Roteiro Serra Gaúcha

Cidadezinhas charmosas, vinícolas, restaurantes e belas paisagens: eis o cenário que acompanha a travessia pelo interior do Rio Grande do Sul

Fonte: viajeaqui

Conhecer Porto Alegre serve como boa introdução ao jeito gaúcho de ser e ponto inicial do roteiro rodoviário Serra Gaúcha. Ao caminhar pelas margens do Rio Guaíba ou pelo movimentado Centro, você entra em contato com tradições, sotaques e até palavras que só existem no Rio Grande do Sul. Uma vez adaptado ao estado, é hora de subir a serra.

A dica é pegar a rota mais bonita, pela BR-116. Os primeiros 55 km são duplicados, atravessando o Vale do Rio dos Sinos. A partir de Estância Velha, a pista passa a ser simples e inicia-se, de fato, a subida. A cada curva ou quilômetro vencido, simpáticas cidadezinhas vão sendo deixadas para trás. No alto da serra, Nova Petrópolis é uma ótima parada para o almoço. Colhendo os louros da colonização alemã, a cidade concentra as melhores casas de café colonial do país (a maioria funciona de quarta a domingo). Após devorar bolos, chás e afins, nada como fazer a digestão tentando achar a saída do Labirinto Verde, feito de arbustos, numa praça da cidade.

Seguindo viagem pela BR-116, há um trecho de descida de 11 km, seguido por uma subida de 19 km, que leva a Caxias do Sul. Contorne a Perimetral Oeste e entre na Rodovia RS-122, sentido Farroupilha, em direção a Bento Gonçalves.

Estabelecido em um hotel, intercale as visitas às vinícolas de Bento e da vizinha Garibaldi com o passeio de maria-fumaça. Para chegar ao outro lado da serra, haverá uma nova passagem por Caxias do Sul. Aproveite para, agora sim, conhecer o Centro e almoçar em uma das típicas casas de galeto.

O próximo destino serão as partes mais altas da serra. No povoado de Tainhas, siga pela RS-020, que passa por Cambará do Sul. Tenha cuidado quando for visitar os belíssimos cânions do Itaimbezinho e da Fortaleza: as estradas de acesso ficam bem ruins em dias de chuva. Somente 50 km separam Cambará de São José dos Ausentes, mas apenas 6 km são pavimentados. São José tem as maiores altitudes e as mais baixas temperaturas do Rio Grande do Sul. É hora de começar o caminho de volta.

Siga pela RS-020 até São Francisco de Paula. Em 40 minutos chega-se a Canela. Daí para Gramado é um pulo: meros 8 km em uma avenida duplicada, com o Vale do Quilombo à esquerda. Com dia claro, a vista que se tem do mirante é belíssima. Depois de estofar o estômago de fondues e divertir-se com as inusitadas atrações das duas cidades, é o momento de voltar para a capital. No meio do caminho para Porto Alegre, vale uma parada no tranquilo templo budista localizado em três Coroas.

 

Programe-se:

Quando ir: O frio intenso marca o inverno. Em dezembro e janeiro, o Natal Luz causa uma invasão em Gramado. Os parreirais de Bento Gonçalves e Garibaldi ficam cheios no início do ano.

Restaurantes imperdíveis:

  • Casa di Paolo, Bento Gonçalves,
  • Belle du Valais, Gramado
  • Colina Verde, Nova Petrópolis

Atrações imperdíveis:

  • Cânions do Itaimbezinho e da Fortaleza, Cambará do Sul
  • Vinícolas Casa Valduga, Salton e Miolo, Bento Gonçalves

Raio x das estradas: A BR-116 é duplicada até Estância Velha; a partir daí fica sinuosa. A RS-235/RS-020 vai de Nova Petrópolis a Cambará do Sul e está em boas condições. A RS-444 (Estrada do Vinho) corta as vinícolas de Bento Gonçalves.

Distâncias:

  • Bento Gonçalves: Caxias do Sul 39 km, Gramado 106 km, Porto Alegre 128 km, São José dos Ausentes 261 km
  • Caxias do Sul: Gramado 75 km, Porto Alegre 137 km, São José dos Ausentes 225 km
  • Gramado: Porto Alegre 135 km, São José dos Ausentes 167 km
  • Porto Alegre: São José dos Ausentes 313 km
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