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Izan Petterle

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Tepito: fé, devoção, drogas e armas no coração da Cidade do México

por Izan Petterle em 9 de abril de 2013

Uma devota ao lado de sua imagem de Santa Morte, enquanto espera pela missa ao ar livre em Tepito, um dos bairros mais violentos da Cidade do México, também conhecido como barrio bravo (bairro valente) e localizado no coração da cidade. O culto a Santa Morte, presente em todo o território mexicano, encontra sua maior expressão nas ruas de Tepito. Uma vez por mês seus seguidores se juntam para celebrá-la. Entre os devotos, uma variedade de pessoas, de donas de casa a criminosos, que, em oração, pedem por saúde, liberdade e proteção contra a própria morte - Foto: Adriana Zehbrauskas

Adriana Zehbrauskas, paulistana, jornalista e fotógrafa da Folha SP por mais de 11 anos, viveu em Paris, onde estudou Lingüística e Fonética na Sorbonne Nouvelle, tem um dos melhores trabalhos que conheço em fotografia documental com liberdades poéticas. Hoje está baseada na Cidade do México, onde contribui regularmente com o New York Times. A lista de clientes inclui o Wall Street Journal, The Sunday Times, Sunday Telegraph, Glamour Magazine, The Guardian, Paris Match, Le Figaro, Save the Children e da Organização Mundial de Saúde, entre outros. Ela apresenta aqui um brilhante trabalho feito em um dos mais perigosos bairros da Cidade do México, Tepito.

“O que me move como fotógrafa? O que me interessa na fotografia? Por ser um meio visual, a estética e a composição são essenciais. Mas são também apenas o começo. Para mim, fotografar é o desafio de conectar pessoas através de suas histórias, de ser capaz de enxergar o que não se mostra: as minúsculas coisas diárias na vida de pessoas anônimas, a grandeza escondida em pequenos gestos a eterna luta em tentar fazer que o mundo seja a casa de todos e não de uma minoria.

Entrar em Tepito foi um desafio pessoal e profissional. Conhecido pela fama de perigoso, esse bairro situado no coração da Cidade do México é famoso por sua fé e devoção à Santa Muerte, seus mercados de produtos piratas, e o comércio de drogas e armas.

Mas além dos estereótipos, encontrei um lugar que também é famoso pelo orgulho de seus habitantes e a dignidade com que protegem sua comunidade. Comprovei, sim, que pode ser um lugar violento quando fui assaltada a mão armada e furtada por um trombadinha. Mas também fui convidada para cafés e almoços. Fiz amigos, fui a festas e funerais. Nada é branco e preto.

É muito difícil fotografar ali. Mas esse é o desafio, e, afinal, o que é fácil na vida? É preciso manter uma pequena chama sempre queimando e recorrer a ela quando a vontade é desistir. Um fotógrafo tem que ter aquela pequena luz que o guia, a curiosidade que o faz seguir caminhando e indagando o por quê daquilo que vê.

Citando o grande escritor uruguaio Eduardo Galeano:

‘Porque são as histórias contadas, recriadas, multiplicadas, que nos permitem converter o passado em presente e que também permitem converter o distante em algo próximo.’

Cidade do México. 28 de março de 2013″

Cena em rua de Tepito. Conhecido como barrio bravo pela determinação de seus habitantes em lutar contra a pobreza e, também, pelo fato de boxeadores famosos terem surgido aqui - Foto: Adriana Zehbrauskas

Cena em rua de Tepito. Conhecido como barrio bravo pela determinação de seus habitantes em lutar contra a pobreza e, também, pelo fato de boxeadores famosos terem surgido aqui

Um vendedor de ternos em frente à loja em que trabalha. Tepito é conhecido por ser um bairro duro, o centro de toda a sorte de atividades ilegais: tráfico de armas, comércio de filmes e jogos eletrônicos piratas, roupas de marca falsificadas e equipamentos eletrônicos roubados. Sete entre cada dez produtos piratas consumidos no México passam pelo bairro, mas seus residentes são orgulhosos e não querem sair: “Em Tepito tudo se vende, menos a dignidade¨, repetem - Foto: Adriana Zehbrauskas

Devotos fumam maconha e cheiram cola, com uma imagem da Santa Morte nas mãos. Álcool e maconha são consumidos ao ar livre em plena luz do dia. “Todo o tipo de pessoa vem aqui. Não importa. Dentistas, assassinos, professores. Se talvez você tenha algo que não queira compartilhar com Deus, você vem aqui. Por exemplo, seu primo está na cadeia, você faz uma oferenda e pede para que ela o ajude. Não faz diferença para a Santa quem você é ou o que pede”, diz um local - Foto: Adriana Zehbrauskas

Menino espera pela missa de Santa Morte - Foto: Adriana Zehbrauskas

Devoto e sua sobrinha com imagem de Santa Morte após missa - Foto: Adriana Zehbrauskas

A quadra de esportes é um oásis no labirinto de postos de venda. Ir de um lado a outro do bairro é uma viagem alucinante: lonas coloridas, a luz mudando de azul para rosa e depois amarelo, som ambiente a todo volume e um trânsito infinito de pessoas que caminham em todas as direções - Foto: Adriana Zehbrauskas

Um garoto espia o lugar no qual, algumas horas antes, dois homens foram assassinados em uma bar com nome sugestivo: Sal Si Puede (Saia se puder) - Foto: Adriana Zehbrauskas

Iris posa para fotografia após seu treino de boxe . O ginásio em Tepito é uma fonte de orgulho no bairro: muitos mexicanos famosos saíram de lá - Foto: Adriana Zehbrauskas

Donovan, Saul, Alejandro e Jairo se divertem com um celular no café do tio, onde o trabalho de um artista local adorna as paredes. A família dos meninos trabalha com comércio e luta para sobreviver - Foto: Adriana Zehbrauskas

Chapas de raio-x adornam as janelas da única creche local - Foto: Adriana Zehbrauskas

Um menino fantasiado de diabo, joga futebol na rua durante Halloween - Foto: Adriana Zehbrauskas

Bolo de aniversário de 15 anos de Sammy - Foto: Adriana Zehbrauskas

Dia de Santa Morte e Halloween - Foto: Adriana Zehbrauskas

Sammy se prepara para sua festa de aniversário - Foto: Adriana Zehbrauskas

Costa do Brasil – Um mar de possibilidades

por Izan Petterle em 12 de março de 2013

Barco voltando da pesca diária, Ponta do Corumbau, Bahia - Foto: Bala Blauth

O post dessa semana é de autoria, fotos e texto, da Bala Blauth, fotógrafa e companheira de vida e aventuras do fotógrafo Ita Kirsch.  Eles publicaram recentemente o terceiro livro de fotografias, COSTA DO BRASIL, resultado de uma longa expedição pelo litoral brasileiro, o texto é do Eduardo Bueno. É um belo trabalho, vale a pena conhecer:

“A costa em que as praias se encostam, que dá origem a encontros que encantam com sua imensidão de formas e matizes. A costa dos segredos, das sereias, das areias, das estrelas. E que, depois de milhões de anos descansando nas redes de sua geografia, criou desenhos que movimentam o pensamento e atraem os olhares como imãs. Ao percorrer a costa do Brasil, percebemos que ela é o longo corredor da nossa casa, a linha de retas e entranhas onde as portas da percepção se abrem para deixar entrar os encantos de um litoral literalmente sem igual.

Durante um ano mergulhamos nessa imensidão de margens, mangues, baías, espumas, enseadas, dunas, recifes, rochedos, sombras, silhuetas e tudo o mais que foi possível encontrar. Descobrimos, mais uma vez, que não há como capturar tudo em uma fotografia, mas há a possibilidade de valorizar os detalhes e de eternizar os momentos.

Viajamos por todos os litorais (amazônico, nordestino, do sudeste, do sul), vivemos intensamente cada cor. E, assim, fizemos nascer o nosso terceiro livro: Costa do Brasil.

Capa do Livro Costa do Brasil

Foi no nosso estúdio fotográfico, em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, que este projeto foi plantado. De lá, embarcamos na nossa Land Rover Defender 110 – companheira de muitas viagens – e partimos carregados com pesadas mochilas abarrotadas de câmeras, lentes, flash, cartões de memória, notebook, HDs externos e muita disposição para enfrentar o calor.

Na estrada, os sentimentos se movimentaram e se fundiram como as águas de um rio que deságua no mar. Vieram perguntas e divagações. De repente, vimos que já não sabemos onde começa o litoral brasileiro. E nem qual o cenário mais deslumbrante. Será o mangue com suas entradas e estranhamentos? Os recifes que, tímidos, se exibem sem exageros no mar verde? Ou a revoada de pássaros apressados em busca de um novo porto seguro?

No fim, a mais difícil das tarefas parece ter sido a de selecionar as imagens para este livro, já que o resultado da jornada somou 38 mil fotos. Acabamos escolhendo aquelas que têm um significado especial para nós, que dizem o que jamais conseguiríamos transmitir em palavras.

Viajar pelo litoral brasileiro fotografando e, após um ano, conseguir fazer um livro de fotografias nos dá mais uma vez a certeza de que é possível oferecer a simples, e ao mesmo tempo complexa, ideia de redescobrir, através de nossas lentes, a dimensão e a importância de nossa costa. Mais do que isso: queremos que nossas imagens despertem em outras pessoas o interesse pelos nossos diferentes ecossistemas e sua conservação.” – Bala Blauth e Ita Kirsch

Revoada de pássaros em Cananeia, São Paulo - Foto: Bala Blauth

Árvore na maré alta, Ilha de Marajó, Pará - Foto: Bala Blauth

Caranguejo vermelho, Fernando de Noronha, Pernambuco – Foto: Bala Blauth

Catador de caranguejo na vazante, Bragança, Pará - Foto: Bala Blauth

Bolacha-do-mar, Ilha do Mel, Paraná, Foto: Bala Blauth

Filhos de pescadores na Barra de Mundaú, Ceará - Foto: Bala Blauth

Lençóis Maranhenses - Maranhão - Foto: Bala Blauth

Menino na Barra do Mundaú, Ceará - Foto: Bala Blauth

Menino nativo brincando em Porto da Ilha de Superagui, Paraná - Foto: Bala Blauth

Nativo entregando barro para artesanato de cerâmica em Belmonte, Bahia – Foto: Bala Blauth

Pescadores na Barra de Sucatinga, Ceará -Foto: Bala Blauth

Praia dos Concheiros, Chuí, Rio Grande do Sul - Foto: Bala Blauth

Prainha do Pontal do Atalaia, Rio de Janeiro - Foto: Bala Blauth

Título do livro: COSTA DO BRASIL

Assunto: Fotografia

Autores: Ita Kirsch e Bala Blauth

Textos: Eduardo Bueno, com introdução de Arno Kayser

Design: Ana Adams

Editora: Ita Kirsch

Valor de capa: R$ 80,00

Contatos : (51) 3593-2208 / (51) 99895588 / (51) 93871740

www.itakirsch.com.br

http://www.facebook.com/CostaDoBrasil

E-mail: bala@fotoita.com.br ou ita@fotoita.com.br

Lentes voltadas para o Pantanal mato-grossense

por Izan Petterle em 8 de fevereiro de 2013

Dormitório de pássaros

Em uma de minhas viagens ao Pantanal, conheci o fotógrafo Mike Bueno. Ele mora em Cuiabá, é dentista, doutor em Radiologia e empresário do setor. Apesar de aparentemente serem coisas totalmente sem ligação entre si, ele é, literalmente, um especialista em imagens. Sua paixão pela natureza e pela fotografia, aliada à determinação no domínio da técnica, resultou em um acervo extraordinário de fotos do Pantanal mato-grossense, com mais de 250 mil imagens, alimentado ao longo de 18 anos em mais de 130 viagens a esse extraordinário ecossistema.

“Ao ‘descobrir’ que a fotografia me entusiasmava, comecei a viajar por diversos países da América em busca de motivos e paisagens para capturar. Quando conheci o Pantanal, em 1994, percebi que eu não precisava de cenários longínquos em outros países… Pois o meu lugar era aqui. No início desse trabalho eu andava pela Transpantaneira e fotografava plantas, pássaros e animais – eu de um lado, e eles do outro. Aos poucos senti que não era assim que deveria ser, pois eu tinha que estar do mesmo lado, integrado a esse ambiente maravilhosamente sedutor. Fui conduzido ao caminho da percepção mais sutil. Tomado por esse desejo de ‘comunhão’ com as aves, com os animais e seus ambientes, passei a sentir essa explosão de vida selvagem à flor-da-pele.

Na fotografia de natureza percebemos nas expressões corporais dos animais que a aproximação causa uma certa tensão. Geralmente as melhores fotos acontecem quando conseguimos nos integrar com a natureza, sendo aceito por ela ao ponto de fazer parte do meio. Percebo que dessa forma os animais compreendem as nossas intenções e podem nos aceitar ou não.

Lembro-me de um dia em que me aproximei de uma família de bugios. Inicialmente ocorreu uma certa tensão. Persisti, de forma respeitosa, e depois de umas quatro horas eles foram me aceitando e retomaram o seu comportamento natural. Um filhote olhava a mãe com uma expressão indescritível de profunda admiração… Seus olhos brilhavam! A mãe retribuiu com um demorado beijo na testa…

Das mais de 130 viagens que fiz para o Pantanal, nenhuma foi repetitiva. Sempre houve algo novo! Quando acordo de madrugada, em Cuiabá, para ir para o Pantanal, fico pensando qual será a surpresa da viagem. Provavelmente as melhores fotos virão de um motivo ou acontecimento que não consigo imaginar, por mais que me esforce para descobrir. A expectativa e esses sentimentos é que me levam para o Pantanal. A surpresa que sei estar reservada para mim muitas vezes chega a ser absurda, de tão grande – daquelas de ficar sem fala, de ‘cair de costas’! Tenho muita sorte de fazer parte deste meio e sei que estou no melhor lugar do mundo.” – Mike Bueno

Grupo de talha-mar - Foto: Mike Bueno

Vitória régia e a Serra do Amolar - Foto: Mike Bueno

Martim pescador - Foto: Mike Bueno

Garça branca disputando espaço - Foto: Mike Bueno

Florada de ipê rosa - Foto: Mike Bueno

Jaçanã protegendo do filhote - Foto: Mike Bueno

Cervos e jacarés - Foto: Mike Bueno

Garça moura capturando peixe - Foto: Mike Bueno

Onça capturando jacaré - Foto: Mike Bueno

Pose de jacaré ao nascer do sol - Foto: Mike Bueno

Florada de ipê amarelo - Foto: Mike Bueno

Cobra sucuri - Foto: Mike Bueno

Dança dos mascarados de Poconé - Foto: Mike Bueno

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Gavião-real na Estrada Parque Transpantaneira, Poconé-MT

por Izan Petterle em 21 de janeiro de 2013


O post dessa semana é do fotógrafo Dalci Oliveira. Ele é biólogo, professor da Universidade Federal de Mato Grosso no departamento de Biologia e Zoologia, mestre e doutor em Ecologia e trabalha com aves no Mato Grosso há três décadas. Ele tem se dedicado a estudar aves aquáticas, principalmente as migratórias, e ao gosto de fotografar a natureza por puro prazer. Segue abaixo o texto e as fotos feitas por esse brilhante pesquisador.

“O gavião-real é encontrado no Brasil nos seguintes biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e recentemente no Pantanal. O primeiro registro no Pantanal foi em 2009 na RPPN-Sesc Pantanal, no Município de Barão de Melgaço. Este é o primeiro registro documentado para o Pantanal de Poconé, na Estrada Parque Transpantaneira. A ave estava começando a construir o ninho em uma piúva (Tabebuia sp) viva, da qual estava coletando galhos para edificá-lo. O período de construção está de acordo com o outro ninho encontrado no Pantanal, a mais ou menos 50 quilômetros deste local. Uma das imagens mostra o gavião sendo atacado pelo pássaro chamado asa-de-telha (M. badius) numa demostração de temeridade ao  encarar essa ave portentosa.”

Memória, sonhos e fotografias

por Izan Petterle em 8 de janeiro de 2013

Comecei 2013 com um sonho significativo. Na primeira noite do ano, sonhei que visitava pessoas de minha família que já partiram, e elas me mostravam velhas caixas com fotografias de minha juventude. As memórias despertadas por fotos, especialmente as mais antigas, para mim são uma mistura de lembranças de fatos reais e vivências imaginárias.

Penso que aí, nessa situação paradoxal, resida o mais importante dessa relação imagem e memória: uma câmera fotográfica pode ser uma espécie de máquina de produzir sonhos, estados oníricos e metafísicos, em que criamos e inventamos nossos próprios universos, muito além da convenção do que chamamos de realidade.

Roland Barthes em seu livro A Câmara Clara coloca a fotografia em oposição à memória. Susan Sontag também argumenta que “as propriedades iconográficas, mesmo da fotografia mais durável, inevitavelmente irão substituir a riqueza de detalhes da experiência representada na imagem”. No final, é a própria fotografia que é lembrada. Memórias, Sonhos e Reflexões, de Carl Gustav Jung, foi uma espécie de guia espiritual para meu trabalho. Aprendi a prestar mais atenção aos meus sonhos, intuições, aspectos sensitivos de minha personalidade, aos encontros, sincronicidades e coisas aparentemente sem importância que acontecem em nossas vidas e que deixamos passar despercebidos. Como se pode ver, encontramos nas mais diversas áreas do conhecimento humano aprendizados para vermos o mundo de uma maneira mais pessoal e criativa.

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Silvio Tendler estreia série sobre fotografia na TV Brasil

por Izan Petterle em 26 de setembro de 2012

Estreia hoje (quarta-feira, 26), às 23 horas, Caçadores da Alma, uma série de Silvio Tendler, trabalho do diretor que tem como tema a fotografia. Em 13 episódios de 26 minutos na TV Brasil, abordando os mais diversos temas, Silvio faz uma ampla viagem pela aventura da fotografia e dos artistas que encontraram na imagem fixa sua linguagem maior de expressão.

Caçadores da Alma, uma série de Silvio Tendler é uma continuidade do filme homônimo, realizado por Silvio em 1988, sobre o trabalho de Walter Firmo, em que participaram grandes nomes da fotografia daquele tempo, como o experiente José Medeiros e o estreante Cássio Vasconcellos.

A série conta com a participação de Walter Firmo e de nomes como Custódio Coimbra, Luis Garrido, Bob Wolfenson, Miro, German Lorca, Américo Vermelho, Christian Cravo, Cristina Granato, João Roberto Ripper, Vânia Toledo, entre muitos outros, inclusive eu.

Nas palavras do diretor, “Caçadores da Alma representa o desejo de contar histórias dos que nos emocionam com um único clique.” A série irá ao ar pela TV Brasil todas as quartas, às 23 horas.

“O Silvio sabe tirar além da alma da gente… A entrevista foi uma alma minha contando a vida de respirar o povo do Maranhão. Vagarosamente o Silvio abriu um caminho e a fotografia encontrou as palavras. Obrigado, Silvio!” – Edgar Rocha, fotógrafo

“Mestre Silvio Tendler certamente nos ajudará a repensar, reviver e sonhar ainda mais nosso mundo fotográfico” – João Roberto Ripper, fotógrafo