>> VÁ A PÉ
Meios de transporte movidos a combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina, são grandes vilões do aquecimento global. Só os automóveis e aviões emitem 13% dos gases que aumentam a temperatura da Terra. Ao pegar um táxi para ir da Praça de Maio até o cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, jogamos quase meio quilo de gás carbônico na atmosfera. A pé, ficamos no zero-a-zero e ainda podemos apreciar melhor o clima da cidade. A caminhada é de apenas 30 minutos.
>> PREFIRA HOTÉIS VERDES
Já existem hotéis e pousadas cujo principal atrativo é ser um estabelecimento altamente sustentável. É o caso da Fazenda Caiman (11/3706-1800, caiman.com.br), no Mato Grosso do Sul , onde todas as atividades de entretenimento estão voltadas para a natureza e sua preservação. Mas, mesmo que não esteja imersa na mata, uma empresa de hospedagem também pode ter atitudes responsáveis, como a coleta seletiva de lixo, o uso racional de água e energia. Procure saber se o hotel que você escolheu adota esse tipo de prática.
>> FAÇA MALAS LEVES
Quanto mais peso, mais combustível o meio de transporte - seja ele qual for - consome. E, quanto maior for esse consumo, mais gás carbônico é liberado. E quanto mais gás carbônico... Bom, isso você já sabe. Assim, ao levar apenas um par de tênis na bagagem, em vez de dois, você colabora não só para a saúde das suas costas como para o seu pulmão e evita o aquecimento global.
>> RECOLHA O SEU LIXO
Até mesmo as cascas de banana que você come durante a trilha devem ser jogadas no lixo apropriado (o cesto reservado para os orgânicos, no caso). Isso porque a fruta levada de casa pode carregar bactérias e outros microorganismos que alteram a harmonia do ambiente que você está explorando.
>> CUIDADO COM O QUE COME
Nem todos os alimentos são produzidos da maneira correta. Alguns levam agrotóxicos e pesticidas nocivos ao meio ambiente, outros passam por processos que utilizam mão-de-obra subempregada. Procure saber se a comida dos restaurantes que você freqüenta tem algum selo de qualidade que ateste a produção sustentável, como os produtos orgânicos com a marca da Associação de Agricultura Orgânica (AAO).
>> COMPRE ARTESANATO LOCAL
Ao consumir produtos feitos no lugar que visita, você contribui para o aquecimento da economia da região. Por isso, procure saber se o artesanato exposto em uma banca da Praia do Forte (BA) é mesmo baiano ou foi fabricado na Índia, por exemplo.
>> NEUTRALIZE SUA VIAGEM
Plantar árvores é uma maneira de ficar no zero-a-zero com suas emissões de gás carbônico. Alguns sites ajudam a calcular o quanto liberamos da substância em determinadas atividades. É o caso do florestasdofuturo.org.br, da Fundação SOS Mata Atlântica. Os cálculos são feitos com base na distância que se percorre ao longo do ano. Inclua suas viagens em suas contas. Lá você pode também pagar por árvores (10 reais cada uma) que são plantadas na mata ciliar de cinco bacias hidrográficas muito comprometidas: as dos rios Paraíba (SP, MG e RJ), Tietê (SP), Tibagi (PR), de Contas (BA) e Doce (MG e ES).
>> PREFIRA ACESSÓRIOS REUTILIZÁVEIS
Da garrafa de água à toalha de banho, pense em como seu acessório de viagem pode ser reutilizado. Roupas feitas de tecidos como Dry Fit, Suplex ou Tactel secam muito rápido e podem ser lavadas com pouca água na pia do quarto do hotel. Além disso, já há pilhas recarregáveis que você pode usar no seu MP3, na lanterna, entre outros aparelhos.
>> RESPEITE A LEGISLAÇÃO LOCAL
Para ser um bom viajante, é preciso conhecer minimamente os hábitos do lugar que se visita e fazer de tudo para agir de acordo com eles. Não aceite, por exemplo, serviço de guias subempregados ou que infrinjam alguma norma local, respeite as leis de trânsito e procure se informar se é permitido visitar determinadas áreas antes de chegar a elas.
>> DÊ VALOR À CULTURA LOCAL
Ser sustentável é respeitar e garantir a manutenção do patrimônio cultural de todo e qualquer povo. Ao viajar, estamos em contato direto com monumentos e prédios históricos ou manifestações populares. Observe, participe, admire, mas nunca destrua ou caçoe disso.
Fontes - Instituto de Hospitalidade, Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, SOS Mata Atlântica e Pew Center para Mudança Climática Global
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