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Luciano Candisani

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Minha estrela na capa

por Luciano Candisani em 21 de maio de 2012

Esse mês, a revista Digital Photographer Brasil publica uma entrevista que concedi ao fotógrafo Pepe Mélega sobre fotografia na natureza e a minha abordagem particular nas  reportagens que produzo para a NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. A estrela do mar que fotografei nas águas da baia da Ilha Grande vem na capa. Aliás, já contei a história dessa imagem aqui no blog. Se você ainda não viu, dê uma olhada no post.

Abrolhos vive momento decisivo

por Luciano Candisani em 3 de maio de 2012

Tartaruga-verde na Ilha Siriba: cenas assim atraem turismo ecológico para Abrolhos

Chegou o momento de decidir o futuro da vida marinha e das atividades econômicas sustentáveis na região dos Abrolhos, no sul da Bahia. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a nossa agência ambiental, abriu, no dia 30 de abril, uma consulta pública para conhecer a opinião da sociedade sobre a criação de novas – e fundamentais – áreas de conservação na região.

O plano inclui, entre muitas inovações, a ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos de 87.943,25 para 891.972 hectares, além da criação do refúgio de vida silvestre da baleia jubarte, com mais de 760 mil hectares.

Os detalhes estão num documento muito bem construído por técnicos do próprio ICMBio e por pesquisadores da Conservação Internacional Brasil, cujo programa marinho há muitos anos tem um de seus focos principais na região dos Abrolhos. A proposta, assim como os argumentos a defendê-la, se baseia em informação científica da melhor qualidade. São argumentos claros e irrefutáveis.

Acompanho de perto essa história. Em 2010, junto com os fotógrafos Paul Nicklen e Cristina Mittermeir, passei duas semanas a bordo de expedições de pesquisa promovidas pela Conservação Internacional com o apoio da International League of Conservation Photographers (ILCP) da qual nós três fazemos parte. Na época, fiz um post aqui no blog e uma matéria sobre esse tema para edição de outubro de 2010 da revista NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL.

Agora, leio com alegria as propostas oficiais para melhorar a proteção da vida marinha nos Abrolhos e na região, com benefícios diretos para as atividades já em curso na área, como turismo e pesca artesanal. Se o atual governo estiver mesmo interessado em pegar a estrada do desenvolvimento sustentável, conforme a presidente Dilma prometeu em sua campanha, devemos esperar uma aprovação na íntegra das propostas desse documento. Além, é claro, de um veto ao “novo” Código Florestal. Veja os detalhes da proposta no site do ICMBio.

Baleia jubarte e seu filhote em águas baianas

O recife Sebastião Gomes, próximo a costa de Caravelas

Uma das centenas, talvez milhares, de fêmeas de tubarão prenhes capturadas por um único pesqueiro industrial nas águas ao redor dos Abrolhos

Camarão de anêmona nos recifes de Abrolhos

Câmera a bordo, homem ao mar

por Luciano Candisani em 19 de abril de 2012

Nikon Coolpix AW 100 a bordo de um Catamarã Hobie Cat 16

Comecei minha carreira com fotografia dentro d’água e, embora hoje trabalhe em ambientes diversos, jamais perdi essa ligação original com o mar. Isso explica minha empolgação quando, há duas semanas, tirei da caixa uma Nikon Coolpix AW 100 novinha.

Essa compacta digital de 16 megapixels foi projetada para fotografar e filmar em Full HD a até 10 metros de profundidade. E ainda aguenta o choque causado por quedas, batidas e ondas. Logo à primeira vista, ela me pareceu perfeita para muitas situações “molhadas” de trabalho, em que não é possível carregar equipamento pesado, como a minha D3, e tampouco dispor das mãos para controlar a câmera.

Decidi, então, testar as possibilidades dessa compacta em uma velejada em um HC 16, um catamarã conhecido principalmente pela alta velocidade proporcionada por sua grande área vélica. Adaptei a AW 100 no estaio de proa do barco, virada para trás, apertei o “REC” e saí para velejar.

A camerazinha vermelha funcionou o tempo todo. Até mesmo quando se partiu um dos cabos do meu trapézio (que prende o velejador à embarcação quando há ventos fortes), e o barco, desequilibrado, virou. Em muitos anos velejando, nunca tinha caído assim do barco!

Janelas d’água pelo rio Paraguai

por Luciano Candisani em 28 de fevereiro de 2012
Serra do Amolar, no Pantanal

Serra do Amolar, no Pantanal

Alagados do Pantanal no Paiaguás

Alagados do Pantanal no Paiaguás

No último post, uma única foto do embarque de equipamentos de mergulho em uma pequena lancha , no Porto de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, mostrava os primeiros momentos de uma expedição de 10 dias pelo rio Paraguai.

Hoje, apresento os resultados e o cotidiano dessa viagem em uma série de imagens editadas entre o material produzido nos acampamentos e ao longo de incontáveis mergulhos em corixos d’águas relativamente claros nos arredores da Serra do Amolar, Pantanal do Paiaguás.

Tem também um vídeo, uma espécie de teste para entender a reação dos peixes à minha presença, com as traquitanas fotográficas que carrego, em seu ambiente. Fixei a caixa estanque no fundo do rio e nadei para frente da lente. De observador, passei a observado. Nada nas mãos, apenas um equipamento básico de mergulho livre. Foi uma experiência interessante notar a mudança de comportamento dos peixes, que sem o obstáculo da câmera ameaçadora, vieram muito mais pra perto. Dá uma olhada na curiosidade da piranha!

Fotografei diversas piranhas, é verdade. Mas, garanto, nenhuma chegara assim tão perto da lente quanto essa do filme. A não ser uma que encontrei defendendo seu ninho. Isso mesmo, as piranhas cuidam com afinco de sua prole quando essa ainda tem o aspecto de um cordão gelatinoso de ovos presos entre a vegetação submersa. Logo percebi que elas não medem esforços para afugentar intrusos em aproximação. A zelosa piranha investira várias vezes em minha direção, mas sempre contra a lente da câmera, mordendo o para-sol, jamais contra meu corpo.

O comportamento dos peixes de rio, tal como esse cuidado parental da piranha, só pode ser observado em rios de águas claras, que são raros no Pantanal. Esses corixos entre o rios Paraguai e Taquari guardam algumas das melhores janelas abertas para o mundo subaquático da grande planície inundável. É um lugar de morrarias e janelas d’água.

Cascudo

Cascudo

Cascudo

Cascudo

Raia

Raia

Raia

Raia

Filhote de raia

Filhote de raia

Cardume de piranhas

Cardume de piranhas

Cardume de piranhas e plantas aquáticas

Cardume de piranhas e plantas aquáticas

Fundo de areia de um dos corixos

Fundo de areia de um dos corixos

Uma floresta subaquática

Uma floresta subaquática

 

Peixe-banana

Peixe-banana

Um peixe chamado Matogrosso

Um peixe chamado Matogrosso

Traíra

Traíra

 

Cardume de dourados

Cardume de dourados

Piranha

Piranha

Piranha

Piranha

Piranha

Piranha

Piau

Piau

Em busca de águas claras a bordo de uma "rabeta", a única embarcação capaz de navegar entre a densa vegetação flutuante

Em busca de águas claras a bordo de uma "rabeta", a única embarcação capaz de navegar entre a densa vegetação flutuante

Preparação para um mergulho

Preparação para um mergulho

Em busca de cardumes, tarefa complicada

Em busca de cardumes, tarefa complicada

Sanguessuga

Sanguessuga: eram cerca de 10 por mergulho

Rio Paraguai e Serra do Amolar

Rio Paraguai e Serra do Amolar

Rio Paraguai e Serra do Amolar

Rio Paraguai e Serra do Amolar

 

 

A busca de peixes pantaneiros em águas claras

por Luciano Candisani em 7 de fevereiro de 2012

Foto: Luciano Candisani

Depois de dois dias na estrada, finalmente estamos no porto de Corumbá (MS), transferindo os quinhentos quilos de equipamentos de fotografia e de mergulho da picape para o barco. Temos pela frente uma longa jornada rio Paraguai acima.

Vamos buscar rios com concentração de peixes pantaneiros, como o Dourado e o Pintado , em águas claras. A ideia é fotografar esses  emblemáticos representantes da ictiofauna local em habitat original, no fundo do rio, coisa rara de se ver.

O fotojornalismo na natureza é assim mesmo, um grande tempo de planejamento, longas viagens nos mais variados meios de transporte, muito equipamento e correria para conseguir levar a câmera ao lugar certo para aproveitar as chances que possam surgir.

No próximo post conto as novidades dessa expedição.

Boas festas, boa nova

por Luciano Candisani em 22 de dezembro de 2011

Imagem aérea do manguezal de Caravelas, no Sul da Bahia

Caros leitores,

Quero muito agradecer o interesse de vocês pelas histórias contadas aqui no blog “Por trás das lentes” ao longo desse ano que chega ao fim. Para mim, este espaço vem se firmando, cada vez mais, como um dos desdobramentos importantes da minha produção fotográfica na National Geographic. A intenção, claro, é continuar postando aqui, toda semana, impressões sobre fotografia e meio ambiente coletadas no cotidiano desse meu ofício de fotojornalista das coisas da natureza.

E a última foto de 2011 mostra o manguezal de Caravelas, no Sul da Bahia. É uma singela homenagem aos pesquisadores da ONG Conservação Internacional Brasil que, num estudo inédito, acabaram de provar cientificamente que a conexão entre esses manguezais e os recifes costeiros da região é essencial no ciclo de vida do Dentão Vermelho, espécie de alto valor para a pesca na região ( 3 mil toneladas/ano). Este é um argumento irrefutável para a ampliação das áreas de conservação no local. Uma ótima notícia.

Um feliz 2012 a todos

Água, luz e estrelas na Baía de Ilha Grande

por Luciano Candisani em 16 de dezembro de 2011

Do Pantanal a Angra dos Reis. De onças-pintadas a estrelas do mar. Sigo atualizando o blog Por Trás das Lentes depois de uma série ininterrupta de andanças por locais isolados ter me impedido de enviar novos posts em frequência semanal, como de hábito. Desta vez, escrevo sobre a Baía da Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro.

Ô lugar bonito! Mais de 300 ilhas em águas abrigadas e claras. Praias de areia branca, serras, Mata Atlântica, vida marinha abundante. Nem mesmo os normalmente infalíveis esforços do ser humano para destruir o planeta foram capazes de tirar a graça desse pedaço da nossa costa. Pois, como você sabe, erguemos justamente ali o nosso complexo de usinas nucleares: reatores e prédios enormes espremidos numa pequena planície entre morro e praia.  Se você ainda não viu, diria que parecem gigantescos monstros brancos invadindo o mar, numa cena que poderia ter saído de um filme de terror mambembe.

É, de fato, a quintessência da poluição visual. Mas é pontual. No mais, a natureza predomina e segue ditando a vocação dessas paragens para atividades sustentáveis.

Gosto muito desse lugar. Perto de Mambucaba, onde hoje estão as usinas, fiz minhas primeiras fotos subaquáticas com uma câmera Nikonos V, nos idos de 1985. Em outubro passado, voltei ali com uma pauta que incluía fotos do mar entre as ilhas.

Para tentar resgatar a essência deste mar de ilhas decidi posicionar a câmera na fronteira entre água e céu. Bem no raso, muito raso mesmo. Meio metro, chutando alto. Para fotos assim, “a meia água”, prefiro sempre as câmeras de sensor grande (Full Frame), aplaudidas pela ótima qualidade de imagem em “ISO” tão alto quanto 2000, como a minha Nikon D3. Explicando: ao subir a sensibilidade (ISO), fica possível diminuir a abertura do diafragma e, por tabela, ganhar muita profundidade de foco. Nessa sequência mostarda aqui, por exemplo, esse recurso garantiu a nitidez simultânea da estrela do mar e o ambiente ao redor. Claro, o uso de uma grande angular e caixa estanque com “dome port” também trabalharam em favor do foco em ambos os planos.

Quanto à luz, nada além da cartilha: ajustei exposição para o céu e a compensei na parte submersa com dois flashes.

É assim, foto subaquática prescinde de mergulhos profundos. Basta água, luz e a ferramenta certa. Se achar uma estrela do mar vermelha, melhor.



Onça-pintada, finalmente

por Luciano Candisani em 9 de dezembro de 2011

Já não sabia como justificar a resposta negativa a uma pergunta prá lá de recorrente na minha carreira de fotógrafo freelancer da NATIONAL GEOGRAPHIC: “e as onças-pintadas, tem fotografado?”

“Bem…”, eu tentava explicar, meio constrangido, que tinha poucas imagens (nenhuma no foco), porque ainda não havia surgido uma pauta específica sobre o assunto. Não adiantava, a decepção ficava estampada no rosto das pessoas. E no meu também.

Esta pergunta é bem natural. A onça-pintada é um animal ao mesmo tempo temido como fera e admirado pela beleza. Protagonista de histórias fantásticas, personagem central no debate ambiental. Enfim, trata-se provavelmente do maior ícone da fauna brasileira, item obrigatório na pauta de qualquer fotógrafo de natureza.

É verdade, jamais tivera um trabalho específico com onças. Por outro lado, muitas vezes aproveitei o tempo livre de outras empreitadas no Pantanal e Amazônia para seguir no encalço delas. E houve encontros, todavia nenhum longo o suficiente sequer para ajustar o foco.

Tempos atrás, o relato do meu pai, que acabara de voltar do Mato Grosso, dava a medida do paradoxo.

- Vi uma onça atravessando o Rio Cuiabá, meu amigo fez um ótimo retrato fechado na cara dela. Disse ele, animado.

- Com a tele, de longe? Perguntei.

- Não, com o celular. Explicou

Silêncio…

Dura realidade. Já tinha gente fotografando onça-pintada com o telefone e eu, autointitulado especialista no ramo, nada tinha registrado do animal além de uma coleção de retratos de foco capenga.

A chance de redenção surgiu em setembro passado, finalmente. Viajei ao próprio rio Cuiabá com o cinegrafista Lawrence Wahba. Nosso objetivo: fotografar onças, e só. As chances pareciam muito boas. Vários barcos procurando, aparições frequentes, era o momento. Ajeitei minhas Nikons D3 e objetiva de 500mm na mochila e parti confiante.

Felizmente, após uma semana no local as boas expectativas se confirmaram. Apesar do susto logo no primeiro dia, que passou em branco, sem uma avistagem sequer, nos demais não deixamos de vê-las. E algumas toleraram nossa presença por horas!

Fiquei contente. Não que tenha feito um trabalho a altura de contar a história e trazer toda a emoção de estar cara a cara com esse animal notável, em seu ambiente natural, comportando-se normalmente, indiferente às ameaças da proximidade com o ser humano. Não, isso ainda não. Mas agora tenho bons retratos nítidos e uma resposta mais adequada diante daquela pergunta de sempre. No mínimo, ela reflete melhor a minha admiração e respeito pelas onças.



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Uma incursão por duas Amazônias bem distintas

por Luciano Candisani em 29 de novembro de 2011

Crianças Wajãpi no Rio Oiapoque

“Vai só o bordeaux?”  pergunta em francês o indígena da etnia wajãpi vestido apenas com dois panos atados a uma cordinha na cintura. Pego duas garrafas do vinho e ele me oferece também queijos, apontando para as prateleiras abastecidas de iguarias francesas. Era o dia do meu aniversário e, longe de casa, queria comemorar com meus companheiros de viagem. Saio do mercadinho direto para o barco amarrado no píer em frente e me preparo para cruzar o rio Oiapoque de volta à Vila Brasil, povoado de 90 casas situado em solo nacional. Para mim, ali é solo estrangeiro, da Guiana francesa. E o homem no caixa é um dos 1.400 moradores da comunidade de Camopi. Os índios do lugar recebem ajuda financeira e mercadorias da metrópole do outro lado do Atlântico e dividem espaço com militares de um grupo de infantaria. Em volta, um mar de floresta, aquele tapete verde a perder de vista.

A subida do rio Oiapoque até ali fora uma incursão em duas florestas amazônicas totalmente distintas. A primeira é a do meu imaginário. Da floresta densa, de árvores altas, justapostas na margem de rios correntosos, tal qual uma muralha verde, impenetrável, original, extensa. A outra, uma Amazônia improvável, habitada por índios atentos à cotação do euro, ribeirinhos brasileiros versados em francês, milhares de garimpeiros clandestinos e militares, todos convivendo num pedaço da borda do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, que abraça mais de ¼ do estado do Amapá com seus 3,8 milhões de hectares. Isso mesmo, o parque é gigante, o maior de todos os que protegem florestas tropicais. Caberia a Suíça nele, diga-se.

 

Pescador no porto de Oiapoque, a seis horas de barco da Vila Brasil

Pesquisadores do WWF e ICMbio arrastando o barco através das corredeiras do rio Oiapoque

Família wajãpi na Vila Brasil

Vila Brasil, um Brasil meio francês na Amazônia

Pescadores no porto de Oiapoque, a seis horas da Vila Brasil

Corredeiras do Rio Oiapoque

Isso foi em agosto, a bordo de uma expedição da ONG WWF Brasil e do Instituto Chico Mendes para a conservação da biodiversidade, o ICMbio. O objetivo dos pesquisadores era identificar as necessidades da região do Tumucumaque e as oportunidades para desenvolver e apoiar projetos para a conservação ambiental do parque nacional e seu entorno. Nesse contexto, minha tarefa não se restringia ao tema predominante dos últimos tempos, a biodiversidade. Voltei minhas lentes à aventura humana em busca de soluções para a conservação da natureza. O desafio lembrou-me o início da carreira, os tempos de fotógrafo/marinheiro embarcando em navios de pesquisa e veleiros em longas viagens no oceano.

Desta vez, a travessia náutica, é verdade, não foi das maiores, apenas 8 horas no trecho mais longo. Mas chegar ao médio curso do Oiapoque teve o sabor da descoberta de um mundo novo, isolado e inusitado. Uma mistura de pessoas, cores e culturas como nunca antes tinha visto.

O comentário de dona Maria, proprietária de uma pensão em Vila Brasil, ao ser indagada sobre o sucesso do comércio local, diz muito sobre as insuspeitadas características desse ponto da Amazônia:

“Os índios tem do bom e do melhor lá em Camopi, mas preferem atravessar o rio e gastar o dinheiro deles aqui porque gostam mesmo é do nosso mangê, do nosso arroz com feijão. O problema é essa queda do euro, onde é que vamos parar?”

 

Rio Oiapoque, na Vila Brasil

Criança brasileira, na Vila Brasil

Menina Wajapi em uma das lojas da Vila Brasil

A subida do rio Oiapoque

 

Participantes do National Geographic Experience 2011 fotografam em Paraty

por Luciano Candisani em 7 de outubro de 2011

Foto: Felipe Paiva

Uma série de viagens seguidas a locais onde a internet não chega me afastaram aqui do blog por três semanas. Atualmente, quando tudo é em “tempo real”, isso é um bocado de tempo.

A jornada começou no final de agosto, no Rio Oiapoque, entre Brasil e Guiana Francesa. De lá, segui direto para o Pantanal e, depois, Paraty, onde há três anos, todo mês de setembro, ministro o workshop National Geographic Experience, que é parte da programação do Festival internacional de fotografia Paraty em Foco.

Aqui começo a mostrar momentos dessas andaças das últimas semanas. E o faço publicando as fotografias produzidas pelos participantes do workshop National Geographic Experience. As imagens a seguir foram feitas num  dia chuvoso no Saco de Mamanguá, em Paraty, um local que permanece como reduto de caiçaras tradicionais e ainda abriga Mata Atlântica e manguezais originais. Lá não se chega de carro, só a pé ou de barco. Nosso grupo foi pelo mar. A bordo da escuna Rei Cigano deixamos o trapiche da cidade às 4 da manhã e, antes das seis, iniciamos a primeira das inúmeras atividades previstas em nossa pauta: a caminhada de duas horas até o pico do Mamanguá, com 400 metros de altitude.

Como sempre, foi um dia marcado por muitas caminhadas na natureza e intensa troca de experiências entre pessoas unidas pela paixão por contar histórias com imagens.

Foto: Andréa Lacerda

Foto: Antônio Carlos

Foto: Dácio Rodrigues

Foto: Felipe Paiva

Foto: Fernando Meireles

Foto: Hedner de Almeida

Foto: Igor Borges

Foto: Karina Sechi

Foto: Marianne Osorio

 

Foto: Patrick Miller

Foto: Paula Chamy

Foto: Rudah Poran

Foto: Samantha Henzel

Foto: Sandro Vargas

Foto: Sylvia Junghahnel

Foto: Tania Zanella

Foto: William Silveira

 

Foto: Eliana Franzen

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