Roteiro Bonito e Pantanal

Esportes de aventura, pesca e a natureza em estado bruto marcam a viagem por uma das regiões mais cênicas do território brasileiro

Fonte: viajeaqui

Uma estrada para chamar de sua. Assim podemos classificar os 300 km da BR-060 e da MS-382 que separam Campo Grande e Bonito. Com traçado reto e cruzando raramente com outro carro pelo caminho, nem parece que a distância é essa. Resultado? Você chega descansado para aventurar-se pela região.

Dias depois de desbravar abismos, cachoeiras e rios, é hora de botar o pé na estrada rumo ao Pantanal. Se chegar a Bonito foi fácil, sair é extenuante. A MS-178 que vai para Bodoquena está em processo de pavimentação. Depois, a situação melhora até chegar a Miranda. Escolha um bom hotel-fazenda e logo termos como focagem de jacaré e safári fotográfico se tornarão corriqueiros.

Saindo de Miranda pela plana BR-262, Corumbá é a próxima parada. Na fronteira com a Bolívia, a maior cidade pantaneira tem atrações além dos hotéis-fazenda. O Museu Estação Natureza Pantanal apresenta sons da fauna e flora da região. Às margens do piscoso Rio Paraguai, o casario do porto tem construções tombadas como patrimônio histórico.

Quem tem espírito aventureiro pode voltar para Miranda pela Estrada-Parque Pantanal. Com 120 km de extensão em um traçado que mescla trechos cascalhados e arenosos, atravessa-se 71 pontes de madeira. Atenção: informe-se antes de ir, porque as chuvas em 2011 destruíram três pontes e a estrada, em condições normais, só é trafegável entre abril e setembro. De volta à BR-262, siga até Aquidauana, encerrando a jornada pelo sul do Pantanal.

Considere um pernoite em Campo Grande e outro em Cuiabá, antes de rumar para o Pantanal Norte. São quase 700 km entre as duas capitais, em uma rodovia recheada de carretas e boiadas atrapalhando o tráfego.

Acorde cedinho na manhã seguinte e encare 1h30 de viagem até Poconé, o grande destino da parte setentrional pantaneira. O sistema é o mesmo das outras cidades: hospedar-se em fazendas às margens de rios para observar animais. Mais acessível que a Estrada-Parque, a Transpantaneira tem 145 km. Avistar tuiuiús e disputar “pegas” com seriemas deixam a viagem mais emocionante.

O roteiro começou em um destino fora do Pantanal e o final não é diferente. Cruze Cuiabá e pegue a MT-251 em direção à Chapada dos Guimarães. No horizonte, avista-se a cadeia de montanhas. A cidadezinha fica no alto, 13 km depois da portaria do Parque Nacional homônimo, onde a Cachoeira Véu de Noiva é o cartão-postal.

Programe-se:

Quando ir: Em Bonito e no Pantanal, o período de seca vai de maio a novembro. Na região pantaneira, as estradas de terra ficam transitáveis apenas nesse período. Para pescar: julho e outubro são ideais.

Restaurantes imperdíveis:

  • Ceará, Corumbá
  • Fogo Caipira, Campo Grande
  • Mahalo, Cuiabá

Atrações imperdíveis:

  • Flutuação no Rio da Prata, Jardim/Bonito
  • Flutuação no Rio Sucuri, Bonito
  • Transpantaneira, Poconé
  • Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Chapada dos Guimarães

Raio X das estradas: Principal ligação para as cidades pantaneiras do Mato Grosso do Sul, a BR-262 tem boa parte do traçado reto. Atenção aos animais na pista.