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	<title>Roberto Linsker</title>
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	<description>É fotógrafo e editor. Criador das coleções Brasil Aventura, Cuidados pela Vida, Tempos do Brasil e Fotógrafos Viajantes. Na Terra Virgem Editora desenvolve os projetos que não cabem em uma revista. Dedicou-se por dez anos ao projeto Mar de Homens, documentando a pesca artesanal no Brasil</description>
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		<title>Memórias fugazes da China</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2013 20:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hong Kong]]></category>

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		<description><![CDATA[Hong Kong é um lugar diferente. Do topo do Peak, que domina a cidade, essa sensação se magnifica. Hong Kong é uma cidade rica e organizada. Não sei se é rica porque é organizada ou é organizada porque é rica.<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2816/" rel="attachment wp-att-299396"><img class="aligncenter size-large wp-image-299396" title="_MG_2816" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2816-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a title="Hong Kong" href="http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/china-hong-kong" target="_blank">Hong Kong </a>é um lugar diferente. Do topo do Peak, que domina a cidade, essa sensação se magnifica. Hong Kong é uma cidade rica e organizada. Não sei se é rica porque é organizada ou é organizada porque é rica. Eis um enigma que precisa ser resolvido.</p>
<p>Nas encostas íngremes dessa baía, prédios gigantes tomam conta de quase tudo, entremeados por uma vegetação que de longe relembra a da Floresta da Tijuca. É uma cidade onde sete milhões de habitantes se distribuem verticalmente e apesar do incessante vai-e-vem, tudo flui. Para quem mora em São Paulo isso é um alento, uma luz no final do túnel. São seis horas da tarde, o céu se escurece e a cidade se acende.</p>
<p><em>Tong lai chai</em> foi a primeira expressão que aprendi na <a title="China" href="http://viajeaqui.abril.com.br/paises/china" target="_blank">China</a>: chá com leite gelado. Nos dias em que por lá fiquei, bebi muito chai, além de algumas <em>Ting Tsao</em>, a cerveja local. Comi coisas deliciosas e nada me lembrava dos pratos chineses que fizeram a &#8220;fama&#8221; dos restaurantes e <em>deliveries</em> em <a title="Cidade de São Paulo" href="http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/br-sp-sao-paulo" target="_blank">São Paulo</a>. Comi um caldo de pé de pato com abalones e <em>grapefruit</em> que me faz salivar só de lembrar. Comi inesquecíveis bolinhos (<em>dim sum</em>) recheados com camarões e cozidos no vapor. Comi pescoço e estômago de porco e até orelha de pau — aquele fungo que cresce nos troncos das árvores. Na China, quem procura experiências gastronômicas inéditas acha de montão. E não é por acaso. Ao longo de milênios, experimentar ingredientes e aperfeiçoar a culinária tem sido uma das atividades vitais nesse país onde hoje praticamente tudo vai para a panela.</p>
<p>A segunda etapa da viagem me leva até Guanzhou, cidade a 3 horas de carro de Hong Kong. Estou hospedado no Crystal Hotel. Uma certa monocromia acre domina o horizonte ao olhar pela janela do decimo primeiro andar. Uma névoa sutil torna ainda mais melancólica a visão. São quase sete horas e me preparo para o café da manhã. No lobby do hotel leio numa faixa &#8220;<em>Merry Christmas</em>&#8220;. Garçons e garçonetes usam gorros de Papai Noel como a relembrar que o Natal se aproxima. Pergunto à garçonete se a data é celebrada, e ela assente com a cabeça, mas não fico muito convencido. Algo me diz que eles não têm amigos secretos.</p>
<p>Durante o jantar me avisam para não passear sozinho pelas ruas da cidade, para não arriscar ser roubado. Na televisão (todos os restaurantes tem várias), um jornalista vestido com roupas camufladas — talvez fosse um militar fazendo as vezes de âncora — mostra cenas em que violência e roubos são o chamariz do noticiário local. Tentativas de furtos de celulares, gravados pelas câmeras de segurança das lojas, são apresentados em sequência. Isso me fez relembrar uma notícia escabrosa que meses atrás tinha lido no jornal <em>O Globo</em>, &#8220;Adolescente chinês vende rim para comprar iPad e iPhone&#8221;.</p>
<p>Em uma semana experimentei duas &#8220;versões&#8221; da China. Nenhuma delas em profundidade. Ambas surpreendentes.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_1529/" rel="attachment wp-att-299388"><img class="aligncenter size-large wp-image-299388" title="_MG_1529" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_1529-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_1549/" rel="attachment wp-att-299389"><img class="aligncenter size-large wp-image-299389" title="_MG_1549" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_1549-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_1600/" rel="attachment wp-att-299390"><img class="aligncenter size-large wp-image-299390" title="_MG_1600" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_1600-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2012/" rel="attachment wp-att-299391"><img class="aligncenter size-large wp-image-299391" title="_MG_2012" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2012-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2066/" rel="attachment wp-att-299392"><img class="aligncenter size-large wp-image-299392" title="_MG_2066" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2066-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2507-copy/" rel="attachment wp-att-299393"><img class="aligncenter size-large wp-image-299393" title="_MG_2507 copy" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2507-copy-620x432.jpg" alt="" width="620" height="432" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2512/" rel="attachment wp-att-299394"><img class="aligncenter size-large wp-image-299394" title="_MG_2512" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2512-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_2749/" rel="attachment wp-att-299395"><img class="aligncenter size-large wp-image-299395" title="_MG_2749" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_2749-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/p1050931/" rel="attachment wp-att-299397"><img class="aligncenter size-full wp-image-299397" title="P1050931" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/P1050931.jpeg" alt="" width="480" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2013/02/20/memorias-fugazes-da-china/_mg_1494/" rel="attachment wp-att-299387"><img class="aligncenter size-large wp-image-299387" title="_MG_1494" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2013/02/MG_1494-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
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		<title>Maureen Bisilliat na Coleção Fotógrafos Viajantes</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Nov 2012 18:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi em 2010, durante o Paraty em Foco, que a ideia de fazer um livro com imagens de Maureen Bisilliat, para a coleção Fotógrafos Viajantes, ganhava corpo. De lá pra cá diversos foram os encontros até criar uma linha diretriz.<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_299272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft37-gray-1/" rel="attachment wp-att-299272"><img class="size-large wp-image-299272" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft37-gray-1-620x421.jpg" alt="" width="620" height="421" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p>Foi em 2010, durante o Paraty em Foco, que a ideia de fazer um livro com imagens de Maureen Bisilliat, para a coleção Fotógrafos Viajantes, ganhava corpo. De lá pra cá diversos foram os encontros até criar uma linha diretriz.</p>
<p>Como o Instituto Moreira Salles é o detentor de todos os direitos patrimoniais sobre a obra fotográfica de Maureen, foi necessário contatá-los e solicitar a autorização. Uma vez acertadas as burocracias começamos, a quatro mãos,  a edição de imagens. Esta, alias, a melhor parte: folhear contatos, olhar, desembaralhar prints antigas, descobrir surpresas ocultas em envelopes pardos, tudo isso entremeado de conversas, histórias, café e bolachas de gengibre, que Maureen sempre me oferece quando a visito.</p>
<p>Escolher cinquenta imagens e, com elas, rechear 96 páginas, poderia ter sido uma tarefa árdua, insana até. Qual critério, afinal, para criar um fluxo de imagens abrangente e atemporal? Como respeitar as cronologias que Maureen tão claramente tinha estabelecido nas suas <em>equivalências fotográficas</em> sem ser aprisionado por elas?</p>
<p>Para resolver este quesito, decidimos utilizar uma metodologia intuitiva, no melhor estilo <em>&#8220;</em>eu gosto desta foto, e você?&#8221;</p>
<p>Com essa liberdade instituida, a cada <em>round</em> a peneira apertava sua malha e algumas imagens pediam para sair. Outras entravam no desfile.</p>
<p>Como buscávamos um livro sutil, silencioso e, ao mesmo tempo, vibrante, a costura de imagens foi pensada e repensada exaustivamente. No livro, praticamente tudo é sangrado para ocupar o espaço restrito, para alargar a história que cada imagem carregava. No livro, os retratos são a matéria prima que se impõe no decorrer das páginas. Neles, Maureen acolhe olhares ora densos, ora lânguidos. Ouso dizer que é quase uma síntese de êxtases.</p>
<p>Tecnicamente falando, trabalhamos com copias manuseadas décadas atrás pela fotógrafa, imagens <em>vintage</em> em branco e preto, colorizadas, tonalizadas, alteradas, interferidas e guardadas. São elas as experiências visuais que Maureen sempre cultivou e que até hoje são reconhecidas como uma das suas identidades. Foram elas que cuidadosamente reproduzimos no livro: ampliações dobradas, amassadas, manchadas, metamorfoseadas pelo esquecimento e que, agora, voltam à tona como matrizes no projeto gráfico. Revela-las era quase compartilhar um segredo, uma intimidade.</p>
<p>Mas há também imagens icônicas, aquelas que muitos já viram nos outros livros de Maureen Bisilliat. Era impossível deixar de fora Manuelzão, para mim seria um sacrilégio esquecer o guia de Guimarães Rosa; e as Caranguejeiras? E a sertaneja que foi a capa do livro <em>Luz e Trevas</em>?</p>
<p>Essas e outras estão lá. Olhando, olhando.</p>
<div id="attachment_299262" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/tv_maureenbisilliat_livcultura_121105/" rel="attachment wp-att-299262"><img class="size-large wp-image-299262" title="Lançamento do livro Maurren Bisilliat" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/TV_MaureenBisilliat_LivCultura_121105-620x437.jpg" alt="" width="620" height="437" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Convite do lançamento do livro Maurren Bisilliat, da coleção Fotógrafos Viajantes</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299282" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft03-1-2/" rel="attachment wp-att-299282"><img class="size-full wp-image-299282" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft03-1-2.jpeg" alt="" width="480" height="566" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft18-2-2/" rel="attachment wp-att-299292"><img class="size-large wp-image-299292" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft18-2-2-620x398.jpg" alt="" width="620" height="398" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299302" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft21-2-2/" rel="attachment wp-att-299302"><img class="size-full wp-image-299302" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft21-2-2.jpeg" alt="" width="472" height="640" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299312" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft32-1-2/" rel="attachment wp-att-299312"><img class="size-large wp-image-299312" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft32-1-2-620x465.jpg" alt="" width="620" height="465" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299322" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/ft33-2-2/" rel="attachment wp-att-299322"><img class="size-full wp-image-299322" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/ft33-2-2.jpeg" alt="" width="480" height="592" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_299332" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/11/09/maureen-bisilliat-colecao-fotografos-viajantes/menina-com-galinha-2/" rel="attachment wp-att-299332"><img class="size-large wp-image-299332" title="Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/11/menina-com-galinha-2-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédtio: Maureen Bisilliat/©Instituto Moreira Salles</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
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		<title>Na floresta, uma tarde</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 23:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Loren McIntyre]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de muitos anos acalentando o projeto, finalmente tenho a alegria de comunicar que o livro Na floresta, uma tarde, de Loren McIntyre, será lançado no dia 20 de outubro na Pinacoteca. Loren, que esteve ao longo de quase três<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/03/" rel="attachment wp-att-299142"><img class="aligncenter size-large wp-image-299142" title="03" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/03-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></p>
<p>Depois de muitos anos acalentando o projeto, finalmente tenho a alegria de comunicar que o livro <em>Na floresta, uma tarde</em>, de Loren McIntyre, será lançado no dia 20 de outubro na Pinacoteca. Loren, que esteve ao longo de quase três décadas nos mais remotos confins da Amazônia, perseguindo suas histórias e realizando diversas reportagens sobre o nosso país para a revista NATIONAL GEOGRAPHIC<em>,</em> é praticamente desconhecido no Brasil.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/08-1/" rel="attachment wp-att-299152"><img title="08 1" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/08-1-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p>O livro <em>Na floresta, uma tarde<span style="color: #000000;"><strong>,</strong></span></em> da Terra Virgem Editora, reúne 49 imagens em que índios, colonos, garimpeiros e prostitutas dividem com a floresta o protagonismo de suas páginas. São duas partes: a primeira, <strong>na floresta</strong>, é um desfile ingênuo e aguçado de paisagens e personagens. Ingênuo porque quase 40 se passaram e muita Amazônia já nos foi mostrada; aguçado porque Loren teve ousadia e coragem para chegar onde muitos sequer sonharam ir. Sobre <strong>uma tarde</strong>, nada vou dizer. Melhor cada um tirar as suas conclusões.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/11/" rel="attachment wp-att-299162"><img title="11" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/11-620x417.jpg" alt="" width="620" height="417" /></a></p>
<p>O livro é o quarto volume da coleção Fotógrafos Viajantes – junta-se a Pierre Verger, Cassio Vasconcellos e Pedro Martinelli – e é também uma homenagem pessoal. Foi um privilégio ter conhecido Loren, um dos grandes exploradores contemporâneos da Amazônia. Dedicado e metódico, não mediu esforços para relatar as suas histórias, acho que era a sua maneira de generosamente compartilhar suas experiências e conhecimento adquiridos.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/14/" rel="attachment wp-att-299172"><img title="14" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/14.jpg" alt="" width="429" height="640" /></a><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/11/" rel="attachment wp-att-299162"><br />
</a></p>
<p>Em 1971, sem GPS, sem Google, contando apenas com mapas imprecisos, uma bússola e uma enorme vontade de caminhar, Loren descobriu a nascente mais distante do Amazonas. Hoje parece um fato irrelevante.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/47/" rel="attachment wp-att-299182"><img title="47" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/47-620x416.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/attachment/14/" rel="attachment wp-att-299172"><br />
</a></p>
<p>De qualquer forma, a minha felicidade é ainda maior pelo fato de algumas imagens do livro terem sido escolhidas pela Pinacoteca do Estado de São Paulo para fazer parte do seu acervo permanente. E essas imagens serão expostas agora no dia 20 de outubro, na mostra coletiva <em>O Mais Parecido Possível &#8211; O Retrato</em>, com curadoria de Diógenes Moura, ocasião na qual lançaremos o livro.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/48-1/" rel="attachment wp-att-299192"><img class="aligncenter size-large wp-image-299192" title="48 1" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/48-1-620x416.jpg" alt="" width="620" height="416" /></a></p>
<p>Segue o convite para a exposição:</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/10/11/na-floresta-uma-tarde/na-florestauma-tarde-convite-lancamento-121011/" rel="attachment wp-att-299202"><img class="aligncenter size-large wp-image-299202" title="na floresta,uma tarde convite lançamento 121011" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/10/na-florestauma-tarde-convite-lançamento-121011-620x397.jpg" alt="" width="620" height="397" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A última chuva</title>
		<link>http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2012 19:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[estiagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ibiúna]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem se lembra quando foi que choveu pela última vez? Em São Paulo estamos tão acostumados a dias de sol como estamos a dias de chuva. Afinal, vivemos em um país tropical e essas jornadas se alternam invariavelmente. Se aqui<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/_mg_9975/" rel="attachment wp-att-299022"><img class="aligncenter size-large wp-image-299022" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/MG_9975-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></p>
<p>Quem se lembra quando foi que choveu pela última vez?</p>
<p>Em São Paulo estamos tão acostumados a dias de sol como estamos a dias de chuva. Afinal, vivemos em um país tropical e essas jornadas se alternam invariavelmente. Se aqui fosse San Pedro de Atacama, no norte do Chile, a chuva seria uma exceção. Ao inverso do que acontece em lugares como Bergen, na Noruega, ou Lloró, na Colômbia, onde os dias ensolarados são infrequentes e os períodos longos sem chuva, raros; lá costuma chover mais de 250 dias por ano.</p>
<p>Em São Paulo, a derradeira chuva forte de meados de julho &#8211; mais de 60 dias de estiagem &#8211; parece ter se evaporado da memória e ameaça nunca mais voltar, nos deixando resignados a dias áridos e sol causticante no decorrer dos meses.</p>
<p>Confesso que tanto tempo cansa e começei a sentir saudade. Algumas plantas ao meu redor também. Para mitigar um pouco essa vontade e relembrar como eram esses dias, mergulhei nos meus arquivos em busca daquelas jornadas. Achei o dia, a hora e o lugar. Foi em Ibiúna, perto de São Paulo, quando inesperadamente a chuva tomou conta daquela manhã e se estendeu ao longo da tarde.</p>
<p>O engraçado é que, se começar a chover novamente, coisa que não há de levar muito tempo, este post também se diluirá na nova realidade. E, enquanto escrevo isto, uma brisa entra pela janela e lá fora as árvores balançam. Sei que o vento costuma trazer novidades.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/_mg_9844/" rel="attachment wp-att-299002"><img class="aligncenter size-large wp-image-299002" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/MG_9844-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/_mg_9839/" rel="attachment wp-att-298992"><img class="aligncenter size-large wp-image-298992" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/MG_9839-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/18/a-ultima-chuva/_mg_9827/" rel="attachment wp-att-298982"><img class="aligncenter size-large wp-image-298982" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/MG_9827-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></p>
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		<title>Recantos do Recôncavo, breve história de uma reportagem</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Sep 2012 17:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[National Geographic Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[saveiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de três anos se passaram entre o convite da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL para fotografar os últimos saveiros e a publicação da reportagem Vento Contra na edição de setembro, que já está nas bancas. A espera foi longa e deu<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298842" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav6784/" rel="attachment wp-att-298842"><img class="size-large wp-image-298842" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV6784-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Lá em Coqueiros, perto de Cachoeira</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p>Mais de três anos se passaram entre o convite da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL para fotografar os últimos saveiros e a publicação da reportagem <em>Vento Contra</em> na edição de setembro, que já está nas bancas. A espera foi longa e deu tempo de ir à Bahia em duas ocasiões, uma delas foi exclusivamente para registrar a saga contemporânea dessas embarcações.  Na segunda, voltava da Chapada Diamantina e decidi investir num sobrevôo para ver se rolava alguma imagem &#8220;gloriosa&#8221;.</p>
<p>Na primeira viagem convidei Alcino Caetano, amigo de Lençóis, para se juntar à expedição pelo Recôncavo. Com o apoio da Associação Viva Saveiro e de Pedro Bocca &#8211; que nos cedeu uma lancha e, principalmente, o Jefferson, marinheiro conhecedor da região.  Assim, em boas mãos, percorremos de uma ponta à outra a Baía de Todos os Santos e adentramos os Rios Jaguaripe e Paraguaçu, tudo em quatro dias de navegação.</p>
<p>Lá nos fundos do Jaguaripe fica Maragogipinho, onde são confeccionadas as cerâmicas que abastecem Salvador. Estando lá, um dia decidimos visitar a feira de Nazaré das Farinhas, 30 quilômetros de asfalto.</p>
<p>As feiras na Bahia são uma amostra farta e generosa de produtos regionais e de calor humano, respectivamente. Nem preciso dizer que feira é comigo mesmo, nem sempre para fotografar, mas para meandrar pelas histórias que qualquer cidade oferece. E, quando penso em feira, a Bahia imediatamente aparece.</p>
<p>Em 2011, retornando de Irecê, acabei dormindo em Salvador para, na manhã seguinte, fazer um sobrevôo no Recôncavo. A visão aérea é importante, fornece não apenas um ângulo inusitado para fotografar, mas principalmente a oportunidade para um melhor entendimento do tema e da região. A dúvida é sempre a mesma: fazer o sobrevôo antes ou depois da documentação em terra? Com o tempo, chega-se a uma conclusão: cada opção tem as suas vantagens e desvantagens. Hoje, com o Google, é possível passear por onde se irá investir tempo e selecionar coordenadas para um eventual sobrevoo.</p>
<p>Agradeço a todos que contribuíram na produção da reportagem, especialmente a Pedro Bocca, Fátima Navarro, Ana Kolbe, Roberto Carlos Bezerra (Malaca) e Ildé Paraense (Dedé), todos do Viva Saveiro; ao Mestre Jailton, do É da Vida; ao Mestre Jorge, do Sombra da Lua; ao Mestre Carlito e, especialmente, ao Jefferson, nosso marinheiro pelas águas do Recôncavo; a Alcino e Catan pela amizade e companheirismo.</p>
<div id="attachment_298862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav7328/" rel="attachment wp-att-298862"><img class="size-large wp-image-298862" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV7328-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Maré baixa, vento fraco na Ilha da Maré</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298832" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav6712-1/" rel="attachment wp-att-298832"><img class="size-large wp-image-298832" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV6712-1-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Uma pequena venda no Recôncavo</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298812" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav5893/" rel="attachment wp-att-298812"><img class="size-large wp-image-298812" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV5893-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Dia de feira, hora do rango em Nazaré</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298852" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav7076/" rel="attachment wp-att-298852"><img class="size-large wp-image-298852" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV7076-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Jefferson, o marinheiro que nos guiou pelo Recôncavo</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298802" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav5841/" rel="attachment wp-att-298802"><img class="size-large wp-image-298802" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV5841-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Dia de Feira em Nazaré das Farinhas</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298822" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_sav6621/" rel="attachment wp-att-298822"><img class="size-large wp-image-298822" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/SAV6621-620x412.jpg" alt="" width="620" height="412" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>A cidade de Cachoeira se banha numa manhã enevoada no Rio Paraguaçu</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298792" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/_mg_2648/" rel="attachment wp-att-298792"><img class="size-large wp-image-298792" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/MG_2648-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>O piloto define no GPS o rumo a seguir</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/09/12/saveiros-bahia/saveiros_mg_3136-copy/" rel="attachment wp-att-298872"><img class="size-large wp-image-298872" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/09/saveiros_MG_3136-copy-620x413.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>O saveiro cruza a baía e a cidade de Salvador ao fundo, com navios transoceânicos aguardando para carregar e descarregar </strong></p></div><div class="clear"></div></div>
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		<title>A fotopintura no Nordeste brasileiro</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 20:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Retrato]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotopintura]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Pinacoteca]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado passado foi inaugurada na Pinacoteca de São Paulo a exposição Interior Profundo, que homenageia a fotopintura. A maioria das obras expostas são do Aureo Studio de Mestre Júlio Santos em Fortaleza. Qualquer um que tenha adentrado algum lar em<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/08/08/fotopintura-nordeste-brasil/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298612" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/08/08/fotopintura-nordeste-brasil/j17553p5/" rel="attachment wp-att-298612"><img class="size-large wp-image-298612" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/08/FOTOPINTURA_01_Nat_Geo_120806-620x371.jpg" alt="" width="620" height="371" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Fotopintura de autor desconhecido - Crédito: ©Roberto Linsker/Reprodução</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p>Sábado passado foi inaugurada na Pinacoteca de São Paulo a exposição <em>Interior Profundo</em>, que homenageia a fotopintura. A maioria das obras expostas são do Aureo Studio de Mestre Júlio Santos em Fortaleza.</p>
<p>Qualquer um que tenha adentrado algum lar em algum vilarejo do interior da Bahia ou Ceará – ou Maranhão, Pernambuco, Minas, Acre ou Amapá – certamente terá se deparado com alguma obra desse gênero tão tipicamente brasileiro, apesar de não ser exclusividade nacional.</p>
<p>Não vou me estender sobre a exposição, que pode ser conferida até 21 de outubro. Olhar aquelas obras na parede me fez lembrar de uma história relacionada ao assunto.</p>
<p>A morada dos outros é um tema recorrente, meio voyeurístico. Gosto de conhecer o lugar onde as pessoas passam a maior parte das suas vidas; onde dormem, comem, assistem à televisão etc. Sempre que sou convidado para entrar na casa alheia aceito de bom grau. Enfim, mostrai-me onde moras e te direi com quem tu andas. Sei que não é bem assim o ditado, mas a outra versão me parece muito determinista.</p>
<p>Certa vez estava próximo à Gruta dos Impossíveis, no município de Iraquara, na Chapada Diamantina, e parei para pegar informações. A casa era muito simples e fiz alguns retratos dos moradores. No interior, dependurado, um único quadro adornava as paredes daquele lar. Nele emoldurado, um casal se apresentava com vestes fictícias que destoavam da realidade daquele entorno.</p>
<p>A fotopintura é uma documentação com pinceladas oníricas. Nessas obras, cores e costumes alheios são incorporados à alma da pessoa retratada que, assim fantasiada, percorre gerações.</p>
<p>O artista fotopintor realiza os desejos do cliente, os seus próprios e transforma os retratados em protagonistas que assim, entre quatro paredes, alcançam o estrelato. Seriam aqueles 15 minutos de fama que Andy Warhol popularizou, sem saber que já existiam no sertão.</p>
<p>Acabei reproduzindo aquele quadro e publiquei no livro <em>Brasil Terra Virgem</em> no ano de 1999. Semanas após o lançamento, um dos patrocinadores agendou uma reunião. Percebi que ele tinha marcado uma das duplas do livro com um post-it e a primeira coisa que fez foi abri-lo e, apontando para o casal, me perguntou: &#8220;o que é isto?&#8221;.</p>
<p>Expliquei como pude e ele, interessadíssimo, quis saber se haveria como adquirir aquele quadro. Eu achava que sim, mas solicitei um tempo para consultar os amigos na Bahia. Liguei para Alcino em Lençóis e pedi para ele checar com a família se estariam dispostos a vender aquele quadro. Teriam em troca, além do pagamento, uma reprodução fotográfica do mesmo tamanho e igualmente emoldurada. E o pagamento era o equivalente na época a quatro ou cinco salários mínimos. É claro que eles toparam.</p>
<p>E eu hoje fico pensando se essa não foi uma das primeiras fotopinturas a sair diretamente de um lar popular para uma colecão particular. Posso estar errado, mas tenho a impressão de que, em breve, teremos galerias vendendo essas obras, a maioria delas de artistas e de personagens anônimos.</p>
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		<title>A Amazônia singular de Edu Simões</title>
		<link>http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 22:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Edu Simões]]></category>
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		<description><![CDATA[Numa tarde de 2008, Edu me mostrava algumas imagens da Amazônia que produzira em anos passados. Eram lindas essas fotografias e, não por acaso, vinham acompanhadas de um desejo: o de viajar mais, fotografar novamente e produzir um livro sobre<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/francimar-e-sucuri_rio-136/" rel="attachment wp-att-298442"><img class="size-large wp-image-298442" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Francimar-e-sucuri_rio-136-620x627.jpg" alt="" width="620" height="627" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p style="text-align: center">Numa tarde de 2008, Edu me mostrava algumas imagens da Amazônia que produzira em anos passados. Eram lindas essas fotografias e, não por acaso, vinham acompanhadas de um desejo: o de viajar mais, fotografar novamente e produzir um livro sobre a região.</p>
<p>Sempre acreditei que, para se ter uma ideia minimamente válida sobre esse intrincado, complexo e muitas vezes impermeável mundo que é a Amazônia, fosse necessário equacionar de forma precisa o binômio tempo/dinheiro. Nunca há tempo suficiente na Amazônia. Na sua imensidão ela flui e escapa lentamente por entre os dedos da nossa urgência. Mas eram lindas aquelas fotografias.</p>
<p>Abracei a ideia e colocamos o projeto no papel, ­com patrocínio da Natura e a chancela do Ministério da Cultura. Edu viajou durante um ano, se alimentando nas bordas e entranhas dessa terra. Foram, ao todo, cinco expedições para a região realizadas em 2011. Na bagagem, uma Hasselblad, de formato quadrado, e 474 filmes preto e branco.</p>
<p>A cada retorno, Edu trazia fragmentos da estranha Amazônia que impressionara os seus olhos. Uma Amazônia tão poética e própria que, em alguns instantes, parecia inventada. Nas suas jornadas fotográficas, Edu transformou cenas cotidianas em imagens surpreendentes, às vezes enigmáticas.</p>
<p>O livro é uma construção densa que espelha essa relação íntima que ele soube estabelecer ao longo de um ano de imersões na floresta. Para mim, as paisagens e os personagens exalam algo onírico; esse é um traço singular, silencioso e subjetivo da linguagem visual de Edu Simões. Quem quiser pode vir e conferir.</p>
<p><strong>Lançamento do livro <em>Amazônia</em></strong></p>
<p><strong>Quando:</strong> 3 de maio, das 19h às 22h</p>
<p><strong>Onde:</strong> Espaço Conceito Natura &#8211; Rua Oscar Freire, 1.052 (Jardim Paulista) &#8211; São Paulo</p>
<div id="attachment_298432" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/carlos-daniel_rio-apuau133/" rel="attachment wp-att-298432"><img class="size-large wp-image-298432" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Carlos-Daniel_rio-Apuaú133-620x629.jpg" alt="" width="620" height="629" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298422" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/apui-parana-do-sao-rai132/" rel="attachment wp-att-298422"><img class="size-large wp-image-298422" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Apuí-Paranã-do-São-Rai132-620x626.jpg" alt="" width="620" height="626" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298412" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/waldizar-e-principe_-ri143/" rel="attachment wp-att-298412"><img class="size-large wp-image-298412" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Waldizar-e-Príncipe_-ri143-620x627.jpg" alt="" width="620" height="627" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/raissa-rio-jari-vitor140/" rel="attachment wp-att-298402"><img class="size-large wp-image-298402" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Raíssa-rio-Jari-Vitór140-620x626.jpg" alt="" width="620" height="626" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298392" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/manaus-proximo-ao-port13a/" rel="attachment wp-att-298392"><img class="size-large wp-image-298392" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Manaus-próximo-ao-Port13A-620x626.jpg" alt="" width="620" height="626" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298382" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/ilha-do-marinheiro-rio138/" rel="attachment wp-att-298382"><img class="size-large wp-image-298382" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Ilha-do-Marinheiro-rio138-620x626.jpg" alt="" width="620" height="626" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298372" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/05/02/livro-amazonia-edu-simoes/gesiane-teles-e-a-pripr137/" rel="attachment wp-att-298372"><img class="size-large wp-image-298372" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/05/Gesiane-Teles-e-a-pripr137-620x626.jpg" alt="" width="620" height="626" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>©edu simões</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
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		<title>Xingu, o filme</title>
		<link>http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 15:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Índios]]></category>
		<category><![CDATA[Villas-Bôas]]></category>
		<category><![CDATA[Xingú]]></category>

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		<description><![CDATA[O fim começava no instante em que a mão do índio se fechava sobre o cabo da faca de aço reluzente oferecida pelos sertanistas &#8211; como se colhesse o fruto proibido do éden. Quando o índio sucumbia ao desejo de<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298232" class="wp-caption aligncenter" style="width: 286px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/k-03932-2/" rel="attachment wp-att-298232"><img class="size-full wp-image-298232" title="Índios no Xingú" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/k-039321.jpg" alt="" width="286" height="448" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p><em>O fim começava no instante em que a mão do índio se fechava sobre o cabo da faca de aço reluzente oferecida pelos sertanistas &#8211; como se colhesse o fruto proibido do éden. Quando o índio sucumbia ao desejo de possuir um objeto que não era capaz de produzir, ele começava a atravessar a ponte rumo à sociedade ocidental. Quando completava essa travessia, já era alguém sem identidade. Como observou Orlando Villas Bôas, &#8216;Um índio integrado não é mais um índio&#8217; . Loren McIntyre/ Os Últimos Dias do Éden</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ontem fui à pré-estreia do filme <em>Xingu</em>, dirigido pelo Cao Hamburguer e que reconta a história dos Irmãos Villas-Bôas, responsáveis pela criação do Parque Indígena do Xingu. Para quem conhece e também para quem não conhece essa história tão brasileira, o filme é uma boa oportunidade para refletir um pouco sobre o que fomos, o que somos e o futuro que queremos, parafraseando o tema central da Rio+20.</p>
<p>Foi assim que eu saí do cinema, repassando lembranças e memórias.</p>
<p>Conheci Orlando Villas Bôas em 1997 ao preparar o livro <em>Brasil Aventura Odisséias</em> onde lhes dedicamos um capítulo. Orlando não morava mais no Xingu. Na sua casa em São Paulo, que mais parecia um museu, tive a oportunidade de escutar algumas histórias dessa epopeia. <em>40 anos de Selva e Sertão</em> foi o título que demos à reportagem assinada por Ana Augusta Rocha, com fotografias de Maureen Bisilliat.</p>
<p>Os Villas-Bôas foram inspiração para muita gente que ao longo de décadas os visitaram no Parque Indígena do Xingu e também nas expedições de primeiro contato com índios isolados, caso de Pedro Martinelli, que trouxe as primeiras imagens dos Kreen-akarore.</p>
<p>Um outro fotógrafo, Jesco von Puttkamer, único fotógrafo brasileiro a publicar seis reportagens na National Geographic, conviveu esporadicamente durante anos com os Villas-Bôas tendo também participado de alguns primeiros contatos como o dos Txicão na década de 1970. Em 2005, em parceria com o Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia da Universidade Católica de Goiás detentora de todos os direitos sobre a sua obra, publicamos pela Terra Virgem Editora o livro <em>Os Últimos Dias do Éden. </em>Todas as imagens deste post são desse livro e o texto do Loren que está no início deste post também.</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/k-00446/" rel="attachment wp-att-298242"><img class="size-full wp-image-298242" title="Índios amazônicos" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/k-00446.jpg" alt="" width="578" height="396" /></a></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_298242" class="wp-caption aligncenter" style="width: 588px;">
<dd class="wp-caption-dd">Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_298262" class="wp-caption aligncenter" style="width: 396px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/tx-00399/" rel="attachment wp-att-298262"><img class="size-full wp-image-298262" title="Índios na estrada" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/tx-00399.jpg" alt="" width="396" height="578" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_298272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/tx-00534/" rel="attachment wp-att-298272"><img class="size-full wp-image-298272" title="Villas-Boas Índios" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/tx-00534.jpg" alt="" width="578" height="396" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_298282" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/tx-00643/" rel="attachment wp-att-298282"><img class="size-full wp-image-298282" title="Villas-Boas 2" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/tx-00643.jpg" alt="" width="578" height="396" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 396px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/tx-00377/" rel="attachment wp-att-298252"><img class="size-full wp-image-298252" title="Índio olhando" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/tx-00377.jpg" alt="" width="396" height="578" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
<div id="attachment_298292" class="wp-caption aligncenter" style="width: 578px"><span><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/30/xingu-o-filme/tx-01975/" rel="attachment wp-att-298292"><img class="size-full wp-image-298292" title="Índios avião" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/tx-01975.jpg" alt="" width="578" height="396" /></a></span><div class="legenda"><div class="clearLeg"></div><p><strong>Crédito: ©Jesco von Puttkamer/IGPA</strong></p></div><div class="clear"></div></div>
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		<title>Escala</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 11:23:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[comodidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou muito ligado em escalas, sejam elas no espaço ou no tempo. Talvez essa seja uma herança dos meus tempos de geologia quando aprendi que fotografias sempre deviam estar acompanhadas de alguma referência concreta que traduzisse claramente para o observador<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/03/20/escala-comeco-meio-fim/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-298131" title="Escala_Roberto_Linsker_20032012" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/03/linsker_20032012.jpg" alt="" width="620" height="413" /></p>
<p>Sou muito ligado em escalas, sejam elas no espaço ou no tempo. Talvez essa seja uma herança dos meus tempos de geologia quando aprendi que fotografias sempre deviam estar acompanhadas de alguma referência concreta que traduzisse claramente para o observador o tamanho daquilo que ele estava vendo. Se era um barranco, o martelo de geólogo seria o ideal. Se fosse uma amostra de rocha, poderia ser uma lapiseira ou uma moeda.</p>
<p>No início deste ano estava em Santiago, no Chile, e esta imagem me lembrou tudo isso. E algo mais. Certa vez, no Xingu, um índio txicão me questionou sobre o funcionamento da máquina fotográfica analógica que eu utilizava e, curioso, quis saber quem a tinha construído. Fiz um esquema para elucidar o processo e fui lhe contando. Não sei se ele me compreendeu, mas eu fiquei feliz em poder explicitar um processo que conhecia bem.</p>
<p>Agora, sobre quem a construiu, desconversei, dizendo apenas que era tão sofisticada que somente os japoneses, alemães e outros poucos faziam. Tudo verdade. Faz tempo que qualquer processo industrial envolvendo tecnologia de ponta exige investimentos exorbitantes para posicionar o produto num mercado cada vez mais global. Não há, que eu saiba, nenhuma máquina fotográfica moderna fabricada no Brasil.</p>
<p>Se hoje alguém me perguntasse sobre o funcionamento do meu iPhone, não teria como explicar. Apesar de intuitivamente compreender o princípio binário de armazenamento de dados, confesso que me sinto como aquele índio. Mas também a quem importa? Interessa mesmo é o prazer e a comodidade que essas novas ferramentas introduziram no cotidiano do planeta. Certo? São aparelhos acessíveis apesar da incrível sofisticação em termos de arquitetura, engenharia e design, e tão distantes de qualquer linha artesanal que é praticamente impossível visualizar o começo, meio e fim do processo.</p>
<p>E agora, olho de novo para a imagem desse imenso edifício que se ergue brilhante. Nele devem trabalhar centenas, talvez milhares de pessoas que certamente têm acesso às mais avançadas tecnologias. E, ironia, não consigo escapar ao trocadilho: <em>alguém sempre fica do lado de fora</em>.</p>
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		<title>A morte das pequenas coisas &#8211; 2ª parte</title>
		<link>http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/02/09/a-morte-das-pequenas-coisas-2a-parte/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 20:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Linsker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reino animal]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[inseto]]></category>
		<category><![CDATA[Itacaré]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi no Carnaval de 2010, em Itacaré, no sul da Bahia, que este trabalho se iniciou. Foi lá que os vi pela primeira vez. Alguns já mortos e outros em silenciosa despedida. Eram apenas restos esparsos no piso branco que<a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/02/09/a-morte-das-pequenas-coisas-2a-parte/"> Leia mais »</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/02/09/a-morte-das-pequenas-coisas-2a-parte/artrop_itc9886g-copy/" rel="attachment wp-att-298071"><img class="aligncenter size-large wp-image-298071" title="Artrópode morto" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/02/artrop_ITC9886G-copy-620x495.jpg" alt="" width="620" height="495" /></a></p>
<p>Foi no Carnaval de 2010, em Itacaré, no sul da Bahia, que este trabalho se iniciou. Foi lá que os vi pela primeira vez. Alguns já mortos e outros em silenciosa despedida. Eram apenas restos esparsos no piso branco que em breve o vento ou alguém varrerá, pensei. Mas enquanto isso não acontecia, decidi investigar o que afinal eram aquelas &#8220;pequenas coisas espraiadas na luz da manhã&#8221;.</p>
<p>Ao deitar no chão, apenas alguns centímetros nos separavam. Eram corpos complexos, com surpreendentes detalhes anatômicos. Senti um certo deleite, não pela morte, mas pela descoberta dessas vidas.</p>
<p>Durante uma semana continuei olhando ao redor e guardando essa coleção de instantes sem me questionar o que faria com esses pedaços de vidas estranhas. Naquele piso frio e duro eram todos insetos carentes de floresta, isolados da sua biodiversidade e em profunda solidão, totalmente alheios a essa eterna compulsão festiva da Bahia.</p>
<p>Na próxima semana estarei novamente em Itacaré, se a greve dos policiais militares não inviabilizar a viagem. E se tiver conexão de internet enviarei o próximo post diretamente de lá, ok?</p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/02/09/a-morte-das-pequenas-coisas-2a-parte/artrop_itc0362-w-copy/" rel="attachment wp-att-298081"><img class="aligncenter size-large wp-image-298081" title="Artrópode morto" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/02/artrop_ITC0362-W-copy-620x495.jpg" alt="" width="620" height="495" /></a></p>
<p><a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/2012/02/09/a-morte-das-pequenas-coisas-2a-parte/artrop_itc9078-w-copy/" rel="attachment wp-att-298091"><img class="aligncenter size-large wp-image-298091" title="Artrópode morto" src="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/roberto-linsker/files/2012/02/artrop_ITC9078-W-copy-620x495.jpg" alt="" width="620" height="495" /></a></p>
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