Não se encontra todos os dias espécie que se acreditava extinta. Mas é essa a bela história contada na reportagem do fotógrafo Adriano Gambarini nesta edição. Há mais de 300 anos, não se via o Cebus flavius, também chamado de macaco-prego-galego. Um belo mico, de cor dourada, nativo da Zona da Mata nordestina, ele era conhecido apenas por obras antigas, como a Historiae Rerum Naturalium Brasiliae, do alemão Georg Marcgrave, publicada em 1648. As pinturas detalhistas e as descrições minuciosas desse e de outros naturalistas que aqui estiveram no tempo da colônia não deixavam dúvidas quanto à existência, naquela época, do pequeno macaco.
Mas ninguém o via havia séculos. Por volta de 1990, o biólogo Marcelo Marcelino passou a observar grupos de macaco-prego com padrão de pelagem diferente em suas andanças por Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Esse é começo da história. O resto dela deixo para você acompanhar desde a página 22. Não foi fácil confirmar que o macaco-prego-galego está vivo. Essa é a boa notícia. A má é que, por causa da degradação de seu hábitat, ele pode vir a ser considerado o primata mais ameaçado do país.
Durante 75 anos, reis núbios dominaram o Antigo Egito, edificando um império. Mas, até agora, eles eram um capítulo da história envolto em sombras e dúvidas.
A busca do sonho americano pelos migrantes latinos começa bem além dos Estados Unidos: para guatemaltecos ou hondurenhos, o perigo está na travessia do México.
O povo hazara sempre prezou a educação e o trabalho árduo no montanhoso interior do Afeganistão, onde foi massacrado pelo Talibã. Hoje, ainda procura por paz.
Com poderosas asas de 2 metros de envergadura, a águia-das-filipinas plana com majestade sobre seu único hábitat, as florestas pluviais das Filipinas. Até quando?
A imagem de um homem que “segue o sinuoso caminho de volta para casa após um dia exaustivo nas plantações de arroz” foi feita por Eliza Scidmore – escritora, fotógrafa, geógrafa e a primeira mulher a participar do conselho da National Geographic Society.
Por Margaret G. Zackowitz | Fotos de Eliza Scidmore