Roteiro Estâncias de São Paulo e Minas Gerais

Relaxar em piscinas termais ou fazer esportes de aventura? Os dois têm vez neste roteiro entre os territórios paulista e mineiro

Fonte: viajeaqui

Balneários de águas medicinais fazem a fama das cidades hidrominerais paulistas e mineiras. Mas há muitas atrações naturais no entorno das localidades do roteiro. A jornada parte de Jundiaí, onde começa a Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), também conhecida como Rodovia das Águas. Muita paciência nos primeiros 20 km, bem-movimentados, até Itatiba. Ali, o Zooparque é um programa para toda a família.

O trânsito cai sensivelmente após Itatiba. Aparece o visual das montanhas e um curioso túnel natural de bambus. Aproveite a proibição de circular a mais de 50 km/h no perímetro urbano de Morungaba para ir tranquilo até a Doces David e esbaldar-se com guloseimas. Adiante, surge Serra Negra, famosa pelo comércio de malhas nas lojas do Centro.

Com o mesmo jeitão de Serra Negra, Águas de Lindoia é alcançada após duas descidas e subidas de serra. Além de descansar nos hotéis da região, aproveite o bem-estruturado balneário.

Próxima das duas cidades, mas com perfil diferente, Socorro investe nas atividades radicais. Rafting, arvorismo, quadriciclo e rapel estão no cardápio o crème de la crème é a Tirolesa do Pânico, com 1 km de extensão, na divisa de São Paulo e Minas Gerais. Um deslocamento de 183 km leva a Poços de Caldas, a estância hidromineral que melhor soube se reinventar. As suntuosas termas de 1930 continuam lá, mas nos últimos anos a inauguração de bares e cafés charmosos “rejuvenesceram” seu público.

Prepare-se para a pernada mais longa do roteiro: São Lourenço está a 230 km de Poços de Caldas. Os primeiros 100 km até Pouso Alegre são cansativos, em uma estrada de pista simples. A situação melhora na duplicada Fernão Dias e fica ainda mais tranquila nos 95 km finais pela MG-456. Visite o divertido Parque das Águas e aproveite a boa rede hoteleira de São Lourenço para hospedar-se e, dali, conhecer Caxambu, Pouso Alto e Passa Quatro.

Após a overdose de estâncias hidrominerais, é hora das atrações naturais que vão fazer suar a camisa. Especialmente na árdua subida do Pico do Papagaio, em Aiuruoca. Sem chuva, observa-se o Pico das Agulhas Negras e a Serra Fina. Do outro lado da cidade, os corajosos se banham nas geladas cachoeiras do Vale do Matutu.

Conceição do Ibitipoca fecha o roteiro à altura – literalmente. As puxadas subidas aos picos da Lombada e do Pião são recompensadas pelo visual. Para chegar em Conceição do Ibitipoca, é preciso encarar 20 km em uma estradinha de terra.

Programe-se:

Quando ir: É perigoso visitar Conceição do Ibitipoca de novembro a março – chove e há muitos raios. As estâncias podem ser conhecidas o ano todo.

Restaurantes imperdíveis:

  • Sr. Bacalhau, Serra Negra
  • Cantina do Araújo, Poços de Caldas

Atrações imperdíveis:

  • Zooparque, Itatiba
  • Parque dos Sonhos, Socorro
  • Parque das Águas, São Lourenço
  • Parque Estadual do Ibitipoca, Conceição do Ibitipoca

Raio X das estradas: A SP-360 liga as principais estâncias paulistas. Poços de Caldas é alcançada pela Rod. Adhemar de Barros – entre Águas da Prata e a divisa SP/MG há trecho de pista simples. Falta acostamento na BR-267, de acesso a Aiuruoca.