Depois do café, vem a caminhada. São poucas dezenas de passos até as piscinas naturais de Tassimirim. Mais meia hora de passos e lá está seu Guido baixando as mesas de plástico que, durante a noite, repousam em cima da amendoeira para não serem levadas pela maré. Seu Guido tem cerveja. E gordas lagostas, talvez as mais frescas que você já comeu na vida. Ele as mergulha em água do mar fervente. E as serve sobre folhas de bananeira. A conta: 30 reais. Com muita cerveja, 40.
Algum turista perdido chega dos passeios de barco vindos do Morro de São Paulo. Ando para fazê-lo desaparecer. Surgem, adiante, as cozinheiras de Moreré e suas exímias moquecas de camarão. Ou de polvo, as duas com banana. A encomenda é para mais tarde. Ainda tem Bainema. Sim, Bainema. Se a Boca da Barra e Tassimirim já mereciam figurar em qualquer compêndio de praias maravilhosas, espere até chegar a Bainema. O caminho passa por um túnel de mata, perfumado pelas flores e, de longe, pelos pés de mangaba. Siris se afastam em tropel. Do lado esquerdo, há um manguezal que escurece a água. Do lado direito, não há nada. Nada. Nada. Nada.
O CLIMA Uma ilha para chamar de sua
O REFRESCO Cerveja e lagosta barata, com tempero de maresia
ESCALA SELVAGEM 90%. O movimento é na Boca da Barra. No almoço, é em Moreré. No verão, fuja de barco para Castelhanos.
AVALIAÇÃO Faça qualquer coisa para chegar lá
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