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Curiosidade animal

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Celacanto: peixe pode revelar um dos maiores mistérios da evolução

por Fábio Paschoal em 22 de abril de 2013

O Celacanto (Latimeria chalumnae) era considerado extinto até 1938, quando foi redescoberto por Marjorie Courtenay-Latimer. Hoje é considerado criticamente ameaçado pela IUCN  (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) –  Foto: Alberto Fernandez Fernandez/ Creative Commons

East London, África do Sul, 1938. Um pescador local deixa um pacote com sobras da última pescaria para serem analisadas em um pequeno museu de história natural. Ao examinar o conteúdo, a curadora Marjorie Courtenay-Latimer encontra um peixe azulado, com um metro de comprimento, dotado de nadadeiras carnudas que lembravam os membros de vertebrados terrestres. Ela estava diante de uma das mais notáveis descobertas da zoologia no século 20. Marjorie tinha em suas mãos um celacanto.

A espécie, batizada de Latimeria chalumnae em homenagem à sua descobridora, só era conhecida através de fósseis e acreditava-se que havia entrado em extinção 70 milhões de anos atrás. O animal apresentava características que poderiam desvendar o processo de transição dos vertebrados do ambiente marinho para o terrestre e tinha parentesco com o primeiro peixe que rastejou para fora d’água e colonizou os continentes. O achado de Marjorie mostrava aos cientistas que os celacantos estavam vivos e que outros indivíduos podiam nadar pelo oceano naquele exato momento.

Quinze anos depois, no arquipélago de Comoros, um segundo celacanto foi encontrado e, nas últimas sete décadas mais 309 indivíduos foram avistados. Em 1997, uma nova espécie, Latimeria menadoensis, foi descoberta na Indonésia. No entanto, a transição dos vertebrados da água para a terra, um dos acontecimentos mais importantes na história da evolução, permanecia um mistério. Os cientistas ainda se perguntavam: como isso aconteceu?

Nadadeiras de celacanto lembram os membros de vertebrados terrestres – Foto: HTO

A resposta começou a aparecer no dia 18 de abril deste ano, quando a revista Nature publicou um artigo intitulado “O genoma do celacanto africano fornece novas perspectivas para a evolução dos tetrápodes”.

O estudo mapeou o genoma de Latimeria chalumnae e comparou amostras de RNA – molécula que transmite as informações genéticas – da espécie e do peixe-pulmonado Protopterus annectens (da subclasse dos dipnóicos), ambos parte da linhagem evolutiva que deu origem aos tetrápodes, grupo que inclui todos os vertebrados terrestres (anfíbios, répteis, aves e mamíferos).

O resultado mostrou que os peixes-pulmonados têm um parentesco mais próximo com os tetrápodes. Porém, o genoma dos dipnóicos é muito grande, e não pode ser sequenciado pelas técnicas atuais. Assim, o celacanto é a melhor opção para explicar como ocorreu a transição dos vertebrados da água para a terra.

O peixe-pulmonado africano (Protopterus annectens) tem um parentesco mais próximo com os tetrápodes, mas o celacanto é a melhor opção para expicar a transição dos vertebrados da água para a terra – Foto: Mathae/ Creative Commons

Um estudo comparativo de DNA com os tetrápodes também foi realizado. Os pesquisadores identificaram mais de 50 genes presentes no DNA do celacanto, que não são encontrados no genoma de vertebrados terrestres. As analises demonstraram que características morfológicas essenciais na transição dos oceanos para o ambiente terrestre estão relacionadas com a perda de genes durante a evolução.

Os estudos estão apenas no começo, mas o mapeamento do genoma do celacanto tem o potencial para explicar como o primeiro peixe deixou os oceanos e deu origem a todos os vertebrados terrestres. Se isso acontecer, um dos maiores mistérios da história da evolução pode ser desvendado.

Comentários (28)
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  • Por: bia
  • -
  • 17 de maio de 2014 às 10:32

meu deus esse peixe e demais, queria um igual.

  • Por: ELIANE APARECIDA CLEMENTE
  • -
  • 21 de junho de 2014 às 19:28

E FEIO

  • Por: tete fua
  • -
  • 17 de agosto de 2014 às 14:56

estranhooooooooo

  • Por: Maria Lima
  • -
  • 7 de setembro de 2014 às 11:04

O peixe revelou que não há evolução, ao menos no sentido que Darwin descreveu.
Ficou milhões de anos inalterado, e a partir dele nada surgiu.
Agora eu já imagino qual é a desculpa que a teoria elástica vai mandar!
Talvez seja a mesma que os obriga a sair pela tangente quando se fala no período Cambriano, onde houve uma explosão de vida ao mesmo tempo, de seres complexos e até com olhos e tudo. Que triste ver dogma disfarçado de ciência! Estão atrasando a ciência tanto ou mais que a religião na idade Média!

  • Por: Janete
  • -
  • 14 de setembro de 2014 às 18:40

Querida Maria Lima, se você não sabe nada sobre a evolução, limite-se a ficar quieta.
Desde já, agradeço.

  • Por: amanda
  • -
  • 23 de outubro de 2014 às 13:51

vocees naum sabem de nada,e querem saber sobre peixes :)

  • Por: rui
  • -
  • 24 de novembro de 2014 às 23:31

Sou professor de ciências e confesso que desperdicei minha vida acreditando na ciência,evolução,etc não acreditem nos livros que sua escola lhes dão

  • Por: wallace
  • -
  • 2 de dezembro de 2014 às 10:17

Sou um fanatico por dinossauros ,fosseis,e pela ciencia.Ei vcs,ou melhor alguns devem gostar muito de animais e so uma dica ,UM GRUPO DE CIENTISTAS E FOTOGRAFOS CAPTURARAM UM CATALOGO COMPLETO DE IMAGENS DO CELACANTO VAI PASSAR NO ANIMAL PLANET ESSA QUINTA FEIRA QUE VEM VCS N PODEM PERDER,SE QUISEER FAZER PERGUNTA ,MANDA VER PRA MIM .

OBG ,VLW E SE EU PERDER ISSO EU VOU SURTAR.THAU.

  • Por: jamyle joyce
  • -
  • 7 de dezembro de 2014 às 16:51

nossa eu nunca fui de gostar de peixes mas esse e demais principalmente por q eu amoooo ciencia biologia e tudo mas,mais nao achei grande coisa para um peixe pre-historico

  • Por: joana kolins
  • -
  • 7 de dezembro de 2014 às 16:54

porra esse peixe vale uma grana preta

  • Por: joao vitor
  • -
  • 17 de abril de 2015 às 14:48

esse peixe e um dos mais legal que eu ja vi

  • Por: joao vitor
  • -
  • 17 de abril de 2015 às 14:54

esse peixe e uma grande descoberta para a ciencias
eu nunca vi nada igual em toda a minha vida!!!!!!!!!!!!!!

  • Por: Michaell Vieira
  • -
  • 16 de julho de 2015 às 12:41

“Os pesquisadores identificaram mais de 50 genes presentes no DNA do celacanto, que não são encontrados no genoma de vertebrados terrestres”, óbvio, todos foram criador pelo mesmo Criador.

  • Por: Cristina rodrigues
  • -
  • 27 de julho de 2015 às 18:32

Adorei a reportgem que passou no ANIMAL PLANET, isso prova que ainda temos muito a descobrir sobre nosso proprio planeta, sobre nossa evoluçao. Sou curiosa sobre estes tipos de assuntos.

  • Por: Mateus
  • -
  • 10 de agosto de 2015 às 18:13

Deviam por ele em aguario para não ser estinto nova mente.

  • Por: José
  • -
  • 8 de novembro de 2015 às 21:30

Os celacantos vivos revelaram quão longe puderam ir os evolucionistas
na montagem de seus cenários imaginários. Contrariamente às alegações,
os celacantos não tinham nem pulmão incipiente nem cérebro mais
desenvolvido. O que os pesquisadores evolucionistas designaram como
pulmão incipiente nada mais era do que uma bolsa de lipídios (34). Além do
mais, o celacanto, que havia sido apresentado como “um candidato a réptil
sendo preparado para a passagem do mar para a terra”, na realidade era
um peixe que vivia nas profundezas dos oceanos, e nunca havia chegado
a menos de 180 metros de profundidade(35).

Por que é impossível a transição da água para a terra
Os evolucionistas de-
claram que, um dia,
uma espécie que
vivia na água, saltou para a
terra firme, de alguma manei-
ra, e transformou-se em uma
espécie que passou a viver
em terra. Existem, porém,
numerosos fatos que tornam
impossível essa transição:
1 – Suportar o próprio peso
As criaturas que vivem no mar não têm
problemas em suportar seu próprio
peso. Entretanto, a maioria das criaturas
terrestres consomem cerca de 40% de
sua energia somente para deslocar o seu
corpo em seus percursos. As criaturas que
fizessem a transição da água para a terra
teriam que desenvolver novos sistemas
ósseos e musculares para prover a energia
necessária, o que é impossível de ter
acontecido simultaneamente por mutações
aleatórias.
2 – Reter calor
Em terra, a temperatura pode mudar
rapidamente, e variar dentro de um amplo
intervalo. Uma criatura terrestre tem um
mecanismo em seu corpo que pode fazê-la
suportar grandes variações de temperatura.
Contudo, no mar, a temperatura muda
lentamente e as variações não ocorrem
em faixas tão grandes. Um organismo
vivo que tem um sistema de regulação de
temperatura correspondente às pequenas
variações observadas no mar (temperatura
praticamente constante) necessitaria
adquirir um sistema de proteção que
garantisse o mínimo dano proveniente das
grandes variações observadas em terra. É
absurdo aceitar que os peixes adquiriram
um sistema desse tipo por mutações
aleatórias imediatamente ao passar para o
ambiente terrestre.
3 – Uso da Água
A água e mesmo o vapor d’água, essenciais
para o metabolismo, precisam ser utilizados
de maneira econômica, devido à escassez
relativa de fontes de água em terra firme.
Por exemplo, a pele teria de ser projetada
para permitir a perda d’água até certo ponto,
evitando ao mesmo tempo evaporação
excessiva. As criaturas terrestres, portanto,
terão sensação de sede, coisa que os seres
aquáticos não têm. Ainda mais, a pele dos
animais aquáticos não é adequada para o
habitat não aquático.
4 – Rins
Os organismos que vivem no mar facilmente
podem excretar materiais residuais como
a amônia, já que há abundância de água
em seu habitat. Em terra, a água tem de
ser usada com parcimônia, e por essa
razão existem rins nos seres terrestres.
Graças aos rins, a amônia é armazenada
pela conversão em uréia, sendo usado
um mínimo de água em sua excreção.
Ainda mais, novos sistemas tornam-se
necessários para o funcionamento dos rins.
Em resumo, para que pudesse ter ocorrido
a passagem da água à terra, os seres vivos
sem rins teriam de ter desenvolvido um
sistema renal de forma imediata.
5 – Sistema Respiratório
Os peixes “respiram” retirando oxigênio
dissolvido na água que passa pelas suas
guelras. Eles não podem viver além de
alguns poucos minutos fora d’água. Para
viver fora d’água eles teriam de desenvolver
um perfeito sistema pulmonar de forma
imediata.
É certamente bastante improvável
que todas estas dramáticas alterações
fisiológicas pudessem ter acontecido no
mesmo organismo ao mesmo tempo, e por
acaso.

    • Por: Fábio Paschoal
    • -
    • 9 de novembro de 2015 às 11:35

    Caro José,
    gostaria de saber qual é a fonte da sua afirmação: “Os evolucionistas declaram que, um dia, uma espécie que vivia na água, saltou para a terra firme, de alguma maneira, e transformou-se em uma espécie que passou a viver em terra. Existem, porém, numerosos fatos que tornam impossível essa transição.”
    Segundo a teoria da evolução, os animais mais adaptados são selecionados pelo meio ambiente e conseguem passar suas características para a geração seguinte. Assim, algumas características se tornam mais comuns e outras mais raras dentro de uma população. A evolução acontece quando a frequência de um alelo, ou conjunto de genes muda em uma população.

  • Por: José
  • -
  • 8 de novembro de 2015 às 21:52

Os evolucionistas nunca é jamais vai prova o evolução em em fosses, nunca encontram um fóssil em estado de evolução, meio peixe e meio lagarto, se fosse realmente verdade já era pra ter achado com essa fisiologia, e ainda acredita em Charles Darwin, um homem que não tinha um mínimo de saber de , DNA, RNA, GENE de seres vivos, e que explica como a vida começou, só fez uma pequena viagem as ilhas de galapos no oceano Pacífico, aí tirou conclusão observando passarinho . Depois disso passou quase a vida ensolado aí escrever (a origem das espécies). Tenha passiencia para ouvir tantas asneira.

    • Por: Fábio Paschoal
    • -
    • 9 de novembro de 2015 às 11:48

    Oi José,
    Charles Darwin era um naturalista que estudou em Cambridge. Ele, visitou Galápagos em 1835. Coletou plantas e animais pelas quatro ilhas em que esteve, sem saber onde aquelas descobertas o iriam levar. Após 35 dias, o navio HSM Beagle partiu para o Taiti. O arquipélago foi essencial para Darwin elaborar sua teoria da evolução, mas ele também viu fósseis de preguiças gigantes na América do Sul, analisou plantas (que foram mais importantes do que as aves para as conclusões que ele chegou). Em 1859, 24 anos após deixar Galápagos, ele publicou “A Origem das Espécies” e mudou a nossa percepção sobre a vida no planeta. As técnicas de DNA só reforçaram a teoria.

    Abraço

  • Por: Breno
  • -
  • 18 de novembro de 2015 às 8:06

voces falaram tudo mas esqueceu de uma coisa “Sistema de Reprodução” ?

  • Por: Ellen
  • -
  • 21 de novembro de 2015 às 12:00

Foram feitos estudos pelos cientistas com o próprio celacanto vivo e descobriram que na verdade o celacanto não usa algumas de suas “possíveis patas” (digo “possíveis patas” porque não havia conclusão ainda, se seriam nadadeiras ou patas)para “caminhar” ou mesmo se locomover dentro da água. Mas foi descoberto, estudando o próprio celacanto vivo que essas “possíveis patas” não passavam de nadadeiras!! Pouquíssimos fósseis podem ser colocados numa linhagem direta e muitas espécies acabam por ter apenas meras semelhanças. O Canal Novo Tempo, tem programas legais a esse respeito! Abrç

  • Por: Contra os acadêmicos
  • -
  • 1 de dezembro de 2015 às 9:41

Os cientistas, a exemplo do patético Richard Dawkins, dizem que a evolução está acontecendo neste exato momento, só não a percebemos porque ela é lenta. Mas o peixe aí não evoluiu nada nos últimos 70 milhões de anos? Justamente esse que era o símbolo da transição do mar para a terra? Pesquem outro porque esse melou o embuste de Darwin. A crença na evolução das espécies de Darwin é uma crença de fé, muita fé, não existe uma prova científica da evolução, mas somente deduções, e a ciência tem aceitado deduções quando lhe interessa.

  • Por: Neto Rocha
  • -
  • 14 de dezembro de 2015 às 17:52

Não são 700, nem 70, muito menos 7…… São 70 MILHÕES de anos só que o Celacanto foi considerado extinto #sqn…
Na verdade 160 Milhões de anos e esse peixe não apresentou o mínimo sinal de evolução??? Acho que a explucação do amigo Prof. José, a cima diz absolutamente tudo.
Abç,

  • Por: Melquiades Góes dos Santos
  • -
  • 8 de janeiro de 2016 às 15:51

Muito importante e interessante alem de educativa a reportagem. para mim muito me interessa o assunto ja que gosto muito dos animais e jamais gostaria de ve-los desaparecer da terra que na realidade sempre pertenceu a eles. Parabens pela reportagem.
Obs: caso queiram mandar outras reportagens desde já eu agradeço.

  • Por: edelcio batista sereno
  • -
  • 10 de março de 2016 às 8:46

A prova viva da evolução darwiniana.

  • Por: anderson brandino
  • -
  • 1 de abril de 2016 às 17:26

O Celacanto é um único género que sobreviveu a extinção dos dinossauros esse peixe deveria ser usado para introduzir em outros lugares além de seu habitat natural para eles ocuparem lugar de seus parentes extintos.

  • Por: Alessandro
  • -
  • 21 de maio de 2016 às 1:33

Pessoal mais tosco o que comenta aqui!
A evolução do celacanto parou aí provavelmente porque nesse ponto da evolução da espécie houve acontecimentos no meio que fizerem com que fosse mais vantajoso para a espécie permanecer como estava naquele momento.
A evolução é um processo aleatório que se molda a outros processos aleatórios do meio e de outras espécies.

  • Por: anderson brandino
  • -
  • 16 de julho de 2016 às 10:51

Esse peixe o celacanto devia pegar a espécie de Latimeria chalumnae cruzar com o Latimeria menadoensis ou cruzar o Latimeria menadoensis com o Latimeria chalumnae e vice e versa para eles se diversificarem e espalharem no Oceano Atlântico, Oceano Pacífico e Oceano Índico para a espécie se espalhar e se diversificar para ocupar o lugar de seus parentes extintos há milhões de anos.