"O mundo e tudo que há nele é o nosso tema, e se não conseguirmos encontrar nele nada que interesse às pessoas comuns, podemos fechar as portas."
ALEXANDER GRAHAM BELL
A primeira edição da revista National Geographic, publicada em outubro de 1888, foi uma brochura científica de aparência modesta com capa austera de cor terracota. O artigo impresso era um relato acadêmico denso escrito por WJ McGee sobre "A Classificação das Formas Geográficas Segundo a Gênese". Mas o volume também continha encartado um texto sobre a Grande Tempestade dos dias 11-14 de março, que abria com tabelas isotérmicas e meteorológicas e fechava com um descrição envolvente sobre a sobrevivência do barco-piloto Charles H Marshall, de Nova York. Ou seja: desde o início, a revista apresentou uma mistura interessante entre ciência e aventura.
Enquanto ainda não tinha nem funcionários remunerados nem sede oficial, a NGS fez lobby para estabelecer a U.S. Board on Geographic Names (Conselho dos EUA para Nomes Geográficos) que, em 1890, começou a desembaraçar a confusão dos nomes das cidades norte-americanas. A NGS também passou a oferecer medalhas de ouro para textos estudantis de destaque sobre geografia. E, na feira Mundial de Chicago, de 1893, a National Geographic patrocinou o primeiro encontro internacional de geógrafos realizado nos Estados Unidos.
Na era que precedeu a televisão e o cinema, quando viajar ainda era um luxo reservado aos abastados, a National Geographic Society oferecia todo um mundo de aventuras a seus membros de Washington ao convidar exploradores e cientistas de renome para falar a respeito de seu trabalho. Em fevereiro de 1888, apenas um mês depois da fundação da NGS, o explorador John Wesley Powell abriu a série de palestras ao falar sobre a geografia física dos Estados Unidos.
Com muita rapidez, a NGS começou a atrair exploradores ansiosos para contar suas histórias, incluindo Fridtjof Nansen, explorador ártico; Gifford Pinchot, fundador do serviço Florestal dos EUA; e a alpinista Annie S. Peck, que falou sobre a escalada de picos nos Alpes e vulcões no México. Milhares de pessoas se reuniram para ouvir Roald Amundsen, que logo passaria a ser o primeiro homem a chegar ao Pólo Sul, discursar a respeito de sua navegação pela passagem Noroeste. Uma boa parte do público das palestras era constituída por mulheres. Elas achavam as exposições iluminadoras e também divertidas.
Em 1889, a National Geographic publicou suas primeiras ilustrações coloridas - desenhos em pastel de cenas da Nicarágua - e também o primeiro mapa autorizado dobrável em quatro cores, que logo se transformaria em parte importante da revista. E, no primeiro semestre de 1890, a NGS, que estava então com dois anos, patrocinou sua primeira expedição a campo, em colaboração com a U.S. Geological Survey (Pesquisa Geológica dos EUA).
Dez homens, liderados pelo geólogo Israel C. Russell, exploraram o monte St. Elias, o ponto mais alto na fronteira entre o Alasca e o Canadá, e fizeram um levantamento sobre a área. A expedição definiu o padrão para as pesquisas de campo seguintes da NGS, e também determinou o tom das narrativas de aventuras em primeira pessoa da revista. "A escuridão caiu e a chuva desabava em torrentes, atravessando a nossa barraquinha", escreveu Russel. "Nós nos enrolamos nos cobertores, determinados a descansar apesar da tempestade. As avalanches, já numerosas, tornaram-se mais freqüentes. Um barulho alto nos avisava que gelo e pedra deslizavam geleira abaixo."
Naquela época, quase a totalidade dos membros era de homens oriundos dos círculos científicos de Washington, seus familiares e amigos. Um comitê voluntário editava a revista, que listava sem falta as centenas de nomes dos membros da NGS em cada edição, relatava as atas das reuniões e documentava piqueniques em grupo e excursões a campos de batalha da Guerra de Secessão próximos. Também publicou vários artigos que, como observou um jornalista posteriormente, "eram adequados para a difusão do conhecimento geográfico entre as pessoas que já o tinham e só serviam para assustar o resto".
A revista, de publicação esporádica, era um desastre comercial e, em 1896, a Diretoria de Administração, com o intuito de aumentar a circulação, colocou a National Geographic em bancas de revista, começou a vender anúncios e transformou o boletim de 25 centavos em uma "Publicação Mensal Ilustrada", imitando as revistas de mais sucesso da época, a Harper's Weekly e a Munsey's. John Hyde, estatístico do Departamento de Agricultura, ocupou a função de editor e começou a inserir fotos ocasionais na publicação - prática que alguns dos fundadores consideravam frívola.
Apesar dessas reclamações, em 1896, Hyde publicou uma fotografia surpreendente, diferente de qualquer outra publicada na época por revistas do EUA. Era uma foto de casamento: noiva e noivo zulus meio nus fazendo uma pose simpática. Essa atitude ousada - de mostrar culturas como eram na realidade - iria se transformar em traço marcante da revista.
Em 1897, Gardiner Green Hubbard morreu e seu genro, Alexander Graham Bell, foi eleito para o cargo de presidente. Inventor do telefone, pioneiro da aviação e professor de surdos, ele tinha quase 51 anos e encontrava-se totalmente imerso em diversos projetos científicos. Relutou em aceitar a função. Mas a organização estava à beira da falência. Bell concordou em liderar a NGS, como escreveu posteriormente em seu diário, "apenas para salvá-la".
Bell tinha muitas idéias. Disse à diretoria que seu objetivo era contar com membros de uma sociedade, e não leitores de uma revista. A National Geographic não podia depender das vendas incertas nas bancas; e as assinaturas da revista só poderiam vir junto com a inscrição na NGS, declarou. De maneira contundente, Bell enfatizou os desejos dos fundadores: não apenas a elite científica, mas professores escolares, enfermeiras, trabalhadores da construção civil e vendedores também poderiam estar interessados em patrocinar expedições ao Peru e enviar cientistas ao Pólo Sul.
Bell enfatizou ainda que esses novos membros deviam ser capazes de ler e apreciar os artigos. Não queria mais tratados acadêmicos obtusos e indecifráveis. E, além do mais, insistiu que queria "fotografias, e muitas".
Para ajudá-lo a implementar suas idéias, Bell saiu em busca de um novo editor em tempo integral que pudesse aliviar o trabalho tão pesado de John Hyde. Encontrou Gilbert Hovey Grosvenor, de 23 anos, instrutor de uma academia para meninos em Nova Jersey. Não apenas o desafio como também o romance atraíram o jovem "Bert" Grosvenor a Washington, em 1899. O pai dele, o famoso historiador Edwin A. Grosvenor, tinha dado uma palestra na NGS alguns anos antes e visitara a família Bell. A conversa se voltara para os filhos gêmeos do professor, Gilbert e Edwin, que se formariam na faculdade Amherst naquele ano. As filhas solteiras de Bell, Elsie e Daisy, escutaram aquilo com atenção. Quando posteriormente os Grosvenor convidaram as irmãs Bell para a cerimônia de formatura da Amherst, as duas aceitaram com prazer, e Elsie ficou encantada com o cortejo de Gilbert. Fora ela quem citara o nome do jovem aos ouvidos do pai em sua busca por um novo editor.
Quando Gilbert Grosvenor chegou a Washington para uma entrevista, Bell colocou exemplares das melhores revistas do país - McClure's, Munsey's, Harper's Weekly - na frente dele e perguntou: "Você é capaz de criar uma revista geográfica de tanto sucesso quanto estas, que possa sustentar a National Geographic Society, em vez de representar um fardo para a instituição?".
Grosvenor respondeu que sim. Elsie só teve um momento com ele à porta: "Eu disse a papai que você era o talento que ele buscava", sussurrou, "e que gostaria de se mudar para Washington". Pode ser que nunca saibamos o que lhe deixou mais apreensivo, o emprego ou a moça.
Bell contratou Grosvenor como editor-assistente da revista, com salário mensal de US$ 100, pago do próprio bolso e, no dia 1º de abril de 1899, levou-o à sede alugada onde a National Geographic dividia um escritório com a American Forestry Society (Sociedade Florestal Norte-Americana). Grosvenor descobriu que todos os bens da National Geographic Society eram "duas cadeiras bambas, uma mesinha, um amontoado de papéis e livros de registro e seis caixas enormes, lotadas de revistas devolvidas pelas bancas".
Gilbert Grosvenor foi o primeiro funcionário em tempo integral da NGS, e o trabalho que acabara de aceitar consumiria sua energia por toda uma vida. Para alavancar as adesões de membros, enviou cartas para homens proeminentes de Washington para que "indicassem seus amigos" para a eleição ao status de membro, assegurando-se de que as cartas utilizassem papel timbrado caro. Aquele agrado serviu para recrutar muita gente, e o número de associados cresceu bastante. Sob o comando de Grosvenor, A revista National Geographic cobriu um mundo de assuntos, desde "Coréia: Uma Nação Eremita" até a costrução de barcos britânicos, passando pela mais recente expedição de Robert E. Peary ao Ártico, para medir a altura do monte Rainier. Baseava-se em uma diretriz editorial recebida de Bell:
"O MUNDO E TUDO O QUE HÁ NELE é o nosso tema, e se não conseguirmos encontrar nada nele que interesse às pessoas comuns, é melhor fecharmos as portas e nos transformar em um boletim científico restrito e técnico para geógrafos da alta classe e especialistas em geologia."
Bell preferia a cobertura popular e fácil de ler a temas geográficos. Quando a notícia da erupção do monte Pelee, na Martinica, em 1902, chegou a Washington, Grosvenor mandou um telegrama para Bell, que veraneava na Nova Escócia, em busca de aprovação para enviar uma pequena equipe científica à ilha para investigar a erupção. Bell não concordou e disse ao jovem editor: "Vá você mesmo à Martinica em nome da revista que eu pago as despesas. () Esta é uma oportunidade única - aproveite. Inicie a viagem dentro das próximas 24 horas e deixe que o mundo saiba de tudo através de você, como nosso representante. Deixe a ciência para os outros e nos traga detalhes de interesse vivo, lindamente ilustrado por belas fotos".
Apesar de Grosvenor não ter ido - uma expedição patrocinada pela NGS foi até lá -, um objetivo tinha sido estabelecido: a revista National Geographic tinha que combinar relatos vigorosos com fotografias surpreendentes.
Grosvenor monitorava constantemente a opinião pública e buscava maneiras de fazer aumentar o interesse pela revista. Usava a famosa série de palestras da NGS como barômetro para avaliar a recepção de assuntos e ilustrações. Palestras herméticas sobre topografia ou uso da terra atraíam a média de 20 espectadores. Mas na noite que um cientista que estivera na Martinica deu sua palestra sobre a erupção do monte Pelee, o teatro de 1,2 mil lugares lotou. Infelizmente, o palestrante não levou ilustrações. Grosvenor ouviu quando duas mulheres reclamaram: "Por que ele não mostra fotografias? É o que queremos ver".
Grosvenor não precisava de mais argumentos para se convencer. Afinal, a fotografia era uma maneira franca e científica de se olhar o mundo, apesar de muitos intelectuais da época continuarem desprezando-a como algo superficial, se não vulgar. Implacável, Grosvenor passou a procurar coleções e arquivos de fotos pela cidade com avidez. Em 1903, a NGS se transferiu para seu primeiro prédio-sede, Hubbard Hall, localizado seis quarteirões ao norte da Casa Branca, na 16th Street. Grosvenor passou a ser editor com plenos poderes e diretor de operações da NGS. Pouco depois, Alexander Graham Bell abandonou o cargo de presidente. Mesmo aposentado, nunca perdeu o interesse pela revista: sempre enviava ao genro pacotes de idéias para reportagens e fotografias, ao mesmo tempo que contribuía com artigos, geralmente sobre pipas tetraédricas ou outras máquinas voadoras estranhas. Bell continuou oferecendo conselhos editoriais pertinentes; certa vez, observou: "A característica de maior importância diz respeito às ilustrações. () O que mais decepciona na revista é a pequena quantidade de texto para explicar as fotografias. () Parece-me que uma linha de melhorias notável seria ou adaptar as imagens ao texto ou o texto às imagens. Por que não a segunda opção?".
Foi um conselho presciente. No final de 1904, quando o impressor lhe disse que precisava preencher com rapidez 11 páginas, Grosvenor pegou um pacote que acabara de chegar de dois exploradores russos. Dentro dele havia as primeiras fotos de Lhasa, no Tibet, uma das cidades mais misteriosas do mundo. Escolheu uma dúzia delas e enviou-as ao impressor, acompanhadas de legendas resumidas, adaptando o texto às imagens. Ciente de que aquilo era quase uma heresia para uma revista séria, ficou temeroso de ser demitido. Mas, quando a edição de janeiro de 1905 saiu, amigos e até mesmo desconhecidos paravam-no na rua para dar os parabéns.
Três meses depois, na National Geographic de abril de 1905, Grosvenor publicou assombrosas 138 fotografias das Filipinas, obtidas sem custo do governo norte-americano, por meio de seu primo, William Howard Taft, ex-representante dos EUA para as Filipinas, que logo se tornaria presidente do país. A edição fez tanto sucesso que logo foi preciso lançar outra tiragem.
Em julho de 1906, Grosvenor dedicou uma edição inteira à vida selvagem: "Fotografando Animais de Caça Selvagens com Flash e Câmera", redigida e fotografada por George Shiras Terceiro, ex-congressista dos EUA que caçava com uma câmera. Eram 74 imagens mostrando animais - cervos, porcos-espinhos e linces - que tropeçavam em fios que disparavam câmeras no escuro. As fotos de Shiras causaram sensação. O presidente Theodore Roosevelt ficou encantado, e a redação foi inundada por cartas pedindo mais reportagens sobre história natural. O impacto das fotos então deixou de ser contestado. Em dois anos, o número de membros da NGS tinha saltado de três mil para 20 mil. A National Geographic Society tinha se transformado na maior sociedade geográfica do mundo.
Grosvenor nunca olhou para trás. Usando a fotografia como sua lente para revelar o mundo, ele enchia as páginas da revista com maravilhas: tumbas egípcias, canais chineses, as montanhas rochosas do Canadá, até mesmo insetos de fundo de quintal. Ocasionalmente, os artigos eram produto da época: há, por exemplo, mais do que um tantinho de imperialismo em "A Conquista Francesa do Saara" e "Os Povos Não-Cristãos das Ilhas Filipinas - com um relato sobre o que foi feito por eles sob o controle Norte-Americano". Mas, ao lado de textos datados, havia outros de valor mais duradouro. A edição de julho de 1907 apresentou alguns do retratos atemporais de índios norte-americanos feitos por Edward Curtis, que passou a vida documentando o desaparecimento das tribos da porção oeste dos EUA.
Pinturas ocasionalmente complementavam as fotografias. A reportagem "Cinqüenta Pássaros Comuns de Sítios e Pomares", publicada em junho de 1913, fora inicialmente editada como panfleto agrícola. Grosvenor, que se transformava rapidamente em um observador de pássaros apaixonado, tomou emprestados os quadros coloridos com suas estupendas imagens de aves. O resultado foi uma edição de tanto sucesso que, durante muitos anos, os pássaros permaneceram como assunto perene da revista.
O sucesso da National Geographic significava cada vez mais apoio à exploração e à descoberta. Em 1907, a NGS concedeu patrocínio ao comandante Robert E. Peary para que ele tentasse alcançar o Pólo Norte. Peary já tinha feito diversas caminhadas árduas pelas terras setentrionais e, por essas explorações pioneiras, a NGS conferiu-lhe a primeira medalha Hubbard, sua maior honraria. Apoiado sobre os pés prejudicados pelas ulcerações produzidas pelo frio em um banquete anual da NGS, Peary aceitou a medalha com muita determinação, das mãos do presidente norte-americano Theodore Roosevelt, e afirmou que cumpriria seu objetivo. Para o verdadeiro explorador, declarou Peary, "Aquilo que ele se determina a fazer passa a ser parte de sua própria natureza".
Peary e sua equipe, incluindo o hábil explorador afro-americano Matthew Henson, chegaram ao topo do mundo no dia 6 de abril de 1909. Logo surgiu uma disputa. Frederick A. Cook afirmava ter chegado ao Pólo quatro dias antes, mas apresentou poucas provas e sua alegação geralmente é descreditada. Depois de um comitê da NGS ter examinado os registros de Peary e ter chegado à conclusão de que ele, pelo menos, tinha chegado ao ponto em questão, quase todas as entidades geográficas do mundo concordaram. Mas a dúvida permanece até hoje.
Em 1912, a NGS já tinha crescido o bastante para registrar ganhos de US$ 43 mil, quantia reservada especificamente para o apoio à exploração científica. Logo a NGS passou a ser uma das principais patrocinadoras de expedições, e a revista se transformou na publicação que registrava as descobertas. Além disso, a NGS continuou a homenagear exploradores e cientistas de destaque. Em 1910, conferiu a medalha Hubbard a sir Ernest Shackleton por chegar à distância de 180 quilômetros do Pólo Sul e, em 1913, outorgou uma Medalha de Ouro Especial a Roald Amundsen por ser o primeiro a de fato chegar até lá.
Uma das expedições mais emocionantes patrocinadas pela NGS foi a busca de Hiram Bingham por uma antiga capital inca nas montanhas do Peru. Depois de ele ter encontrado a maravilhosa cidadela abandonada de Machu Picchu, a história envolvente de sua busca e de suas descobertas preencheu todas as 186 páginas da edição de abril de 1913. Em 1915, Robert Griggs explorou os restos do monte Katmai, no Alasca, um vulcão que entrara em erupção em 1912. A sociedade acabou concedendo patrocínio para seis expedições à região, em parte fissurada por ventarolas de vapor espetaculares. Griggs batizou o lugar como Vale das 10.000 Chaminés e, mais tarde, ele foi designado como monumento nacional.
Em 1916, quando a NGS fez contribuições financeiras para ajudar a preservar uma região da Califórnia coberta de sequóias, já fazia anos que chamava atenção para a necessidade de preservação de recursos naturais. Durante décadas depois disso, a NGS trabalharia em cooperação com o Serviço Nacional de Parques dos EUA - divisão governamental que a entidade ajudou a estabelecer em 1916, além de outros departamentos públicos dedicados à preservação da natureza.
A Primeira Guerra Mundial deu ênfase ao crescente alcance nacional e à importância da National Geographic. Em agosto de 1914, os leitores abriram a revista e encontraram um mapa atualizado de "Os Novos Estados dos Bálcãs e a Europa Central" que permitia o acompanhamento do desenrolar da guerra. Grandes mapas das frentes de batalha continuaram a ser publicados durante toda a duração do conflito e a National Geographic mantinha seus membros informados a respeito das história e da cultura dos países em guerra com artigos como "A Dívida do Mundo com a França", "As Dificuldades da Bélgica" e "A Nação Alemã". Trazia reportagens a respeito das condições no fronte, incluindo a prevalência de piolhos, além de uma edição especial - elogiada por Woodrow Wilson, presidente dos EUA - com bandeiras e iconografia do mundo todo. A NGS estabeleceu uma Divisão de Serviço de Notícias para fornecer boletins a respeito dos aspectos geográficos da guerra para os jornais do país. Também financiou uma ala de hospital próximo a Paris para soldados feridos e permitiu que funcionários da Cruz Vermelha enrolassem ataduras na biblioteca da NGS.
Em 1920, o Conselho Diretivo elegeu Gilbert Hovey Grosvenor como presidente e editor. Depois de duas décadas de dificuldades, a NGS tinha alcançado a estabilidade financeira, com quadro de funcionários permanente e sede própria. Os EUA entravam na década de 20, embalada pelo jazz, quando Alexander Graham Bell morreu, em 1922, aos 75 anos. Àquela altura, o antigo pequeno boletim científico austero tinha se transformado em uma das revistas mais confiáveis e aguardadas dos Estados Unidos.
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