De uns 15 anos para cá, a vida de sua família mudou. Entre os ecoturistas e os que chegam até ali, seu Maneco é hoje quase uma celebridade, venerado como herói, famoso por receber os visitantes, por afugentar palmiteiros e por ser o guardião daquele cantinho tão especial, ainda hoje quase intacto.
O que aconteceu não é difícil de imaginar. Os surfistas começaram a chegar a essa praia de quase 500 metros de extensão, cercada pelas montanhas cobertas de floresta e por ondas que quebram na arrebentação, impedindo as embarcações de atracarem à praia. Depois, vieram os ecoturistas.
A estrutura melhorou e Martim de Sá deixou de ser um lugar completamente isolado. Os campistas montam barraca sob as árvores, têm banheiro, mas tudo é limpo e organizado. Ai de quem sujar o lugar. Leva logo um pito de seu Maneco. Em feriados, pode não haver vagas no camping - e o preço da diária sobe dos 20 reais cobrados regularmente por pessoa para até mais de 35 reais.
Dá para comprar o macarrão do almoço num mercadinho anexo à casa de seu Maneco. Ou comer um PF caprichado, preparado pela mulher dele. Mas, ainda assim, é melhor levar mantimentos na mochila. Vai que dá vontade de ir ficando, ficando, ficando, até o dinheiro acabar...
O CLIMA Pra ficar descalço, comendo peixinho frito
O REFRESCO Cervejinha com os amigos em volta da roda de violão
ESCALA SELVAGEM 75%. Seu Maneco, patriarca da única família que mora ali, controla o número de campistas. Num feriado ou outro, enche
AVALIAÇÃO Muita areia para seu caminhãozinho
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