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São Paulo

O retorno da Monga

Fuga frenética no Playcenter, em São Paulo: ela mete medo
Nostalgia
Quando é domingo de céu cinza e a chuva ameaça aparecer, quase não há filas para ver as atrações do Playcenter. Exceto se for a Monga. Isso mesmo. A mulher-macaco que assustou cerca de 3 milhões de pessoas nos anos 1980 está de volta. O regresso deve-se aos resultados de uma pesquisa realizada pelo parque em 2006: os visitantes assíduos, os playmaníacos, queriam a volta de atrações da década de 1980, a monstrenga entre elas. O desejo foi realizado oficialmente no dia 10 do mês passado, quando 2 500 pessoas foram ao parque para ver a atração.

O show foi repaginado. A protagonista da antiga versão figurava de biquíni e sofria de uma anomalia que a fazia transformar-se em bicho. Já a nova tem menos apelo sexual e é mais, digamos, científica. É um vírus contraído após a mordida de um macaco do Congo que faz a mulher, uma bióloga, adquirir formas bestiais. Tudo acontece em cerca de 10 minutos, num galpão abafado e escuro com 200 metros quadrados, decorado com temática africana e ótimo sistema de som que potencializa os sustos. Basta para botar o público em pânico. Todos caem. Até nossa repórter.

O sucesso é tanto que, no mês passado, 700 pessoas já faziam parte da comunidade da Monga no Orkut. Entre as questões mais debatidas estava "Quem, afinal, é a Monga?". A VT conversou com a personagem e pode adiantar: ela sofre de dupla personalidade e já foi campeã de judô.

ANOTE AÍ
Para ver a Monga, das 14h às 20h, é preciso medir mais de 1,20 metro de altura, não sofrer de problemas cardíacos nem estar grávida. O Playcenter (Rua José Gomes Falcão, 20, Barra Funda, playcenter.com.br; sáb/dom e feriados 11h/20h; Cc: D, H, M, V; Cd: todos).


Por: Talita Ribeiro | Foto: Rodrigo Acedo / Megaphoto

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