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Rodrigo Baleia

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Contrastes da Amazônia

por Rodrigo Baleia em 18 de dezembro de 2015

Em dezembro de 2008 tive o prazer de documentar o trabalho realizado pelo fisioterapeuta Igor Simões de Andrade nas proximidades de Manaus.

Há cerca de três anos, ele vem desenvolvendo tratamentos fisioterápicos com crianças, assistidos por golfinhos.

Como a Amazônia também é uma terra de contrastes, Igor só tem apoio logístico para levar as crianças para o tratamento uma única vez por mês.

Diferente do que acontece no sul do Pará e no norte do Mato Grosso, onde o desmatamento é diário. Lá os financiamentos para a destruição da floresta vêm a rodo (encontrei esses dias uma foto perdida em meus arquivos que mostrava uma placa indicando o nome do banco financiador da destruição da floresta para a criação de pastagens).

Hoje, ao ver o trabalho e a dedicação de Igor e sua esposa, e a imediata diferença nas vidas daquelas crianças que vi nadar com os botos, me senti no dever de voltar lá e me dedicar a cobertura e divulgação deste trabalho.

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Imagens da vida selvagem

por Rodrigo Baleia em 1 de outubro de 2015

Eu não sou o único fotógrafo a ter um certo preconceito em fotografar animais em zoológico ou cativeiro. Na verdade meu preconceito sempre foi com os fotógrafos que omitem o fato das imagens terem sido produzidas em cativeiros e desta forma se lançam no mercado como fotógrafo de vida selvagem.

Creio que fotografar animais em cativeiro ou até mesmo em áreas urbanas pode ser um ótimo exercício para quem quer iniciar-se na fotografia de vida selvagem. Os animais que estão acostumados com a presença humana nos possibilitam uma melhor aproximação, favorecem nossa movimentação para buscar melhores enquadramentos, composições e até mesmo um bom contraluz.

Digo que o fato de estarmos em ambiente selvagem, muitas vezes nos priva destas possibilidades e até mesmo da emoção de ter conseguido uma foto do animal em ambiente natural, interferindo até na edição do material.

Há mais ou menos oito anos, eu fui chamado para fotografar uma onça. Lembro-me de ir blasfemando durante o vôo que me levou de Porto Alegre para Manaus, pois o animal seria um espécime em cativeiro.

Horas depois, eu estava compartilhando o interior de uma área de floresta com uma maravilhosa onça pintada. Digo que o trabalho foi muito amador, uma vez que fiz apenas três rolos de cromo e retornei à Porto Alegre para revelá-los em um laboratório de confiança.

O resultado foi que fiz as fotos, não da onça em vida selvagem. Mas, digo que jamais teria fotografado uma onça em seu ambiente natural com a luz que fotografei, com direito a ficar ajustando o tripé.

Também consegui uma boa imagem de um sagüi em uma mata em condomínio nas proximidades de Jundiaí, no interior de SP. Ele estava bastante acostumado com o ser humano e isso me possibilitou capturar uma imagem que me agradasse e que agradasse também o editor de umas das agências das quais sou correspondente. Creio que muitas vezes perdemos a oportunidade de produzir boas imagens em nosso “quintal” esperando pela “tão sonhada montanha dos gorilas”.

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Aviso aos navegantes

por Rodrigo Baleia em 13 de dezembro de 2013

Aviso aos navegantes:

Meu blog esta migrando de para www.rodrigobaleia.com.br

Também convido a todos para participarem da minha Fan Page https://www.facebook.com/RodrigoBaleia.photography nela tenho postado com frequência conteúdo relacionado ao meu trabalhos e dicas de fotografia.

National Geographic: 125 anos de descobertas científicas

por Rodrigo Baleia em 1 de novembro de 2013

Creio ser impossível pensar nos 125 anos que National Geographic está completando sem que venha na minha cabeça a trilha sonora composta por Elmer Bernstein para os documentários da Society exibidos na TV.

Esta música até hoje me remete a casa do meu avô, onde esses documentários eram a exceção. A regra era não ver TV. Essa atitude do meu avô era considerada radical por muitos, mas hoje reconheço que ele estava apenas fazendo uma edição. E tal edição alimentou em mim um sentimento comum a todos os seres humanos, a curiosidade e a biofilia.

É de senso comum ouvir elogios sobre a qualidade das matérias produzidas pela revista bem como dos documentários. E não é por menos que a revista sirva de inspiração para muito profissionais da imagem até hoje.

Mas o que me deixa mais emocionado é poder ouvir de pesquisadores, muitos já no pós-doutorado, falando que escolheram sua profissão devido aos trabalhos publicados ou exibidos pela National Geographic Society. Quando a conversa se estende, é impossível deixar de ouvir as tentativas de reprodução da música tema.

Quando escuto essas histórias, percebo o quanto a Society vem cumprindo o seu papel. Em mim, a revista semeou a curiosidade científica que, posteriormente, transformou-se em uma vontade de compartilhá-la.

Consegui tornar essa vontade possível através da fotografia do trabalho que pesquisadores do Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul vinham desenvolvendo no litoral norte do estado.

Para outros tantos,  a revista também semeou, além da curiosidade, a necessidade de explorar, de descobrir e compreender, e principalmente de proteger.

Nestes 125 anos de National Geographic eu só poderia desejar que mais pessoas pudessem se juntar para dar continuidade aos próximos 125 anos de descobertas científicas, do entendimento sobre nossa própria espécie e às demais que constituem a frágil teia de vida que cobre nosso planeta. E que muitos outros profissionais possam cada vez mais se utilizar das novas ferramentas para dar segmento e honrar o que foi proposto pelos fundadores da National Geographic Society: “Ampliação e a difusão dos conhecimentos geográficos.”

Há alguns meses fui convidado pelo pesquisador Salvatore Siciliano (esquerda) da Fundação Osvaldo Cruz para participar e documentar uma expedição multidisciplinar realizada pelo Grupo de Estudos e Mamíferos Aquáticos da Amazônia do Museu Emilio Goeldi.

Há alguns meses fui convidado pelo pesquisador Salvatore Siciliano (esquerda) da Fundação Osvaldo Cruz para participar e documentar uma expedição multidisciplinar realizada pelo Grupo de Estudos e Mamíferos Aquáticos da Amazônia do Museu Emilio Goeldi.

Sair de casa para explorar o mundo foi algo que sempre me causou inquietude. Mas nunca haviam me dito o quanto pode ser recompensador se juntar a um grupo de pessoas com quem você nunca teve contato.

Sair de casa para explorar o mundo foi algo que sempre me causou inquietude. Mas nunca haviam me dito o quanto pode ser recompensador se juntar a um grupo de pessoas com quem você nunca teve contato.

Transpor obstáculos em prol de um objetivo comum faz você criar laços com indivíduos da mesma espécie.

Transpor obstáculos em prol de um objetivo comum faz você criar laços com indivíduos da mesma espécie.

Caminhar, caminhar e caminhar cerca 32 quilômetros na praia. Um tempo em que você se permite viver as pessoas do grupo. Ali, o compartilhamento é muito mais profundo do que o habitual das redes sociais. Ali não existe “fechar a janela de conversa” e exercitar as relações humanas faz parte do dia a dia.

Caminhar, caminhar e caminhar cerca 32 quilômetros na praia. Um tempo em que você se permite viver as pessoas do grupo. Ali, o compartilhamento é muito mais profundo do que o habitual das redes sociais. Ali não existe “fechar a janela de conversa” e exercitar as relações humanas faz parte do dia a dia.

Hoje, deitado no chão da sala ou caminhando com minha filha até a escola, tento passar para ela o quando devemos viver cada momento, cada pessoa. Devemos caminhar juntos, e quando caminhamos com um grupo que tenha objetivos em comum tudo será mais fácil. Sempre tendo em mente que devemos fazer valer os passos dados por nossos antepassados. Costumo brincar dizendo que “devemos honrar os passos dados por "Lucy” (Australopithecus afarensis).

Hoje, deitado no chão da sala ou caminhando com minha filha até a escola, tento passar para ela o quando devemos viver cada momento, cada pessoa. Devemos caminhar juntos, e quando caminhamos com um grupo que tenha objetivos em comum tudo será mais fácil. Sempre tendo em mente que devemos fazer valer os passos dados por nossos antepassados. Costumo brincar dizendo que “devemos honrar os passos dados por “Lucy” (Australopithecus afarensis).

Impressões sobre o gravador de áudio digital Zoom H6

por Rodrigo Baleia em 28 de agosto de 2013
Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Quando decidi voltar a Porto Alegre, eu sabia que o ritmo do trabalho seria outro. Então pensei em dar continuidade a um projeto pessoal que tem como objetivo levar fotógrafos amadores e profissionais iniciantes para campo. O projeto que desenhei vai demandar equipamentos que garantam qualidade de imagem e som e muitos outros aparatos tecnológicos.

Alguns destes aparatos já fazem parte do kit de campo; outros estou adquirindo conforme vou fazendo o upgrade do meu equipamento.

Aqui, apresento um destes upgrades que é o Zoom H6gravador de áudio digital, que vem com inovações que suprem as demandas que terei.

Esse modelo traz várias novidades. A primeira é que é possível gravar em seis canais de áudio ao mesmo tempo, ou seja, é possível usar cinco diferentes microfones simultaneamente e adicionar mais um com o acessório EXH-6 Dual XRL/TRS.

Outra novidade é que esse modelo tem um sistema de microfones intercambiáveis, o microfone padrão X/Y e o microfone mid-size, já acompanham o Zoom H6. O terceiro é um microfone direcional ( SGH-6 Shotgun) vendido separadamente, bem como o acessório EXH-6 Dual XRL/TRS.

Outras características incluem suporte a cartões de memória SDXC com capacidade de 128GB,que grava tanto no formato WAV quanto MP3. A qualidade máxima do áudio é 24bits / 96kHz. As opções de compressão podem ser aplicadas a cada trilha de modo independente.

Zoom H6 tem um visor colorido na parte inferior com um angulo que facilita a visualização quando o gravador é montado em sapata do flash de uma HDSRL.

Zoom H6 tem um visor colorido na parte inferior com um angulo que facilita a visualização quando o gravador é montado em sapata do flash de uma HDSRL.

Outra novidade é o uso de potenciômetros que além de tornar possível o ajuste de cada entrada separadamente, também garante suavidade no deslizamento. Desta forma, os ajustes durante a gravação não são perceptíveis no áudio. Diferente do meu antigo gravador digital H4n, em que qualquer mudança no volume são registrados os terríveis “clics” na gravação ao pressionar o botão.

Outra novidade é o uso de potenciômetros que além de tornar possível o ajuste de cada entrada separadamente, também garante suavidade no deslizamento. Desta forma, os ajustes durante a gravação não são perceptíveis no áudio. Diferente do meu antigo gravador digital H4n, em que qualquer mudança no volume são registrados os terríveis “clics” na gravação ao pressionar o botão.

Microfone XY já conhecido do H4n, esse modelo possibilita fazer um ajuste no próprio captador, abrindo e fechando a captação em ângulos de 90˚graus a 120˚graus.

Microfone XY já conhecido do H4n, esse modelo possibilita fazer um ajuste no próprio captador, abrindo e fechando a captação em ângulos de 90˚graus a 120˚graus.

O microfone MS é segundo microfone que acompanha o H6 Esse modelo combina microfone unidirecional com bidirecional.

O microfone MS é segundo microfone que acompanha o H6 Esse modelo combina microfone unidirecional com bidirecional.

Na lateral direita é possível visualizar as entradas XRL/TRS 1 e 2. A entrada de cartão SD, entrada do fone (mini jack), botão de volume e botão Power/Hold. Nesta foto pode ser observado o ângulo do visor, um pequeno detalhe que faz a diferença quando o gravador está montado sobre a câmera.

Na lateral direita é possível visualizar as entradas XRL/TRS 1 e 2. A entrada de cartão SD, entrada do fone (mini jack), botão de volume e botão Power/Hold. Nesta foto pode ser observado o ângulo do visor, um pequeno detalhe que faz a diferença quando o gravador está montado sobre a câmera.

Na lateral esquerda é possível ver as entradas XRL/TRS 3 e 4. Junto com o botão de rolagem e bem ao lado o botão Menu. Por fim, a entrada USB que também é entrada para fonte de alimentação de energia externa.

Na lateral esquerda é possível ver as entradas XRL/TRS 3 e 4. Junto com o botão de rolagem e bem ao lado o botão Menu. Por fim, a entrada USB que também é entrada para fonte de alimentação de energia externa.

Ele tem uma linha de saída de áudio que possibilita fazer uma conexão direta para entrada de áudio de uma HDSRL. Diferente do H4n que só era possível através da saída dedicada aos fones.

Ele tem uma linha de saída de áudio que possibilita fazer uma conexão direta para entrada de áudio de uma HDSRL. Diferente do H4n que só era possível através da saída dedicada aos fones.

Outra novidade é o case de plástico rígido que acompanha o novo H6.

Outra novidade é o case de plástico rígido que acompanha o novo H6.

A configuração do interior do case já vem de fábrica em que já  existe lugar definido para o “corpo” do Zoom,  os dois microfones e para espuma corta vento.

A configuração do interior do case já vem de fábrica em que já existe lugar definido para o “corpo” do Zoom, os dois microfones e para espuma corta vento.

Incêndios

por Rodrigo Baleia em 4 de julho de 2013

No último post, falei de minha nova Gopro Hero 3 e comentei a possibilidade de postar imagens em vídeo desta nova câmera. Conforme prometido, mostro para vocês um pequeno vídeo editado com os bastidores da matéria que estou produzindo, junto com a jornalista Luana Lila, para a revista National Geographic Brasil. Veja abaixo:

Na viagem, levei a campo alguns novos equipamentos para produção de conteúdo multimídia exclusivo para a edição digital da revista.

Hoje existem milhares de acessórios para as câmeras HDSRL: controlador de foco, para-sol, suportes para ombro e por aí vai. Isso funciona para quem tem uma equipe de produção. Por não ser este o meu caso, capto os vídeos com o mesmo equipamento que uso na produção de fotos. Para resolver essa falta de “braço”, tenho usado a Gopro Hero 3 e uma cabeça de tripé híbrida –Manfrotto MH055M8-Q5, uma Ball Head com movimentos diferenciados para foto e vídeo.

Hoje existem milhares de acessórios para as câmeras HDSRL: controlador de foco, para-sol, suportes para ombro e por aí vai. Isso funciona para quem tem uma equipe de produção. Por não ser este o meu caso, capto os vídeos com o mesmo equipamento que uso na produção de fotos. Para resolver essa falta de “braço”, tenho usado a Gopro Hero 3 e uma cabeça de tripé híbrida –Manfrotto MH055M8-Q5, uma Ball Head com movimentos diferenciados para foto e vídeo.

Para captação de áudio, não tenho poupado espaço na bagagem, bem como esforços para buscar qualidade. Uso o Zoom H4n+ (http://www.zoom.co.jp/products/h4n) como gravador e dois microfones Mitra+ (http://www.3dmicpro.com): o direcional Mitra Beamer Pro e, para captar som ambiente, o Mitra 3D Mic Pro.

Para captação de áudio, não tenho poupado espaço na bagagem, bem como esforços para buscar qualidade. Uso o Zoom H4n+ (http://www.zoom.co.jp/products/h4n) como gravador e dois microfones Mitra+ (http://www.3dmicpro.com): o direcional Mitra Beamer Pro e, para captar som ambiente, o Mitra 3D Mic Pro.