Roteiro Vale do Café e Serra da Bocaina

Preparado para uma volta ao passado? Conheça a história do Ciclo do Café em antigas fazendas numa viagem embalada ao som da seresta

Fonte: viajeaqui

Fazendas produtoras de café nas proximidades do Rio Paraíba do Sul impulsionaram a economia brasileira no século 19. Algumas delas estão abertas para o turismo e são o foco desse roteiro pelo interior fluminense e por duas cidades paulistas situadas na Serra da Bocaina.

Saindo do Rio de Janeiro pela Via Dutra, é preciso atravessar toda a Baixada Fluminense até o trevo da RJ-127. Siga por mais 60 km em direção a Vassouras, atravessando um pesado trecho de serra entre Paracambi e Mendes. Nos arredores de Vassouras, várias fazendas recebem turistas. Na Santa Eufrásia, os proprietários contam a história do Ciclo do Café vestidos a caráter.

Na outra margem do Rio Paraíba do Sul, Valença é menos agitada. Bem-preservada, a Fazenda Vista Alegre tem um bistrô no antigo engenho. Próxima a Valença, Rio das Flores cativa pelas charmosas hospedagens em antigas fazendas cafeeiras.

Deixe o café de lado e conheça Conservatória, a cidade das serestas – tudo funciona apenas nos fins de semana. Nas noites de sábado, músicos entoam pelo Centro cânticos de antigos cantores. O acesso à cidade foi facilitado com o asfaltamento da estrada que sai de Valença.

Após o hiato musical, hora de visitar... fazendas de café! Em Barra do Piraí, a 30 km de Conservatória, quase todas as propriedades servem deliciosos lanches ou almoços coloniais.

Fim do Vale do Café, começo da Serra da Mantiqueira. Desça a RJ-145 e siga pela Via Dutra, evitando um pedágio na Rio-Bahia. Entre à direita no trevo de Penedo e encare a sinuosa subida de serra para Visconde de Mauá. O clima romântico presente em suas três vilas atrai principalmente casais. Retornando ao pé da serra, faça uma imersão na cultura finlandesa, saboreando a culinária típica e visitando a casa do Papai-Noel, em Penedo.

A 9 km dali, Itatiaia tem uma atração que vale por duas: o Parque Nacional de Itatiaia. Famílias se divertem nas cachoeiras. Na área superior do parque, aventureiros escalam os desafiadores picos. O acesso até lá é feito pela estrada mais alta do país – uma terrível ligação de 17 km entre a BR-354 e a portaria do Parque.

Continue pela Via Dutra e atravesse a divisa com São Paulo. Em Queluz, vire na Rodovia dos Tropeiros (SP-068), que atravessa as montanhas da Serra da Bocaina. Em São José do Barreiro, somente veículos 4X4 conseguem subir a pedregosa estrada para o Parque Nacional da Serra da Bocaina – uma agência faz passeios na região.

Almoce no restaurante da Dona Licéia, no sítio da proprietária, em Arapeí, no meio do caminho para Bananal, onde a pedida é hospedar-se em antigas fazendas cafeeiras utilizadas como locações de novelas.

Programe-se:

Quando ir: Entre maio e setembro chove menos na Serra da Mantiqueira. As fazendas abrem o ano inteiro. Quase tudo fecha em Conservatória entre segunda e quinta-feira.

Restaurantes imperdíveis:

  • Rosmarinus Officinalis, Visconde de Mauá
  • Gosto com Gosto, Visconde de Mauá
  • Dona Licéia, Bananal

Atrações imperdíveis:

  • Fazendas do Ciclo do Café, Vassouras, Valença, Rio das Flores e Barra do Piraí
  • Vale do Alcantilado, Visconde de Mauá
  • Parque Nacional do Itatiaia, Itatiaia

Raio X das estradas: A Via Dutra é a principal artéria do roteiro. Tem tráfego pesado no trecho em que corta a Baixada Fluminense e em Resende. A estrada que liga Penedo a Visconde de Mauá está em asfaltamento.