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Anticaos Urbano

Teste: bicicleta Brompton ajuda a desdobrar-se no trânsito

por Tarcísio Moraes Alves em 26 de janeiro de 2012

Quando dobrada, a magrela ocupa menos espaço ainda - Foto: divulgação

Realmente nossas cidades não são na planejadas para o transporte coletivo e alternativo, mas mesmo assim continuo em busca da melhor forma de locomoção nos grandes centros urbanos.

Como já usei praticamente todas as opções de transporte disponíveis em São Paulo e sou apaixonado por bicicletas desde pequeno e já andei em vários modelos, desta vez escolhi uma Brompton para tentar ajudar na solução dos problemas.

O início dessa experiência começou em uma festa na região da Avenida Paulista quando meu amigo Canna chegou ao apartamento com uma bike que parecia mais com uma mala de rodinhas.

Fiquei curioso, pois tenho uma bike dobrável, mas não tão prática e “inteligente” como essa. Quando dobrada, a Brompton fica muito compacta e não atrapalha praticamente em nada na hora de transportá-la, seja caminhando ou dentro de um carro supercompacto como o Smart.

Ele me apresentou a Brompton como o Rolls Royce dobrável de suas rodas, uma brincadeira por ela ser uma britânica, com status e porte que chama mais atenção que muitos carros na rua. E quando eu falo de atenção é ATENÇÃO mesmo. Seja na hora do show que faz para ser dobrada e desdobrada ou quando avaliada pelos olhares de alguns executivos, que ficaram impressionados pelo câmbio de marcha embutido no cubo, bagageiro e banco Brooks feito a mão.

Deixando para trás essa coisa de imagem vamos para o cotidiano. Embarquei no “busão” sem problemas. O peso dela é único ponto negativo. Passei a catraca numa boa e depois que desci no ponto todos ficaram olhando. Consegui poupar um bom tempo de caminhada até o destino final por contar com a velocidade das duas rodas, mas o melhor da história vou contar agora.

Aqui na Editora Abril temos um bicicletário, mas não é o lugar ideal para uma Brompton e sim ao lado da minha mesa no 7º andar. Como é proibido entrar com bike no edifício, fiz um teste para ver se o segurança iria me barrar. Mas como ela é compacta quando dobrada entrei pela porta principal, passei pelas catracas onde muitas pessoas se viravam para entender o que era aquilo que eu carregava e peguei o elevador. Lá também tive que ouvir uma das perguntas mais feitas pelos lugares que passei: “Isso ai é uma bicicleta?”

Respondi: “Sim senhorita. Essa é a melhor bicicleta dobrável disponível no mercado e estou fazendo alguns testes. Você gostou?”

Ela: “Sim, é muito legal, não sabia que existia uma tão pequena e fácil de transportar!”

Depois de conquistar o território no trabalho fui para estação Pinheiros onde temos o terminal de metrô e trem, para saber como seria recepcionado pelo segurança.

Cheguei pedalando e assim que me aproximei da entrada principal o segurança já se preparou para me alertar e dizer não poderia embarcar com bike, mas não precisei mais de 18 segundos para dobrá-la e entrar na estação deixando ele sem entender nada, pois acho que ele nunca tinha visto aquilo.

Quando eu andava em direção às escadas, as pessoas olhavam em minha direção e não sabiam o que eu estava puxando, foi quando concluí que esse tipo de bike ainda não é nada comum e muito pouco usada no mix de locomoção que podemos fazer para ser mais feliz e ganhar tempo pela capital.  Fiquei feliz em apresentar uma novidade para várias pessoas e sair da rua Sumidouro, na Zona Oeste, e chegar na rua do Rocio, na Zona Sul, em menos de 10 minutos.

 

Comentários (2)

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Comentário sujeito a moderação

 
  • Por: Joubert Rocha
  • -
  • 27 de janeiro de 2012 at 8:48

Maneira ! Onde compra aqui no Rio de Janeiro ? tem no Brasil ?

    • Por: Tarcísio Moraes Alves
    • -
    • 31 de janeiro de 2012 at 10:45

    Boa tarde.
    Joubert não conheço uma loja no Rio de Janeiro, mas aqui em São Paulo tem o importador oficial que vai poder te ajudar.
    Fale com o Canna um dos sócios da http://www.ciclourbano.com.br

    abs
    Tarcísio