sotexto
Livre para voar
O sistema aeroportuário de São Paulo pode funcionar sem Congonhas? A resposta, de pronto, é não. "Ninguém até hoje provou que Congonhas não consegue operar", diz Anderson Correia, professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA). "Boa parte do temor atual tem muito de psicológico." Faz sentido. Antes de 17 de julho, nenhum dos três grandes acidentes ocorridos no entorno do aeroporto, em 1963, 1975 e 1996, teve relação com condições operacionais - no caso do Airbus A320 da TAM pode ter havido, mas as investigações ainda não foram concluídas. A questão é justamente esse entorno. Em 1936, quando Congonhas foi inaugurado, nem os bondes chegavam até lá. Com o tempo, o desenvolvimento urbano cercou o aeroporto. Hoje, qualquer obra de ampliação implicaria desapropriações e soluções como plataformas suspensas para aumentar as pistas. "A reforma custaria bilhões, e o impacto ambiental e social seria péssimo para a região", diz Adalberto Febeliano, vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Nicolau Gualda, professor do departamento de engenharia de transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), também se opõe às propostas. Outros especialistas, porém, têm opiniões bem distintas.
Aeroporto Internacional de Congonhas/São Paulo
Inauguração 12 de abril de 1936
Área 1 626 516,98 m²
Pátio da aeronaves 77 321 m²
Pistas 1 949 m x 45 m (principal) e 1 435 m x 49 m (auxiliar)
Fonte: Infraero
Guarulhos
Terceiro aeroporto
Por: Rodrigo Pereira |
Foto: Daniela Toviansky
Páginas: