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Ararinha-azul: inseminação artificial ajuda espécie extinta na natureza a voltar à Caatinga

por Fábio Paschoal em 7 de junho de 2013

Filhotes de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) que nasceram esse ano na AWWP – Foto: AWWP

O Plano de Ação Nacional para Conservação da Ararinha-azul, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de ganhar um reforço na luta para devolver a espécie, extinta na natureza, à Caatinga. A Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP) – instituição que mantém um programa de reprodução em cativeiro para as aves no Qatar e é parceira do Projeto Ararinha na Natureza – anunciou o nascimento dos primeiros filhotes da arara mais ameaçada do mundo a partir da inseminação artificial. A técnica pode aumentar o sucesso reprodutivo das aves.

O sêmen de machos selecionados foi coletado e examinado por pesquisadores da AWWP e da Parrot Reproduction Consulting. As amostras viáveis foram inseridas nos ovidutos de fêmeas que estavam prontas para serem fecundadas. Sete ovos foram gerados e transferidos para uma incubadora imediatamente após a postura. Depois de sete dias foi constatado que dois deles continham embriões em desenvolvimento. Os ovos férteis foram separados e monitorados diariamente. Após 26 dias de incubação os filhotes nasceram.

Há cinco anos, a inseminação artificial para a ararinha-azul era algo impossível. Graças aos esforços da Al Wabra Wildlife Preservation e da Parrot Reproduction Consulting esse feito se tornou realidade e nos deixa mais perto de reintroduzir a ararinha-azul na natureza”, destacou o coordenador de espécies ameaçadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ugo Vercillo. Para ele, a inseminação artificial da ave é um grande passo no processo de reintrodução da espécie na Caatinga.

Neumann, o primeiro filhote de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) gerado com a técnica de inseminação artificial – Foto: AWWP

O primeiro filhote foi batizado de Neumann, uma homenagem ao veterinário Daniel Neumann, membro da Parrot Reproduction Consulting e especialista em reprodução do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul. “Já realizei muitas inseminações artificiais em psitacídeos nos últimos anos, mas nenhuma foi tão especial quanto essa com as ararinhas-azuis. Ainda garoto, acompanhei o desaparecimento da última ararinha-azul na natureza e era meu sonho estar envolvido com a conservação desta espécie. Agora fui a pessoa que realizou a primeira inseminação artificial com sucesso. Ainda é difícil entender, mas isto me faz bem”, conta o pesquisador emociona.

A AWWP espera repetir a técnica de reprodução no Brasil em parceria com a Nest – responsável por dez dos onze indivíduos no país – e o governo brasileiro. Se tudo correr bem, a ararinha-azul poderá sair da lista de animais extintos na natureza e voltar a colorir os céus da Caatinga.

Veja o vídeo (em inglês) que mostra o procedimento:

(Observação: são mostrados quatro filhotes no vídeo. Dois nasceram com a técnica de inseminação artificial e dois pelo método tradicional de reprodução)

Casal de ararinhas-azuis em cativeiro

Comentários (10)
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  • Por: Braian
  • -
  • 10 de junho de 2013 às 20:12

Otimo projeto para a preservaçao da fauna brasileira perdida , pela caça .

  • Por: Debora Sobreira
  • -
  • 12 de junho de 2013 às 11:33

Adorei a matéria!!!!!

  • Por: Aline Seneme Ferraz
  • -
  • 14 de junho de 2013 às 16:57

Gostaria de parabenizar o veterinário Daniel Neumann,, pelo seu trabalho , enfim uma boa notícia, como bióloga adorei ler essa matéria e também sempre pensava porque não usar a técnica de inseminação para tentar a reprodução desses animais , bom agora parece ser possível e espero que essa técnica se estenda para outras espécies já consideradas extintas.

  • Por: João Marcelo da Costa
  • -
  • 14 de junho de 2013 às 21:24

SENSACIONAL

  • Por: danny
  • -
  • 24 de março de 2014 às 15:46

Muito legal!Minha filha feis uma pesquisa sobre esse assunto! Muito#feliz

  • Por: Victor
  • -
  • 28 de maio de 2014 às 12:12

Fantástico. Parabéns a todos. Mas e o imprint desses bichos? A Cyanopsitta spixii está extinta na natureza, como saber o seu comportamento em relação a alimentação, comportamentos reprodutivos entre outros?

  • Por: Roberto Nuno Figueiró
  • -
  • 28 de maio de 2014 às 14:21

Parabéns! Fantástico! Que o sucesso continue!

  • Por: Paulo Roberto Nóbrega de Araújo
  • -
  • 28 de maio de 2014 às 18:10

Esta noticia da reprodução das ararinhas azuis por inceminação me deixa muito feliz.
Parabéns aos pesquisadores, e técnicos !

  • Por: Thiago Vieira
  • -
  • 3 de junho de 2014 às 18:35

Perfeito!!!

  • Por: André Netto
  • -
  • 24 de junho de 2014 às 7:45

Adorei a matéria, embora ache que além de um imenso passo não deixa de ser um maior desafio é agora conseguir introduzir na natureza.