pequenos. Ali, o trecho do Malecón (calçadão à beira-mar) limenho é frequentado por pessoas de todas as faixas etárias. Há ciclofaixas e amplos espaços para andar de skate e de patins.

O trajeto mais recomendável vai da Plaza del Amor, onde corais se reúnem para cantar ao entardecer, até o Larcomar, moderno shopping center instalado nas falésias do Pacífico com alas de gastronomia e de jogos eletrônicos (fliperamas e afins), além de cinemas, livrarias e lojas de grife.

Os mais ousados, ou corajosos, podem ainda sobrevoar a cidade de parapente. Voos duplos partem todos os dias do alto das falésias, desde que os ventos soprem a favor. Nessas condições, o céu limenho, tradicionalmente “cor de pança de burro”, como dizem os peruanos, fica todo colorido pelas velas.

Lembre-se também de que a comida peruana tem sido celebrada mundo afora. Por isso, vale a pena incluir no programa uma visita à Casa da Gastronomia, museu interativo sobre o tema que ocupa parte do antigo edifício dos Correios, erguido em 1860 no centro histórico de Lima.

As crianças que gostam de milho ou de batata, por exemplo, certamente ficarão surpresas ao descobrir que no Peru há dezenas de variedades desses alimentos. Experimentar as muitas receitas elaboradas com eles pode ser mais divertido ainda.

Infalível é provar a chicha morada, suco feito com milho roxo, de cor púrpura intensa e naturalmente adocicado. A opção – também autêntica, mas, neste caso, artificial – é o Inca Kola, um refrigerante de cor amarela com gosto de goma de mascar que faz o maior sucesso entre as crianças peruanas.

Parquede la Reserva, Lima, Peru

PromPerú/Divulgação

Circuito das Águas, no Parque de la Reserva: passeio noturno das famílias / Foto: PromPerú / Divulgação

À noite, o programa favorito das famílias é o Circuito das Águas no Parque de la Reserva. Um conjunto de 13 fontes iluminadas encanta a adultos e crianças com suas evoluções. Em determinado momento formam-se arcos de luz e água, e os visitantes passeiam por entre eles sem se molhar. Há jatos que alcançam 80 metros de altura. Diversão garantida. E de graça.

País arqueológico que é, o Peru tem um rico legado histórico e cultural. Uma das grandes motivações da viagem é justamente descobrir que o Império Inca resulta de uma iquietante – e surpreendente – fusão de tradições, costumes e visões de mundo dos povos que o precederam.

Machu Picchu representa o auge dos conhecimentos incaicos sobre arquitetura integrada à natureza. Hoje Patrimônio da Humanidade, a cidade de pedra surgiu sob o governo de Pachacútec, o "renovador do mundo" em quéchua, responsável por consolidar e expandir as fronteiras de dominação inca.

Huaca Pucllana, Lima, Peru

PromPerú/Divulgação

O sítio arqueológico Huaca Pucllana, no bairro de Miraflores, conta com um restaurante / Foto: PromPerú

Muito antes de sua edificação, porém, outras culturas já povoavam o território peruano. Em Lima ficam alguns dos núcleos urbanos mais antigos do continente. Exemplo disso é a Huaca Pucllana, sítio arqueológico no coração do bairro de Miraflores com museu e restaurante. Há outros lugares de interesse abertos à visitação na capital.

Bastante didático, ideal para crianças, o sítio arqueológico Pachacamac fica a cerca de 40 quilômetros de Lima. Por ser constante a presença infantil ali – é o favorito das excursões organizadas pelas escolas limenhas –, a administração do local mantém um pequeno museu e lojinha de souvenirs no centro de visitantes.

Itens lúdicos são vendidos, tais como quebra-cabeças e jogos com temática histórica, cultural e arqueológica. Uma maneira original de entreter as crianças e apresentar-lhes um capítulo da História praticamente ignorado nas escolas brasileiras.

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