
Em tempos de ex-províncias russas sendo destaque nas notícias diárias, nada melhor do que trazer um pouco do que esta parte do mundo tem de especial. Quirguistão hospeda uma beleza natural difícil de explicar. Lagos azul-anil contrastam os tons amarelados e vermelhos das montanhas pedregosas; o céu, plasticamente pintado de nuvens brancas sobre picos nevados atiçam a curiosidade: o que aparecerá depois? .jpg)
O Quirguistão tem uma história interessante. Sua origem é descrita como sendo das tribos Saka, século 6 a.C. Dizem que Alexandre, o Grande, chegou na região e sofreu com a coragem e valentia desse povo. A vida foi arduamente influenciada pelos povos da Sibéria que migraram um pouco mais tarde, assim como os mongóis, que chegaram trazendo seus hábitos nômades, o que se evidencia até hoje na população original, de pele mais escura e traços orientais. O povo turco migrou do Ocidente, trazendo seus hábitos fortes e sua religião, o islamismo. No começo do século XX, a Rússia chegou com todo seu peso comunista e aqui aterrissou, com repressão, arquitetura fria e outras características que lhe são peculiares. O país tornou-se república soviética durante décadas, até o sistema falir. Agora, depois de lhes tirarem o tapete e a idéia de serem filhos de uma potência, sofrem com a escassez de recursos, comida e outras necessidades básicas. .jpg)
Um dos mais fantásticos lugares para ser visitado é o lago Son-Kul. Uma estrada sinuosa em meio às montanhas e florestas temperadas, muito semelhantes à vegetação européia, é o caminho para este lago, que visto à distância parece miragem de desenho infantil; de cor azul-anil, rodeado por campos verdes e montanhas avermelhadas de topos pontiagudos e esbranquiçados. Em sua beira, cavalos e ovelhas transitam calmamente entre pequenas cabanas. Dezenas de crianças cavalgam com uma habilidade de dar inveja ao mais treinado dos cavaleiros. São os Kirguis, povo nômade desse país que vive em cabanas redondas feitas de madeira e finos tatames, cobertas por pele de animal, as chamadas Yurtas. .jpg)
Os Kirguis pastoreiam ovelhas e cavalos, bebem uma espécie de bebida fermentada à base de leite de égua, e são extremamente receptivos e risonhos. A incapacidade de se comunicar é logo traduzida numa sensação mágica de bem-estar. Realmente parece um pouco a lendária Shangri-lá, onde as pessoas não envelhecem e vivem em total harmonia com o meio ambiente. .jpg)
E a sensação emitida a alguém como eu, mero andarilho de outras terras e culturas, é uma vontade de rir sem parar, trocar experiências sensoriais, tentar de alguma forma conduzir aquela representação máxima e divina, para dentro de mim mesmo. .jpg)

Há muitos anos que fotografo a festa de Santana, padroeira da Chapada dos Guimarães. Missa e procissão são organizadas para celebrar o seu dia (26 de julho). A festa, que acontece durante toda a semana, passando pelas casas dos moradores, é o evento religioso mais importante desse município secular. 
A procissão sai da Igreja de Santana e uma grande festa popular, em homenagem a Santana, é realizada no salão paroquial. Na manhã do dia 26 é servido o tradicional “chá-co-bolo”, seguido do almoço com leilão, que começa ao meio dia, e vai até a noite, quando são realizados os bailes. 
A igreja, em estilo colonial bandeirante, é considerado um dos mais importantes monumentos históricos de Mato Grosso. Nesse link, http://www.geocities.com/Yosemite/Rapids/4055/igreja.html, de autoria do falecido professor Jorge Belfort Mattos Jr., você pode encontrar mais informações a respeito dessa extraordinária construção.

Nos próximos quatro dias estarei me dedicando a fazer as malas. Seguirei para mais um trabalho na região Amazônica. A cada tarefa tento me adequar as dificuldades de logística e até mesmo as impostas pelo clima da Amazônia.
Nos últimos meses tenho investido em cases para transporte de equipamentos, HDs para descarregar as imagens para não limitar a utilização do computador em condições extremas, mochilas como a Lowepro Dry Zone 200, que me permitem encarar uma chuva torrencial e até mesmo cair em um rio.
Meu último investimento foi hoje na Angel Foto, onde comprei o tripé da Manfrotto em fibra de carbono – esse me possibilita fazer longas caminhadas com menos peso. Isso sem falar em equipamentos para meu próprio conforto e segurança. E é para um equipamento de segurança que dedico esse post.
Em 2003, tive a oportunidade de voar com um ex-piloto RAF durante um trabalho em um navio do Greenpeace, no Atlântico Norte. Em seu macacão de vôo o piloto tinha um localizador pessoal (em inglês, Personal Locator Beacon). Esse dispositivo emite um sinal de rádio em uma freqüência de emergência e é capaz de localizar o usuário em qualquer ponto do planeta.
Em minhas pesquisas pela internet consegui encontrar o “SPOT Satellite Messenger”, um aparelho que, além de emitir um sinal de socorro, oferece alguns diferencias, como o envio de mensagens, dizendo que estou “OK” para uma lista de e-mail ou telefones celulares de minha preferência e o serviço “Track”, no qual consigo atualizar minha posição a cada 10 minutos, e posteriormente gerar um arquivo de georreferências com minha posição no GoogleEarth. Com ele também é possível que minha família ou amigos possam acompanhar, de qualquer lugar do mundo, meus deslocamentos por alguma região, bastando entrar no site do fabricante. 
Bom, o Spot é indicado para todos que praticam atividades outdoor e que trabalham em áreas remotas, onde a cobertura de telefonia celular é inexistente. Não pretendo pedir socorro, mas o fato de ter um aparelho que me ajude em situações de emergência, me deixa mais seguro. E também é muito interessante para meu trabalho saber onde eu estava no momento exato em que fiz uma determinada imagem.





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