sotexto
A transição é lenta, mas irreversível. E ainda há muito o que se fazer. Porém, o turista aos poucos vai deixando a condição de predador do meio ambiente e começa a virar protetor dele. Não é novidade que, muitas vezes, o turismo pode resultar em tremendo impacto ambiental. Viagens despejam na atmosfera gases poluentes produzidos pelos meios de transporte. O funcionamento de hotéis exige grande consumo de energia e água, com altíssima geração de esgoto e lixo. Sem falar nas interferências diretas no meio: pois é, ainda tem gente que deixa lixo na trilha, pisa em barreira de corais e arranca plantas na floresta. Mas, não, o cidadão responsável não precisa abandonar o hábito de viajar. Ao contrário. É cada vez maior a oferta de viagens ecologicamente corretas, em que, do embarque ao desembarque, o passageiro, em vez de agredir, colabora com a preservação da natureza. "Do ano passado para cá notamos um crescimento de 30% na procura por viagens desse perfil", diz Edgard Werblowsky, presidente da Freeway, especializada em ecoturismo. Companhias aéreas, operadoras e meios de hospedagem já colocam em prática certas iniciativas de conservação ambiental - e, em conseqüência, conquistam o viajante consciente. Pagando um pouco a mais na compra de passagens ou pacotes já é possível neutralizar a viagem. Hã? Neutralizar, como assim? Significa compensar, por meio do plantio de árvores, as emissões de gás carbônico. Guarde a palavra: vai virar termo tão comum quanto ecoturismo. Outra forte tendência é a inclusão de pessoas com necessidades especiais em roteiros antes impensáveis para esse público. Portadores de deficiências físicas podem fazer um rafting em Brotas (SP) e aventurar-se em Itacaré (BA). Conheça nas próximas páginas algumas dessas saudáveis iniciativas.
Hotelaria verde
Adrenalina para todos
Turismo carbon free
Por: Júlia Gouveia |
Foto: Ilustração - Kleber Sales
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