A boa notícia é que já há empresas interessadas em ajudar o viajante verde na sua empreitada pela limpeza (do ambiente e da consciência). O processo de neutralização da viagem é simples: o turista doa uma quantia para a empresa mediadora e ela usa essa verba para plantar árvores (e cuidar delas até que cresçam) em áreas ameaçadas. Dessa maneira, o turista quita seu débito com a natureza: sua parcela de CO2 emitida pelo uso de carros, ônibus, motos ou aviões é compensada com o plantio das árvores que, como todos sabemos, transformam gás carbônico em oxigênio durante a fotossíntese. Simples assim.
A companhia aérea British Airways (ba.com) tem um programa de neutralização da emissão do carbono. A idéia nasceu em 2005, mas só recentemente ganhou corpo e começou a repercutir. Não é difícil imaginar que a tal neutralização será prática comum a todas as companhias em breve. Os passageiros podem optar, no momento da reserva de qualquer bilhete, por pagar uma taxa extra de neutralização. Esse valor será revertido à ONG Climate Care, que tem ações na África do Sul e na Índia. A Air France (airfrance.com.br) vai pelo mesmo caminho. No site da companhia já existe uma calculadora para o passageiro verificar sua parcela de culpa. O próximo passo é possibilitar aos passageiros, no ato da compra, doar a quantia equivalente à sua emissão. No Brasil, ainda não há nenhuma empresa aérea com programas similares. No entanto, a Gol e a TAM são parceiras da ONG Florestas do Futuro, para a qual fazem doações anuais, o que já é alguma coisa.
A exemplo das empresas aéreas de Inglaterra e França, as operadoras Ambiental (ambiental.tur.br) e Freeway (freeway.tur.br) também aderiram ao projeto da Florestas do Futuro e passaram a vender essa opção. Na Freeway, desde junho, os clientes que desejarem limpar sua barra, independentemente do destino, pagam a taxa fixa de R$ 30, o que garante o plantio de três árvores. "É uma atitude voluntária", lembra o presidente da empresa, Edgar Werblowsky. A expectativa é contar com a colaboração de 30% dos clientes. A participação resultaria em uma média de 450 árvores por mês. "A questão não é apenas pagar mais uma taxa, mas participar", diz.
Já na Ambiental, a quantia doada varia de acordo com a distância percorrida, tendo como base o custo de R$ 10 por árvore. Para Fernando de Noronha, por exemplo, seria necessário compensar com uma árvore apenas. Já para a Amazônia, a conta sobe para três. "O próximo passo é estender o programa para as agências que revendem nossos pacotes", diz José Zuquim, diretor da Ambiental.
No interior de São Paulo, o hotel Villa Rossa (11/4713-5500, villarossa.com.br), em São Roque, também participa do programa da Florestas do Futuro. No empreendimento, hóspedes são convidados a plantar árvores dentro da propriedade. "Em cada quarto deixamos uma muda para que o cliente cuide durante a estada", diz Franklin Pedroso, coordenador de marketing. Quem quiser também pode contribuir com R$ 10 para a ONG. A próxima iniciativa será zerar a própria emissão de carbono. "Também vamos incentivar todos os eventos de que somos sede a aderir".
É o início de uma nova era: a das viagens carbon free.
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