War! Conheça os territórios que já te pertenceram
Aral, Dudinka, Vladivostok e Omsk: finalmente descubra como elas são na vida real
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Aral, Cazaquistão e Uzbequistão
kvitlauk/Creative Commons
Aral, Cazaquistão e Uzbequistão
A transposição de águas de um lugar para outro (mais árido) quase sempre promove desastres ambientais em proporções homéricas. Pouco a pouco o Mar Morto, entre Israel e Jordânia, ruma para um fim de fato com o desvio do curso do rio Jordão. Nada se compara, porém, ao que vem sendo feito no Mar de Aral. O antes imenso lago na Ásia Central hoje é praticamente um deserto. Onde antes havia comunidades pesqueiras, hoje vemos cemitérios de barcos. Da fauna aquática de onde famílias tiravam seu sustento, resta sal e areia. Este é um território que muitos poucos desejam
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Mar de Aral Casaquistão Usbequistão NASA GSFC Jeff Schmaltz
NASA GSFC Jeff Schmaltz
Imagem de satélite do Mar de Aral. Todas as manchas em branco – hoje um imenso deserto – já foram parte do quarto maior lago do mundo. Nos anos 1960, o governo soviético construiu uma série de canais que desviaram o curso de dois dos rios que alimentavam o Aral para projetos de irrigação. O resultado foi o progressivo recuo das margens, o aumento da salinidade das águas, a destruição da indústria pesqueira e profundas mudanças climáticas na região. Hoje os governos locais lutam para reverter o desastroso quadro ambiental, que fez o lago perder 90% de sua superfície
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Lêmure do Madagascar
Frontierofficial Creative Commons
Madagascar
Madagascar era um ótimo território para defender a África. Hoje mais conhecida como o título da celebrada animação, é um país de ricas (e muito ameaçadas) fauna e flora. Lêmures, tartarugas e camaleões estão entre as espécies endêmicas mais conhecidas
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Baobás em Madagascar
copepodo Creative Commons
A natureza de Madagascar é a confluência de animais e plantas de origens tanto asiáticas como africanas. Algumas espécies são endêmicas, como estes exemplares de baobá
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Dudinka, Rússia
Oleg Nikishin Stringer
Dudinka, Rússia
Uma série de caixotões de concreto, edifícios comerciais e residenciais sem o menor charme, marcam a cidade de Dudinka. Localizada ao norte da Sibéria, o acesso a este pequeno porto junto ao estuário do rio Yenisey é extremamente controlado e turistas são raros por aqui. Também, com temperaturas que chegam a 30 graus negativos no inverno, tem que ser muito fã de War para fazer turismo por estas bandas
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Dudinka, Rússia
Oleg Nikishin/Stringer
Dudinka, no norte da Sibéria, é um misterioso porto da Rússia. Importante como entreposto comercial, é estratégico para marcar a posição do país no Ártico
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Labrador, Canadá
dugsor-Home for Good Creative Commons
Labrador, Canadá
A imensa península que se projeta ao norte, em direção ao Ártico, cobre duas províncias do Canadá – a francófona Quebec e Terra Nova e Labrador. Nestas terras repletas de charcos e morretes, entre a Baía de Hudson, o mar e o rio São Lourenço, nasceram duas raças de cães adaptadas a estas condições e muito populares em todo o mundo: o Labrador e o peludo Terra Nova
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St Pierre et Miquelon, Labrador, Canadá
Gord McKenna Creative Commons
Se você acha que Montreal e Quebec são um pedacinho da França no Canadá, então nunca ouviu falar de St. Pierre et Miquelon. Isto porque estas pequenas ilhas no extremo leste do Labrador são, de fato, território francês. Bistrôs e legítimos gendarmes dão o toque charmoso a este território de pescadores
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Vladivostok, Rússia
SK LO Creative Commons
Vladivostok, Rússia
Lá no fim do mundo, depois que os aventureiros da ferrovia transiberiana venceram a taiga, a Sibéria, o deserto da Mongólia, as belas margens do lago Baikal e oito fusos horários, fica a cidade portuária de Vladivostok. Na confluência dos mundos eslavo, mongol, chinês e japonês, pescadores com a tez curada pelo mar e jovens marinheiros observam os turistas que aqui chegaram. Daqui, só pegando o ferry para Niigata, no Japão, o trem para Pequim ou o avião para Kamchatka. Ou, fazer o caminho de volta...
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Vladivostok, Rússia
supercanard Creative Commons
Estátua de Lênin em frente à estação ferroviária de Vladivostok. Sujo e em péssimo estado, ainda continua em pé, ao contrário de muitos de seus antigos pares espalhados pela União Soviética e países da Cortina de Ferro. Ainda atrai muita gente em dias de manifestação
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Vladivostok, Rússia
Martha de Jong-Lantink Creative Commons
Vladivostok é o ponto final (ou seria inicial?) da rota russa da Ferrovia Transiberiana (as outras duas vão para a China e Mongólia)
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Vladivostok, Rússia
Martha de Jong-Lantink Creative Commons
Além de porto comercial, Vladivostok possui importância geopolítica estratégica. Com vizinhos belicosos como China e Coreia do Norte, seus antigos aliados, de um lado, e Coreia do Sul e Japão (alinhados aos Estados Unidos), do outro, aqui ficam estacionadas diversas embarcações militares russas
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Chita, Russia
bildungsr0man Creative Commons
Tchita, Rússia
Outra cidade nos confins do antigo império russo, Tchita (Chita) fica à beira da Ferrovia Transiberiana. Seu isolamento no sul da Sibéria serviu tanto para o exílio de intelectuais e inimigos do regime como para o aprisionamento do último imperador da China, Pu Yi, que ali ficou cativo após sua captura ao fim da II Grande Guerra. As temperaturas mínimas durante o inverno batem frequentemente nos 40 graus negativos
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Chita, Russia
Kitty Terwolbeck Creative Commons
No verão Chita apresenta belos campos floridos e um alegre ar campestre, que impele as pessoas a fazer longas caminhadas
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Yellowknife, Canadá
ddkpp Creative Commons
Mackenzie, Canadá
Bem ao norte do Canadá, Mackenzie ocupava as divisões reais de Yukon, Territórios do Noroeste e Nunavut. Além de poços de petróleo, florestas boreais e reservas minerais, aqui fica a cidade de Yellowknife (foto). Este é um dos lugares mais frios e de clima mais imprevisível da América do Norte, mas ganhou fama por ser um dos melhores destinos do planeta para se apreciar o fenômeno da aurora boreal
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Nunavut, Canadá
courosa Creative Commons
Os povos nativos do Canadá, outrora “classificados” como índios e esquimós, hoje são reconhecidos como Primeiras Nações, Inuit e Métis. Nos últimos anos estes povos vêm ganhando maior relevo social, com o reconhecimento de sua cultura e idioma. Na foto, um inuksuk, marco de pedra em formato humano utilizado como referência pelos povos americanos do Ártico. Um destes, estilizado, foi adotado para a logomarca dos Jogos Olímpicos de Vancouver, em 2010
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Ilha de Baffin, Nunavut, Canada
WhyNotThisOne Creative Commons
Boa parte do território “Mackenzie” encontra-se dentro do Círculo Polar Ártico, como a porção norte da ilha de Baffin, na porção setentrional do Canadá
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Breidablik And Thor, Ilha de Baffin, Canadá
WhyNotThisOne Creative Commons
Montes Breidblik e Thor, na ilha de Baffin, no norte do Canadá. A ilha não aparece no tabuleiro de War, mas ficaria mais ou menos no "território" de Mackenzie
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Omsk, Rússia
Routard05 Creative Commons
Omsk, Rússia
Na Rússia imperial, os montes Urais eram uma barreira psicológica para demarcar uma terra do além. E, do lado de lá, nas franjas da Sibéria e ao norte do místico e imenso Cazaquistão, ficava a cidade de Omsk. No período soviético a cidade polarizou as atenções regionais do partidão com a vizinha Novosibirsk, mas hoje ela tenta se reinventar, com novos negócios e comércio. Ao que tudo indica, ainda não conseguiu
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Templo Ta Prohm, no complexo de Angkor, no Camboja - Mestres da Fotografia
Steve McCurry
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Dudinka, Vladivostok, Aral e Omsk. Se você tem mais de 30 anos, boa parte de seus conhecimentos geográficos foram adquiridos sobre o tabuleiro do jogo de mesa War. Era um clássico dos fins de semana chuvosos, mesmo quando os participantes decidiam fazer estratégias insanas como “conquistar o mundo”. Nestas circunstâncias, normalmente ganhava quem não jogava a toalha por pura exaustão.
Mas, você sabe onde fica Dudinka? E Mackenzie? Ou Labrador? Vamos então a uma curta jornada pelos territórios que um dia já te pertenceram. Ou, num rolar de dados, você acabou perdendo.