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Brasil das Aves

Livro desvenda mundo dos tucanos e araçaris

por adminngbrasil em 16 de junho de 2015

Capa do livro Tucanos e Araçaris Neotropicais - Reprodução

Tucanos estão entre as aves mais emblemáticas do neotrópico (a vasta região que vai do sul do México à América do Sul), junto com os beija-flores. O bico enorme em relação ao corpo e (quase sempre) as cores berrantes tornam a família inconfundível. No Brasil, ocorrem 20 espécies de tucanos e araçaris, algumas delas muito comuns (como os tucanuçus), outras mais tímidas e florestais (como o araçari-poca). Na América Central também há algumas espécies belíssimas, como o tucano-de-bico-arco-íris. E todos esses seres bicudos agora poderão ser encontrados no livro Tucanos e Araçaris Neotropicais, parceria do ilustrador Fredy Pallinger e da bióloga e pesquisadora Mariana Aprile. Às ilustrações hiper-realistas somam-se as descrições de hábitat e comportamento, num trabalho primoroso. O livro ainda está em pré-venda, e pode ser encomendado pelo email pallingerguide@yahoo.com.br.

Tucano-de-bico-verde - Foto: Zé Edu Camargo

Tucano-de-bico-verde – Foto: Zé Edu Camargo

Aves alienígenas do Ibirapuera

por Zé Edu Camargo em 9 de junho de 2015
Cardeal-do-nordeste - Foto Marco Silva

Cardeal-do-nordeste – Foto Marco Silva

Depois do monumental A Capital da Solidão, o escritor Roberto Pompeu de Toledo lança agora outro título imperdível para quem vive em (viveu em, ou gosta de) São Paulo : A Capital da Vertigem. Como o próprio subtítulo diz, a obra trata da história da cidade de 1900 a 1954. Passa pelo início da industrialização, mostra a influência dos imigrantes, descreve eventos marcantes, como a Semana de Arte de 22 e a Revolução de 1924. E acaba no ano do IV Centenário, quando é inaugurado oficialmente o Parque do Ibirapuera (embora a área já fosse reconhecida há tempos como um parque).

Bom, mas você deve estar se perguntando: o que esse livro tem a ver com um blog de observação de aves? Simples: o livro é uma ótima fonte de informações sobre como se formou um dos melhores pontos para o birdwatching na cidade. Ele mesmo, o (nem tão velho e) bom Ibirapuera. No livro ficamos sabendo, por exemplo, que na área do parque já funcionava há um bom tempo antes da inauguração um viveiro de mudas capitaneado pelo “entomologista de formação, mas botânico por paixão” Manequinho Lopes. Ele é que plantou os primeiros eucaliptos por ali, para ajudar na drenagem da área alagadiça. Alguns destes eucaliptos (espécie de árvore australiana introduzida no Brasil) ainda devem estar por lá. E por eles circulam aves que também não “deveriam” estar ali.
Capa do livro A Capital da Vertigem - reprodução

Capa do livro A Capital da Vertigem – reprodução

O Ibirapuera, assim como a maior parte da cidade, é originalmente uma área de Mata Atlântica. No entanto, assim como a cidade recebeu inúmeros imigrantes (de outros países e de outras regiões do país) ao longo do tempo, também o parque abriga espécies alienígenas, que não ocorriam ali originalmente. Algumas delas hoje são atrações para os observadores, como o cardeal-do-nordeste, ou galo-de-campina (Paroaria dominicana). Diz a lenda que ele foi trazido de seu hábitat natural (a caatinga), por um prefeito, encantado por suas cores, iguais à da bandeira paulista. Certas espécies do Ibira vieram de continentes distantes, trazidas em navios, como o onipresente – e europeu por origem – pardal (Passer domesticus) e o africano bico-de-lacre (Estrilda astrild). E também há as que aqui chegaram na esteira do desmatamento, que ampliou sua área de ocorrência original, como a lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) e o corrupião (Icterus jamacaii). Por fim, algumas espécies provavelmente foram introduzidas sem querer, ao escapar do cativeiro. É o caso do papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), hoje bem fácil de ver nas palmeiras do parque.

Certas aves encontradas no Ibirapuera também são migrantes no sentido biológico da palavra: estão ali só de passagem em determinada época do ano. Ou porque estão se deslocando dentro da própria Mata Atlântica ou porque vão e vêm em viagens bem mais longas, às vezes até entre hemisférios. Sorte dos observadores, que de tempos em tempos podem encontrar verdadeiras joias raras circulando entre skatistas e bikers. Em 2015, por exemplo, o martinho (Chloroceryle aenea) foi avistado na área, assim como o azulinho (Cyanoloxia glaucocaerulea). Os lagos do parque também estão cheios de aves aquáticas, algumas delas exóticas, outras bem brasileiras (e não é impossível que apareçam algumas visitantes do extremo norte na primavera ou no outono). Portanto, se você é paulistano (de nascença ou de adoção, tanto faz), #ficadica: corre pro Ibira.

Lago do Ibirapuera - Foto Zé Edu

Lago do Ibirapuera – Foto Zé Edu

Mergulhão-caçador - Foto Zé Edu

Mergulhão-caçador – Foto Zé Edu

As aves do Paraná em livro – e que livro!

por Zé Edu Camargo em 27 de maio de 2015
Capa do livro  Aves do Paraná - Foto: Marcelo Krause

Capa do livro Aves do Paraná – Foto: Marcelo Krause

Quando se pensa na natureza do estado do Paraná a primeira imagem que vem à mente é de uma araucária. E depois, pelo fio da meada, o friozinho, a neblina… Mas as terras paranaenses têm muito mais a oferecer. Alguns dos trechos mais conservados da Mata Atlântica do país estão no estado, por exemplo, que também tem ótimos pontos com estrutura para os observadores de aves, como na região de Paranaguá e em Foz do Iguaçu. E essa diversidade está muito bem refletida no livro Aves do Paraná, dobradinha entre o fotógrafo de natureza Marcelo Krause e o pesquisador Fernando Straube. O livrão (no sentido físico e também no figurado) já pode ser encontrado no site da editora: www.underwater.com.br

Saíra-sete-cores - Foto: Marcelo Krause

Saíra-sete-cores – Foto: Marcelo Krause

Araçari-banana - Foto: Marcelo Krause

Araçari-banana – Foto: Marcelo Krause

Rendeira, também conhecido como barbudinho - Foto: Marcelo Krause

Rendeira, também conhecida como barbudinho – Foto: Marcelo Krause

Beija-flor-de-veste-preta - Foto: Marcelo Krause

Beija-flor-de-veste-preta – Foto: Marcelo Krause

Falcão-peregrino - Foto: Marcelo Krause

Falcão-peregrino – Foto: Marcelo Krause

Foto de ave marinha ameaçada vence o Concurso Avistar 2015

por Zé Edu Camargo em 18 de maio de 2015
Rabo-de-palha-de-bico-vermelho, vencedora do concurso - Foto: Luiz Kagyiama

Rabo-de-palha-de-bico-vermelho, vencedora do concurso – Foto: Luiz Kagyiama

O rabo-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus) é uma ave com populações declinantes nas ilhas oceânicas brasileiras. Seus ninhos são ameaçados por roedores e outros predadores. Um retrato da espécie em voo deu ao fotógrafo Luiz Kagiyama, de São Paulo, o primeiro prêmio no Concurso Fotográfico Avistar 2015.

O prêmio foi anunciado neste domingo (17) durante a décima edição do Avistar Brasil. O evento (que este ano, pela primeira vez, ocorreu no Instituto Butantan) foi um sucesso de público, com atividades para crianças, palestras, shows musicais e saídas de observação na mata do Butantan.

Uma exposição homenageou o fotógrafo Luiz Claudio Marigo, um pioneiro na fotografia de natureza no Brasil. E houve até uma divertida “saída de campo” para observar as aves em gravuras e pinturas da Coleção Brasiliana, no Itaú Cultural da Avenida Paulista. Um evento que dá a certeza de que a observação de aves é uma atividade que ganha popularidade a cada dia no país.

Para ver as outras imagens vencedoras acesse http://avistarbrasil.com.br/premios.pdf

Araras-azuis-de-lear, segunda colocada no concurso - Foto: João Quental

Araras-azuis-de-lear, segunda colocada no concurso – Foto: João Quental

Avistar Kids, atividade para crianças durante o Avistar - Foto: Zé Edu

Avistar Kids, atividade para crianças durante o Avistar – Foto: Zé Edu

Observadores em ação durante o #vempassarinhar - Foto:b Zé Edu

Observadores em ação durante o #vempassarinhar – Foto: Zé Edu

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Aves do Cristalino: livro mostra espécies da Amazônia brasileira

por Zé Edu Camargo em 14 de maio de 2015
Capa do livro Aves do Cristalino - Reprodução

Capa do livro Aves do Cristalino – Reprodução

“Vibrei muito na hora, pois consegui a foto que queria. Depois agradeci ao piloteiro, e disse a ele que eu havia acabado de realizar um sonho de muitos anos”. A explicação sobre a foto de capa do livro Aves do Cristalino já diz muito sobre o trabalho de Edson Endrigo. O fotógrafo (com vários livros já publicados sobre a avifauna brasileira) é conhecido por ser minucioso e dedicado à sua paixão.

O pavãozinho-do-pará de asas abertas na capa, por exemplo, resume 15 anos de buscas pelas melhores fotos de aves da RPPN Cristalino (onde fica o Cristalino Jungle Lodge), localizada na Floresta Amazônica, no norte do Mato Grosso.

Ao todo, são 270 fotos de bichos amazônicos captados em um dos melhores hotspots para a observação de fauna no mundo. Os textos do livro são assinados pelo pesquisador Bradley Davis. Para comprar o livro, basta ir ao site da editora. Para saber outros destaques da programação do Avistar, visite o site do evento.

Brasil faz bonito em desafio mundial de observação de aves

por Zé Edu Camargo em 13 de maio de 2015
Marrecas-toicinho no litoral do Rio de Janeiro - Foto: Zé Edu Camargo

Marrecas-toicinho no litoral do Rio de Janeiro – Foto: Zé Edu Camargo

Os resultados do Brasil no primeiro Global Big Day foram excelentes. Observadores de aves todo o país se esforçaram para aumentar o número de espécies e locais de observação, em todos os 27 estados. Chegamos a 1099 espécies, segundo lugar no geral, atrás somente do Peru (que já faz há alguns anos um trabalho fenomenal para estimular o birdwatching como uma opção de turismo sustentável).

Nossos hermanos conseguiram 1177 espécies. Os brasileiros contribuíram com 877 listas para o site eBird, um número pequeno diante dos norte-americanos (28.513), mas mesmo assim expressivo em relação aos nossos vizinhos. No geral, 124 países participaram (http://ebird.org/ebird/region/world?yr=bigday2015&m=&rank=mrec), e quase 6 mil espécies foram registradas (mais da metade do número mundial de espécies conhecidas).

No ano que vem tem mais. E o Brasil tem tudo para de novo fazer um bom papel neste desafio que, muito mais do que uma competição, é uma iniciativa para estimular a observação de aves (com resultados práticos para a ornitologia) em todo o mundo.

Observadores de aves unidos no Global Big Day

por adminngbrasil em 7 de maio de 2015

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Por uma iniciativa do Laboratório de Ornitologia da Universidade Cornell (EUA), birders de todo o mundo vão fazer um esforço de um dia para mapear as espécies de aves do planeta. É o Global Big Day! A ideia é ir a campo no próximo sábado (9 de maio) e depois submeter a lista das aves observadas. Para isso todos devem usar o site www.ebird.org.

No Brasil há um grupo ajudando a organizar o evento – o objetivo por aqui é garantir a presença do maior número possível de cidades, em todos os biomas. Você pode conseguir mais informações no grupo do Facebook.

Os resultados desse esforço serão usados para pesquisas em todo o mundo. Como diz o lema do evento, toda ave conta. Vamos lá?

Observador de aves na Serra da Canastra, MG - Foto: Ana Taemi

Observador de aves na Serra da Canastra, MG – Foto: Rita Barreto

Workshop para fotógrafos na Amazônia

por Zé Edu Camargo em 5 de maio de 2015
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Casal de araçari-mulato. Foto de Marcos Amend

A RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do Cristalino, no Mato Grosso é um dos principais destinos não só de birding, mas também para a observação da fauna e da flora amazônicas. Não poderia haver palco melhor, portanto, para um workshop focado (desculpem-me pelo trocadilho) na fotografia de vida silvestre. É o que propõe, em junho, o fotógrafo e ambientalista Marcos Amend. A seguir, um pequeno portfólio de imagens captadas por ele em várias viagens ao Cristalino. Quem quiser mais informações sobre o workshop é só clicar aqui.
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Maracao-aranha-de-cara-branca. Foto de Marcos Amend

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Capitão-de-cinta. Foto de Marcos Amend

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Mãe-da-lua e seu filhote camuflados em árvore. Foto de Marcos Amend

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Surucuá-pavão. Foto de Marcos Amend

Dez bons motivos para ir ao Avistar Brasil 2015

por Zé Edu Camargo em 29 de abril de 2015
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Casal de tapicurus-de-cara-pelada. Foto: Zé Edu Camargo

Este ano o Avistar – mais importante evento de observação de aves no país – mostra uma novidade muito bacana, logo de cara: o lugar onde vai ocorrer. De 15 a 17 de maio (de sexta a domingo), observadores do país todo vão se reunir no Instituto Butantan, em São Paulo. Serão três dias de um concorrido congresso (com palestras de especialistas brasileiros e do exterior), uma feira com destinos de birding, hotéis, editoras de livros, produtores de equipamentos e outros expositores ligados à atividade. E muitas atividades paralelas para todas as idades. O Butantan, que por si só já é uma excelente opção de lazer nos fins de semana, vai estar ainda mais atrativo. Para facilitar a sua vida, elegemos dez grandes atrações dessa edição. Mas vale muito a pena dar um pulo no site do evento e ver a programação completa.

Um dinossauro em seu jardim 
Pirula – Paleontólogo e  autor de videos de divulgação científica
Vai explicar porque observamos dinossauros ao invés de aves
Diários de Campo
Santos D’Angelo – botânico e ornitólogo 
Apresenta sua técnica de registro de aves, baseada em desenhos feitos em cadernetas campo
Um Novo Olhar Sobre As Cidades
Fernando Fernandez   – especialista em Biologia da Conservação
Fala da  importância da observação da fauna urbana
Internet e Observação, a Ciência que Podemos Produzir 
Atila Iamarino – Canal Nerdologia do Youtube
Aproxima a ciencia cidadã e a internet
Arte Naturalista no Brasil
Dante Teixeira – ornitólogo e especialista em arte naturalista do Brasil Holandês 
Palestra sobre Arte Naturalista seguida de visita guiada ao Acervo Brasiliana no Itaú Cultural
Vida de Guia
Ciro Albano – ornitólogo e guia de observação de aves
Conta histórias de 10 anos como guia de observação, suas experiências e conquistas
Aves do Cristalino
Edson Endrigo – fotógrafo e guia de observação de aves
Lançamento do livro Aves do Cristalino, sobre a avifauna do Parque Estadual do Cristalino (MT).
História Natural de Aves
Ivan Sazima  - Zoólogo e naturalista de répteis, aves, mamíferos e interações com plantas
Fala de um ponto de vista científico, em linguagem simples, sobre como as aves vivem
Um olho no Céu, outro na terra
Giuseppe Puorto – Herpetólogo
Vai ensinar aos observadores de aves como evitar acidentes com serpentes, e o que fazer caso ocorram.
Lobo-guará e Inhambu-carapé, duas espécies ameaçadas
Marcos Amend – fotógrafo e conservacionista
O fotógrafo explica como conseguiu a imagem de uma espécie muito rara em uma situação mais rara ainda
E, de bônus:
Exposição Luis Claudio Marigo 
Obras do grande mestre da fotografia de natureza, que nos deixou em 2014.
Também haverá apresentações artísticas, como shows do Coralusp e da cantora Renata Pizi (uma apresentação só com músicas que falam de aves), além de atividades de observação na própria área verde do Butantan. Um programa imperdível para toda a família.

Casal viaja o Brasil passarinhando e educando

por Zé Edu Camargo em 23 de abril de 2015
Uirapuru-laranja - Foto: Renato Rizzaro

Uirapuru-laranja – Foto: Renato Rizzaro

chifre-de-ouro - Foto: Renato Rizzaro

chifre-de-ouro – Foto: Renato Rizzaro

Há histórias tão ricas e vívidas que parecem ficção, enredo de filme, poesia – tudo junto e misturado. A trajetória do casal Renato Rizzaro e Gabriela Giovanka é assim. Com garra e ralação, transformaram uma área em RPPN, na Mata Atlântica de Santa Catarina: a Reserva Rio das Furnas.

Até que, em 2010, o sonho escorreu pelas encostas do morro – a área da reserva foi atingida por um deslizamento causado pelas chuvas. Desalojados por um tempo, eles resolveram colocar o pé na estrada. Daí nasceu o primeiro projeto de educação ambiental – de lá para cá já foram 34 mil quilômetros (quase uma volta ao mundo) pelas estradas do Brasil. Nas paradas, eles organizam a Roda de Passarinho, que ensina observação de aves às crianças de um modo muito divertido.

As viagens também já renderam cinco pôsteres sobre a avifauna dos nossos biomas – Mata Atlântica, Pampa, Amazônia, Pantanal e Cerrado. Para produzir este último eles visitaram lugares tão incríveis como a Chapada dos Veadeiros e a Serra da Canastra. Os deliciosos relatos de viagem renderam um blog, onde você também pode comprar os pôsteres – o dinheiro ajuda na divulgação da observação de aves, na conservação da Mata Atlântica (a reserva já está se regenerando após o acidente) e nos projetos futuros de viagem dos dois. A próxima aventura, aliás, começa ainda em 2015 – desta vez eles vão visitar a Caatinga, fechando assim a série dos biomas.

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Queixadas - Foto: Renato Rizzaro

Queixadas – Foto: Renato Rizzaro

Seriema - Foto: Renato Rizzaro

Seriema – Foto: Renato Rizzaro

Chapada dos Veadeiros - Foto: Renato Rizzaro

Chapada dos Veadeiros – Foto: Renato Rizzaro